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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

19
Set16

17 de setembro

Fatia Mor

Foi o dia em que quiseste vir ao mundo, quase cinco semanas antes da data de termo.

Passa agora a ser o dia do teu aniversário, o dia em que a nossa família cresceu, em que as Fatias ganharam a maior prenda das suas vidas: um irmão!

Ainda há muito a crescer, agora cá fora, mas estamos cá para te amar pequeno Fatia#3.

 

20
Ago16

Babyshower

Fatia Mor

Hoje foi o dia do babyshower do Fatia#3!

Apesar de saber que ia acontecer, foi-me permitido não preparar nada e aguardar tudo em forma de surpresa.

E foi uma maravilha!! Umas horas em boa companhia, sem crianças à nossa volta, dedicada a assuntos mundanos e a esta terceira gravidez que está a passar quase sem registos, tal é a agitação diária na nossa vida!

 

Obrigada meninas... deram-me exactamente aquilo que eu precisava: um momento de sossego e muitas gargalhadas à mistura.

 

IMG_20160820_221029.jpg

(Bolo de fraldas)

18
Ago16

A vida tal como ela é

Fatia Mor

Vi ontem, no site Tá Bonito, que uma grávida tinha encenado uma sessão fotográfica com o marido para lhe contar - de forma extremamente original, diga-se de passagem - que iria ser pai.

 

Adoro estas ideias! Mas a verdade é que nunca consigo ter nenhuma original ou colocar alguma plagiada em acção.

A vida nem sempre assim o proporciona... A Maria das Palavras falava sobre isso no outro dia, sobre os planos que fazemos na vida e os planos que a vida faz para nós, vão lá ler!

E acho que a minha vida é desprovida de algum sentido de romantismo e antecipa sempre os planos que eu possa querer fazer, de várias maneiras: tornando-se inesperada; gorando-os à partida; criando diversões que nos fazem esquecer momentos importantes; entre muitas outras formas originais que a vida tem de interferir naquilo que lhe planeamos!

 

Comigo, nunca houve anúncios originais de gravidez. Ei! Nem de pedidos de casamento. Aliás, somos tão perdidos na vida, que nem uma data (além do casamento) temos para celebrar... Não sei bem qual foi o dia em que nos vimos pela primeira vez (apesar de saber a ocasião), nem quando começamos a namorar (aconteceu, apenas!)... Nem quando decidimos casar e até para isso houve várias datas possíveis, até a coisa estabilizar.

 

Dos nossos filhos, foi igual.

Da primeira gravidez (normalmente a planeada) tinham-nos dito que dificilmente iria engravidar sem ajuda. O problema? Quando deixei de tomar a pílula, a menstruação evaporou-se e com ela a ovulação... Ainda assim, o médico quis começar devagar e então deu-me apenas um medicamento para tomar, que precipitava o aparecimento do período. E deu-me um aviso... Se aos 35 dias de ciclo, a menstruação teimar em não chegar, despiste uma gravidez e volte a tomar. Faça isso 6 ciclos. E assim fizemos. Tomei o primeiro mês e 35 dias de depois, por descargo de consciência (e porque o médico assim me disse), fiz um teste de gravidez. Deixei-o em cima da bancada da casa de banho, comecei a despachar-me e quando olhei... Tinha dois traços vermelhos lá escarrapachados! 

A incredulidade não me deixou pensar na hipótese de o surpreender. Aquilo era tão surpreendente que o Fatiasmen recusou-se a acreditar de que o teste estaria bom e saiu para comprar outro... que logicamente era igualmente positivo.

 

Da segunda gravidez (normalmente desejada mas não planeada) falámos na possibilidade de ter outro filho. Ambos queríamos, mas depois a vida intrometeu-se. O meu sogro adoeceu gravemente e faleceu em menos de dois meses... Nunca mais pensamos no assunto, até que eu - que continuava com os meus ciclos meio loucos - me apercebi que talvez já se passassem muitos dias desde a última menstruação. Fiz um teste, por descargo de consciência mais uma vez, e... apareceram duas riscas! Mais uma vez, a incredulidade, a surpresa! Queríamos, faláramos nisso... Mas nem sabíamos muito bem de onde vinha! Não tive capacidade de guardar para mim tanta alegria no meio de tanta tristeza. Foi só dar um grito, muitos beijos e pronto, estava informado de que vinha a Fatia#2 a caminho...

