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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

14
Fev18

Diz que é dia de S. Valentim...

Fatia Mor

...e o que diz "amo-te" mais espectacularmente do que comprar uma máquina de loiça nova?

Nada! Não há mais nada porque, na verdade, não sobra dinheiro para mais nada!

 

E pronto, como uma despesa nunca vem só, este mês traz consigo um grande electrodoméstico. No ano passado foi a máquina da roupa, este ano a da loiça, cheira-me que nos próximos serão o frigorífico ou o congelador.

 

Apostas, vai?

13
Fev18

Olhem-me ali, no cantinho da MissUnicorn

Fatia Mor

A Miss Unicorn desafiou-me e eu aceitei.

Era uma vez... conta pequenos episódios da FatiaMor quando era pequenina.

Sim, porque eu já fui pequenina e, apesar de ajuizada, também tive os meus momentos de "glória"!

Curiosos?

Passem por lá!

 

Obrigada Miss Unicorn por me fazeres recordar um bocadinho destes tempos!

 

(para os mais distraídos, basta carregar aqui)

 

 

09
Fev18

Carnaval, a quanto obrigas!

Fatia Mor

Acho que não é segredo nenhum que eu não gosto do Carnaval.

Dispensando moralidades relacionadas com o aparecimento da data festiva, a minha aversão situa-se mais no campo das memórias de infância e do domínio do sentido de perda de identidade.

Comecemos pela última!

 

A ideia de me mascarar de algo que não sou, dando oportunidade de viver uma segunda existência mesmo que por breves instantes, não me atrai. Sou cá agarradinha aos meus predicados e custa-me abdicar deles. Não gosto de fantasias neste sentido. E se, ainda assim, possa achar alguma beleza num baile de máscaras veneziano, não me apanham a esconder a cara atrás de uma máscara.

 

Depois, há as memórias de infância. Recordo sempre o desfile de carnaval como sendo algo deprimente.

Em tempos que fatos de carnaval implicavam um investimento largamente superior e/ou alguém que se dedicasse a costurar o fato por completo, o desfile de carnaval era sempre algo que me deixava apreensiva. 

Primeiro, era o frio. Aquela sensação de ter que passar algum frio para envergar com orgulho a máscara, deixa-me um pouco infeliz. Depois era a máscara. Como eu adorava as damas antigas que se pavoneavam na escola, com a sua bolsinha em cetim pendurada no pulso e os sapatinhos de meio tacão que davam uma beleza singular ao balão do vestido. Era o cetim azul ou rosa, a renda branca, uma articulação ímpar no meio de todas as outras máscaras possíveis: bailarinas, bonecas de trapos, bruxas, índias e pouco mais!

Finalmente, eram os rapazes com os seus ovos, bombinhas de mau cheiro, bombinhas dos estalidos, balões de água. Onde quer que fôssemos, os percursos eram verdadeiros campos de guerra, em que o mais astuto e capaz de determinar caminhos alternativos pela cidade ganhava a possibilidade de chegar a casa enxuto e limpo!

 

Portanto, enquanto pude ignorar esta data, fi-lo com extrema alegria. 

E depois, chegam os filhos e começa tudo outra vez.

Em breve, falaremos das máscaras que vão andar lá por casa!

06
Fev18

Boa mãe, má mãe

Fatia Mor

Boa mãe. Má mãe.

Não consigo deixar de pensar nesses dois conceitos. 

Tenho dias em que tudo corre sobre rodas. Nesse dias, sinto-me a super mulher, capaz de enfrentar as maiores tempestades, penteada e de salto alto e sair delas melhor do que entrei!

Mas o reverso da medalha é destrutivo. Num momento, que pode ser de uma birra, uma desatenção a um pormenor qualquer, passo de bestial a besta! 

Sei que, provavelmente, este sentimento de diminuição de capacidade ocorre apenas na minha mente. Porém, não deixo de me sentir a pior das mães.

