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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

01
Mar18

As estações...

Fatia Mor

Observávamos o dia chuvoso. Falávamos da necessidade da chuva e de como passámos um inverno seco.

Falávamos, também, de que a primavera está próxima.

Naturalmente, falou-se de preferências.

 

Fatia#1: Mãe, a minha estação preferida é o verão! E a tua qual é?

FatiaMor: Acho que deve ser a primavera, filha, porque é mais amena. Não tão fria como o inverno, nem tão quente como o verão! - respondo-lhe eu.

Fatia#1: E tu, maninha? Qual é a tua estação preferida?

Fatia#2 com um ar descontraído responde:

A dos comboios!

 

Fatia#2 claramente a pensar fora da caixa desde 2014!

15
Fev18

Causas múltiplas suficientes

Fatia Mor

Por vezes, vejo perguntas retóricas por esta internet fora que me fazem sempre lembrar os estudos da atribuição causal.

Muito rapidamente, estamos constantemente à procura de causas para os efeitos que observamos. Kelley acreditava que nós recolhíamos informações de múltiplas observações que realizávamos ao longo do tempo, para avaliar a possibilidade de causa de um dado comportamento ser interno ou externo.

Para não vos chatear muito com pormenores teóricos, do modelo de covariação, Kelley considerava que quando tínhamos pouca informação para sustentarmos a nossa atribuição, íamos à procura das causas múltiplas necessárias ou das causas múltiplas suficientes.

As primeiras, serão as condições mínimas necessárias para a dada ocorrência de um efeito. A segunda, são do conjunto de causas possíveis, a suficiente para explicar a tal ocorrência.

E na verdade, esta última é uma boa navalha para julgar o mundo.

 

Ora vejamos:

Mas porque há tanto ódio nas redes sociais?

Resposta: Porque as pessoas são parvas.

Porque é que há guerras no mundo?

Resposta: Porque as pessoas são estúpidas.

Onde é que estão os homens que são para manter?

Resposta: Com as mulheres que são para manter.

 

Portanto, como podem ver, navalhas simples e acutilantes - causas suficientes - que ajudam a explicar os mais complexos fenómenos da vida humana de forma parcimoniosa (acabei de fazer o senhor Occam feliz!).

 

 

Nota de navegação ao leitor: isto é suposto ser um texto com humor. Acredito que há muito mais no mundo que explicações simples para a complexidade humana. Mesmo que, por vezes, apenas se possa explicar pela estupidez que a espécie dos homens ainda parece dotada!

 

11
Jan18

First world problems de uma mãe com 3 filhos

Fatia Mor

Por acaso, até tenho um texto todo catita guardado nos rascunhos de hoje. Mas é sério e aborrecido, portanto, deixei-me disso e venho dar-vos conta de um flagelo maior que a vida.

Preparem-se...

 

Então não é que os emojis discriminam, claramente, famílias numerosas?

 

Ora bem, se forem um casal heteroparetal ou homoparental, com um filho, uma filha, dois filhos, duas filhas, um filho e uma filha, tudo bem! Têm lá um bonequito que vos representa. Se forem pais solteiros, também, desde que não tenham mais do que dois filhos...

 

Agora, se forem, como eu, uma fatia com 3 filhos... Esquece lá! Tivesses tido cuidado com os métodos contraceptivos, que ninguém te manda fazer muitos filhos. 

 

São só três. Não estou a pedir para fazerem um boneco para o gungunhana, mas vá lá! Gostava tanto de me poder representar por meio de emoji...  Vá... problemas de primeiro mundo que hoje me assolam. As coisas sérias ficam para outro dia.

04
Jan18

Fatia#3

Fatia Mor

Há imenso tempo que não falamos do meu já-não-tão-pequeno-filho mais novo. 

O benjamim está crescido e está uma fofura deliciosa, tal como pode ser atestado por quem o conhece. 

Do alto dos seus 15 meses, já anda (ou melhor, percorre alguns percursos em formato bípede), palra imenso e faz algo delicioso: faz sons como se estivesse a contar, tal como as irmãs fazem. É uma delícia ouvi-lo "ãaaaa, dõoooo, teeeee, caaacuuuu", enquanto nos espeta o dedo na testa (bem, às tantas está é a imitar-me a mim, quando faço contagens perante o desprezo que as manas dão aos meus pedidos!).

Adora redecorar a sala - já me partiu a tampa de uma jarra. Adora arrumar as gavetas do quarto dele - tira a roupa toda, lavada e passada, e enfia-a dentro do cesto da roupa suja. Adora cozinhar - leva o dia a abrir as gavetas da cozinha e a mexer em colheres, nos panos de cozinha, nas bases de cortiça, nos esfregões novos, no azeite e no vinagre. Ah, e espalha sal no chão!

Uma maravilha. Digo-vos que se não for uma destas coisas -  cozinheiro, decorador, empresário do ramo do passa-a-ferro - tenho a certeza que será alpinista. 

É que ainda ontem, fui dar com ele, em cima da sanita (vá lá, estava com o tampo em baixo), a trepar para cima do autoclismo. Em dois segundos que virei as costas para ir atender a Fatia#2. 

Digam lá, se não tenho um Fatia#3 multifacetado?

 

#SomosTodosPaisÀBeiraDeUmAtaqueDeNervos

 

14
Dez17

Então Fatia, como é que vai esse Natal?

Fatia Mor

Obrigada por perguntarem.

Vai uma maravilha. 

Depois de, em anos transactos, as pequenas Fatias desfazerem a decoração da árvore de natal numa base diária; depois de partirem ou, se quisermos ver do prisma artístico, redesenharem - num pensamento out of the box - a forma das bolas da árvore de natal; depois de sorrateiramente comerem chocolates que lá estão pendurados e deixarem as pratas, num esforço em vão de ocultarem o crime; depois de isso tudo, tenho a dizer-vos que este natal está a ser uma desilusão.

Uma pessoinha aqui, na expectativa que Fatia#3 nos brindasse com mais umas peripécias loucas em torno do pinheirinho, de forma a alimentar a vertente humorístico-familiar deste blogue e nada! Nadinha de nada!

O puto olhou de soslaio para a árvore, encantou-se com as luzes a piscar e passou por ela como quem passa por uma parede branca. E olhem que essa, em dia de sol, encandeia. 

No outro dia, ainda o vi - com alguma esperança minha - a fazer balançar uma bola dos ramos inferiores. Rapidamente se fartou e foi embirrar com a mana do meio, só mesmo numa de a ver guinchar. Acho que ele tem mais gosto nisso do que em decorar a dita.

Pronto. É gajo. Deve ser disso. Não há cá bolas pelo chão, tiradas do sítio, guardadas no fim do mundo. O nosso pinus plastificado é-lhe totalmente indiferente. 

É uma afronta. Será que há algum sindicato onde eu me possa queixar?

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).