 

Da terceira gravidez (normalmente completamente inesperada... mais ainda) estive adoentada. Depois a menstruação atrasou para máximos históricos. Recusei-me solenemente a acreditar que pudesse estar grávida. Não tinha havido falhas no nosso método, nada que fizesse supor uma gravidez... Mas o sexto sentido não engana e a preocupação de mais uma criança também não! Não fui capaz de esconder. Aliás, nem queria! A angústia contrastava com a alegria de outros momentos idênticos. A vida tinha feito planos de mais um bebé para nós e não estávamos minimamente preparados para isso! A medo, fizemos o teste. E esperamos pacientemente os dois... Pelos dois segundos que demorou a mostrar que estava, efectivamente, grávida. 

 

E foi assim... Momentos solenemente partilhados, sem romantismo, sem fotografias, sem lágrimas de felicidade ou loucura inspirada na nossa veia artística! Nada! Simplesmente olhares cúmplices. E muitos sentimentos misturados, difíceis de definir...

 

Acho que é isso a vida, tal como ela é! Sem ensaios, sem mistérios fotografados, sem histórias para contar... Mas somos felizes assim. E acho que uma fotografia jamais o resumirá!

 

08
Ago16

Desejos de gravidez

Fatia Mor

Não sou dada a desejos repentinos durante a noite. Não faço o meu marido levantar-se às 4 da matina para me fritar batatas ou para ir a um McDrive à meia-noite buscar-me um sundae de caramelo.

Nunca soube o que era a urgência de ter que comer umas laranjas ainda verdes, como a minha avó, quando passeava com o meu avô de carro. Reza a história que o pobre teve que saltar a vedação e apanhar-lhas para que matasse o desejo.

E tenho a sorte de não ter enjoado nada de especial - com a excepção de na gravidez da Fatia#1 o salmão não me passar na goela com facilidade. 

Mas confesso que tenho alguma pena! Acho que estes pequenos desejos (e enjoos repentinos e absurdos) criam histórias memoráveis que fazem parte do acervo da família, a ser contado em festas de Natal, por exemplo.

Nesta gravidez há algo que se poderia qualificar de desejo, ainda que não me faça levantar o rabo do sofá... Trincar gelo! Eu, que nunca gostei de ter pedras de gelo na boca, agora e sempre que posso, trinco as pedras de gelo até se desfazerem por completo.

Acho que o calor infernal que se faz sentir, também ajuda a esta vontade idiota... Mas ainda assim, será que isto é um desejo da gravidez?

 

E por aí, histórias que valham a pena contar?

 

03
Ago16

Umas dicas para sobreviver a esta coisa da maternidade

Fatia Mor

Uma voltinha no facebook e mais uma entrada sobre as 10 dicas para amamentar. Ou sobre a chucha. Ou sobre as frases que nunca devemos dizer a uma criança. Ou o que fazer quando temos filhos. 

Dou-me conta que, numa ânsia de pôr de parte as conversas (in)úteis dos familiares mais velhos e versados nesta coisa da maternidade/paternidade, os substituímos por todo um conjunto de informações profundamente inúteis a que damos profunda relevância por estarem online.

Como eu sei que as grávidas/mães são um bicho que sofre patologicamente de ansiedade, em parte porque a pressão social para sermos pais perfeitos está ao rubro, e na outra parte porque a cabeça de uma gestante/mãe é uma rave hormonal capaz de encostar a um canto qualquer festival de verão mais intenso, achei por bem deixar aqui umas dicas para sobreviver a esta coisa da maternidade. (E acho que também serve para os pais)

 

Dica #1 - Desenvolvam uma resposta na ponta da língua.