Por mais estranho que pareça, 5 anos (ou 6 se contarmos com o tempo de gravidez) e três filhos depois, continuo a sentir-me fortemente afectada por textos estereotipados sobre o que é ser mãe, de como devemos exercer a nossa parentalidade e de como os filhos dos outros são invariavelmente mais perfeitos que os nossos.

O que poderia ser uma grande vantagem em comparação com os tempos em que as crianças eram apenas consideradas adultos em miniatura, é também o ponto de toque que faz com que haja tanta atenção à maternidade nos dias de hoje, preenchendo-nos tanto de sentimentos de felicidade como de sentimentos de culpa.

A maternidade é um campo de críticas fáceis e disponíveis a todas as pessoas, desde aquelas que (ainda) não têm filhos até aos que sabem tudo porque já os tiveram.

O problema está no facto de a transferência deste conhecimento ser impossível de realizar, como se tratasse de uma transferência de dinheiro.

"Ah com os meus era assim..." e no seguimento disto podemos colocar todas as fórmulas maravilhosas que resultavam num dado tempo, numa dada dinâmica e com um conjunto específico de pessoas. Mas, eu não sou essa mãe, as coisas cá em casa são diferentes e os meus filhos, seguramente, não são os dela.

Portanto, a maternidade encerra não só as tais críticas, tão simples de formular disfarçadas de ajuda, como é um campo idiossincrático e como tal, incomparável e intransmissível.

Boa mãe, má mãe. O meu único quesito é se algum dia conseguirei deixar de me adjectivar. 

 

03
Fev18

Editar, editar, editar?!

Fatia Mor

O curso de fotografia prossegue a todo o gás. Depois dos módulos de iluminação de estúdio e de retrato, estamos agora no primeiro módulo de pós-produção fotográfica.

E o que é que isso significa? 

Basicamente, queimar pestanas em frente ao ecran, a passear pelo photoshop (PS), através de uma mesa digitalizadora - coisa que até então não fazia parte do meu conhecimento nem do meu léxico - a aprender sobre tudo e mais qualquer coisa que o PS faz!

Até agora, as principais aprendizagens que retiro disto são:

1. Somos completamente enganados pelas imagens que vemos por aí. 

Não sou naif, eu sabia que as fotografias eram editadas. Aliás, já vi imensos vídeos que mostram em processo acelerado, toda a pós-produção que é feita. Mas fica sempre aquela dúvida residual... Talvez seja só esta, talvez não seja assim tanto na maioria dos casos. Mas é absurdo a quantidade de coisas que se podem modificar... E ainda nem chegamos ao tipo de edição que se faz em fotografia de moda!

2. É preciso tanta ou mais sensibilidade na edição do que no disparo. 

Sinto que a cada disparo que faço, o meu olho vai-se treinando mais para conseguir a imagem mais próxima do que eu idealizo. Consigo perceber melhor a luz, a forma de a aproveitar, de a tornar mais favorável aos atributos do que estou a fotografar. Já sei do que gosto e do que não gosto, da melhor perspectiva, do melhor enquadramento para o resultado final que quero. Ainda erro muito, mas erro cada vez menos e acerto cada vez mais.

O problema passa quando pego na caneta, abro a foto no PS e começo a tentar melhorar o que já de si me deu tanto trabalho a conseguir. 

Duvido de cada passo. Ponho em causa cada acção. Onde escurecer, onde clarear, aumentar ou diminuir a exposição, mexer nas sombras, nas altas luzes, nas cores... Filtros, modos de mistura, um mundo enorme, só para dar mais brilho, sobressair o interesse, criar maior satisfação com o resultado final.

A sensibilidade para isso está mais emperrada que uma engrenagem ferrugenta, com areia lá pelo meio! 

Apesar disso, estou a adorar cada bocadinho queimado em frente ao computador, nesta conquista do mundo da edição fotográfica. 

Talvez para a próxima #foto'aventura já tenha alguma coisa minha para mostrar!

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).