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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

16
Dez18

Pai Natal e os Oito Pássaros (16/24)

Fatia Mor

A saga do Pai Natal continua... Depois da parte de ontem, escrita pela Caracol, vamos lá ver o que nos espera hoje.

 

A sociedade secreta, dada pelo nome de 8 Pássaros, estava reunida desde o dia anterior, depois de terem tomado conhecimento dos acontecimentos que punham em risco todo o Natal como o conhecíamos. Rudolfo, que no meio da acção se tinha posto misteriosamente em marcha, já se tinha adiantado ao Pai Natal e tinha trazido todos os problemas ao conselho consultivo dos 8 Pássaros.

Assim que o Pai Natal entrou, já estavam reunidos à sua espera. Presidia à sessão solene o Coelhinho da Páscoa, que com o seu ar grave e circunspecto, anunciou com voz de tributa.

- Santo Nicolau Domingos Dias Santos?

- Sou eu, comandante!

- Queres explicar o que pretendes fazer para conter o caso "menino"?

- Pensei em oferecer-lhe esta geringonça, senhor...

- Oferecer-lhe?! Mas tu já viste se começamos a dar presentes, que não os regulamentados, ao menino? Tu já pensaste no que vai acontecer aos presépios? Tu tens noção do que poderia acontecer ao Natal!?

O Pai Natal estava em desespero e ainda ficou mais quando o Coelhinho na Páscoa pegou no telefone e disse:

- Deus? Temos aqui um probleminha com o teu filho... Sim, sim, com o Jesus. Não, o Lúcifer não fez nada desta vez, mas o teu santinho Nico ia-se metendo numa alhada...

 

O que será que Deus vai fazer? E o coelhinho? Será que o Pai Natal está em maus lençóis? Leiam tudo no blog da Just, amanhã, às 16h!

10
Dez18

Há dias assim

Fatia Mor

Há dias em que, por mais que eu deseje, zango-me. Um outro lado meu controla-me, além do imaginável. 

Nesses dias, não gosto de mim. Não gosto do que sou. Não gosto deste meu lado, indomável, instintivo, incapaz. Sinto-me incapaz de conjugar o verbo amor, nestes momentos, em que toda eu sou a sua inexpressão.

Nestes dias baixo os braços. Baixo a guarda. Perco-me na imensidão da frustração, da culpa e do desaire que é a maternidade em dia-não.

Toda eu sou gritos, ameaças e chantagens involuntárias, que sabemos bem não terem qualquer fundamento, o que por si só, as reveste da pior forma possível. É ser assim, só porque sim, quando sei, até para mim, que isso é um motivo de inqualificável estupidez.

Os filhos mostram-nos o melhor de nós. E nós, tantas vezes, mostramos-lhe o pior que temos dentro. As nossas inseguranças, a nossa iliteracia emocional, aprendida, sufocada com esta camada de gente adulta que trazemos. 

Hoje chego ao fim do dia com uma certeza apenas: por pior que estejamos, as crianças têm o condão de nos abraçar no meio do choro, mostrando-nos que a voz ou a mão que fere, é a mesma onde eles procuram consolo.

E, hoje, isso dói-me. 

Hoje apenas sobrevivi a esta coisa de ser mãe. Esperam-se dias melhores!

  

08
Dez18

Pai Natal e os Oito Pássaros (8/25)

Fatia Mor

Malta com demasiado tempo livre tem ideias brilhantes e motivados por esta onda natalícia os pássaros estão a criar (mais) uma história em conjunto. Assim, todos os dias, até dia 25, iremos publicar uma breve continuação da história iniciada pela Just_Smile, que será depois continuada pelo pássaro seguinte. Se quiserem conhecer as fatias anteriores, deste enorme bolo natalício, só têm mesmo que ver seguir estes links:

1ª Parte

2ª Parte

3ª Parte

4ª Parte

5ª Parte

6ª Parte

7ª parte

 

E agora, vamos lá! 

 

Idalete Natal olhou em pânico para o marido.

No topo da árvore, envolto em panos, com uma faca nos dentes e um ar chorão de quem está prestes a fazer um milagre que vai acabar mal, estava Ele. -

Outra vez o puto! - diz o Pai Natal entre dentes.

- Ei! Eu ouvi isso. Eu oiço tudo.

- Sai daí menino Jesus! - grita-lhe Idalete - Vou dizer à tua mãe o que tu andas a aprontar. Olha que ainda esta semana tomei chá com ela!

- Podes dizer o que quiseres - desafia-a o menino - mas este ano não vão ficar com os louros todos.

E nisto, para espanto de todos, menino Jesus lança-se do topo da árvore em direcção ao Pai Natal que, estarrecido, vê a sua vida passar num flash à sua frente...

 

Just, back to you!

05
Dez18

Este blog fez quatro anos!

Fatia Mor

Gostaria de me ter lembrado, no tempo certo, que este cantinho fez anos.

Este canto de pequenos desabafos, de pérolas, de amor incontestável pelas palavras, que eu alimento há quatro anos. Houve alturas em que me esforcei para, todos os dias, publicar alguma coisa. Depois, como todas as paixões, esmoreceu. 

Não acho que tenha perdido a vontade de escrever. Pelo contrário. Está mais viva que nunca. Aliás, desde que me habituei a deixar-me sonhar, sinto-me inspirada a continuar a fazê-lo em vários domínios da minha vida. Mas o tempo ocupa-se com as pesadas pedras da vida quotidiana e nem sempre sobra o devido tempo, a devida atenção e dedicação, para me colocar em palavras.

Hoje, olhei ao calendário e apercebi-me que algures em Novembro, passámos a marca dos quatro anos e enchi-me de orgulho. Nem todos chegam lá, certamente; há quem tenha anos disto, é certo, mas há que não transponha os 6 meses, um ano, por vezes, até menos... Por isso, estamos de parabéns. Eu e todos aqueles que perdem uns minutos do seu dia a ler as maluquices (e coisas sérias) que aqui passam.

Parabéns a todos nós.

03
Dez18

Volta verão, estás perdoado

Fatia Mor

Eu estou doente. 

Depois de acreditar no poder da auto-cura do corpo (se a minha mãe vê isto, mata-me) e não resultar, fui ao médico para sair de lá com uma infecção respiratória! Juro que antes não tinha nada. Foi ali mesmo no consultório que a coisa se deu. Tenho para mim que a enfiaram cá dentro com a máquina de raio-x.

Na sexta, pequena Fatia#2 queixa-se da barriga. Não preciso de explicar o que vem a seguir, certo? 

No sábado à noite já estão todos ranhosos, a tossir. Cada um ressona para seu lado, quando Fatia#3 acorda, cheio de tosse e com uma respiração que parecia um comboio do século XIX a carvão. Ou uma bomba de tirar água. Como preferirem. 

Sai o Fatiasman para o médico, já depois da meia-noite, para voltar com um miúdo recuperado, depois de cortisona e aerossóis. 

Quem se safa "maizómenos" é a Fatia#1 que, do alto dos seus seis anos e enorme experiência nestas viroses manhosas, mostra algum ranho mas vive bem com isso. Lava-se o nariz (bendito nose buddy... ainda não vos falei desse milagre????) e já está!

 

Só falta mesmo o Fatiasman... Põe-te na linha marido, o próximo és tu.

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).