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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Qui | 14.06.18

Tu não mandas em mim!

Fatia Mor

Penso eu que deve haver um momento, na vida de qualquer um de nós, em que percebemos que somos donos e senhores dos nossos narizes. 

E depois há o momento em que o verbalizamos!

A Fatia#1 dizia-me, do alto dos seus cinco anos, num acesso de independência em que invocava o seu direito a escolher o caminho da sua vida, leia-se, não ir à escola, que ela é que sabia onde queria ou não queria ir!

Ultrapassando a questão que permanece de ela achar que na escola se trabalha muito e se brinca pouco (e como tal, prefere ficar em casa "porque faz o que quer"), a peste, isto é, o anjo, estabeleceu rapidamente os seus limites pessoais, depois de eu lhe ter dito "toca a despachar".

 

Tu não mandas em mim!

 

Penso que este momento deveria ser crítico o suficiente para existir alguma literatura, traduzida em vários volumes de estudos empíricos, sobre o que conduz ao mesmo, o processo subjacente à emancipação precoce (passo todas as possíveis redundâncias entre os dos conceitos por uma questão estilística) e ainda as consequências percebidas e reais para todos os intervenientes.

Não há!

Não há nada que nos prepare para a insanidade de ouvir uma criança de 5 anos dizer "tu não mandas em mim". 

E talvez não haja maior prazer do que definir, rapidamente, que isto cá em casa não é uma democracia, pelo contrário, será o mais próximo de uma ditadura benévola, em que quem manda sou eu! Pelo menos, até aos 18 anos e daí em diante, enquanto a sustentar.

 

Confesso-me, para um argumento de peso, nada como uma contra-argumentação rasca.

Mas não me censurem... Não resisti! E acho que ela percebeu.

 

Cá em casa, quem manda, sou eu!

 

Aguardam-se novos desenvolvimentos e evoluções na capacidade argumentativa de parte a parte. E eu acho que estou a perder.

 

#SomosTodosPaisÀBeiraDeUmAtaqueDeNervos

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