Não percam tempo com perguntas e respostas idiotas...

 

Vamos fazer aqui um pequeno roleplay...

Pessoa: Então como se vai chamar o/a bebé?

Grávida: Maribel Flumentínio de Sousa e Sá

Pessoa: Huuummm... Não gosto muito do nome Flumentínio.

Grávida: Azar.

 

Pronto, perceberam? Deixem de estar com agrados, subterfúgios. Ninguém tem que gostar do nome que vocês escolheram para o vosso filho, mesmo que esse nome faça com que seja gozado o resto da vida na escola. Vocês é que vão pagar pela terapia, portanto... Vocês é que sabem.

 

Dica#2 - Suplantem sempre as expectativas.

Mais um roleplay.

Pessoa: Que linda barriguinha! É o primeiro?

Grávida: Não, é o 7º e acho que não vamos ficar por aqui.

 

Dica#3 - Oiçam todas as teorias.

Pessoa: Com o meu João Miguel o que resultava era tomar banho de manhã. Se fosse à noite não dormia.

Mãe: Interessante.

Pessoa: Vais seguir o meu conselho?

Mãe: Não, mas achei os sapatos naquela montra bem interessantes. Já viste o preço?

 

Oiçam, mas não sigam. Cada criança é única e tenho a certeza que vão descobrir sozinhos o que funciona. E se tiverem que ouvir algumas, oiçam as da vossa mãe. Para o bem ou para o mal, foram elas que vos puseram onde estão hoje. Dependendo de como resultaram, podem copiá-las ou então fazer exactamente o inverso!

 

Dica#4 - Recebam as visitas em casa como se fossem família.

Aproveitem a visita deles para tomar banho, pedires-lhe para estenderem uma roupinha, tomarem conta dos miúdos enquanto vão ao supermercardo, ao cabeleireiro, ou simplesmente enfiem-se na casa-de-banho por 10 minutos. Se forem amigos à séria aguentam e voltam! 

 

Dica#5 - Não acreditem em tudo o que lêem na internet.

Há quem tenha filhos que dormem 12 horas de seguida desde o dia em que saíram da maternidade. E criaturas que começaram a comer de faca e garfo com um ano. Ou que largaram as fraldas aos 16 meses e até hoje são do mais asseado que há. Pois há. Mas normalmente esses pequenos génios nunca nos calham a nós.

E depois há as tabelas do que uma criança deve fazer em determinada idade. E algumas até são tão fixes, que explicitam concretamente o que a criança deve fazer para estar num nível avançado!!! E quem não quer um pequeno Einstein em casa? 

Nós! Nós não queremos. Ao que parece o Einstein era problemático na escola, chumbou a física (deve ser mito mas eu reproduzo) e no fim, só em adulto, é que a coisa resultou minimamente. 

Portanto, esqueçam lá que crianças com 18 meses já têm a dentição completa...

 

Dica#6 - Não se culpabilizem.

Se há coisa que a nossa sociedade está a fazer de forma perfeita é criar pais com complexo de culpa. Levantou a voz? Ai minha nossa senhora dos afónicos, que má mãe. Deu salsichas ao jantar? Ai minha santa Ágata Roqueta das Dietas, que a criança vai ser obesa. Não dás apenas alimentos biológicos? Não educas de acordo com a última tendência educativa do Professor Doutor Armenildo Formosinho? Oh minha grande besta, vai já ler os livros e recomendações todas... Mesmo que não façam sentido, não se adaptem ao vosso estilo de vida...

Nada de culpas, nada de medos. A verdade é que quem somos, irá ditar em grande medida os pais que nos vamos tornar. Não podemos achar que vamos mudar do dia para a noite, quando a criança nascer. As mudanças serão graduais, os ajustamentos também. Não se culpabilizem e sejam pacientes, convosco!

 

E só para ser do contra... Não vou dar 10 dicas mas apenas 6...

Querem mais!? Leiam o resto do blog que tenho a certeza que vão encontrar muita coisa de jeito! (ou não!!!)

 

 

 

 

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Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).