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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

14
Fev18

Diz que é dia de S. Valentim...

Fatia Mor

...e o que diz "amo-te" mais espectacularmente do que comprar uma máquina de loiça nova?

Nada! Não há mais nada porque, na verdade, não sobra dinheiro para mais nada!

 

E pronto, como uma despesa nunca vem só, este mês traz consigo um grande electrodoméstico. No ano passado foi a máquina da roupa, este ano a da loiça, cheira-me que nos próximos serão o frigorífico ou o congelador.

 

Apostas, vai?

08
Fev18

Ter ou não ter um animal de estimação

Fatia Mor

Não há dia em que o assunto não venha à baila. Quer uma, quer outra, falam disso. Querem um animal de estimação.

A desculpa pode ser o amigo da escola que tem um cão, a vizinha que tem um gato, não-sei-quem que vai receber um peixinho. Ou um coelho. Ou até um porco vietnamita. Sei lá eu...

Lembro-me perfeitamente de fazer os mesmos pedidos lá em casa, quando tinha a idade delas. E ainda cheguei a ter um hamster, o Pom-pom, que foi a minha primeira grande desilusão com os animais.

Eu que esperava ter um fiel companheiro de brincadeiras, saiu-me um roedor maluco, noctívago, cujas dentadas me deixavam os dedos em ferida. 

Foi sol de pouca dura, apesar de tudo. O Pom-pom teve uma morte infame, por uma coisa qualquer, deixando-me entregue aos meus peluches e aos meus livros.

Certa vez, num acesso que nunca cheguei a compreender - porque sempre disse que não queria animais em casa - a minha avó resgatou um gato que tinha aparecido, aparentemente abandonado, no átrio do nosso prédio.

Fiquei delirante. Era meigo, ronronava, mostrava-se amigo do seu amigo. Mas... E há sempre um mas... Caçava-nos os dedos dos pés, debaixo dos cobertores, durante a noite. Não nos podíamos mexer, sem levarmos umas dentadas que tinham tanto de amorosas como de dolorosas. Azar dos azares, o gato não estava castrado e marcou o território pela casa toda, desde o primeiro dia. Não tardou que a caridade bichana da minha avó se extinguisse e, como já era velho, resolvemos entrega-lo a um gatil para que pudesse acabar os seus dias no conforto do contacto com outros gatos.

Vieram, então, dois pássaros. Dois canários. Recordo-me de se dizer que em tempos tivemos periquitos, mas a ser franca não me recordo. Os canários, um amarelo e outro de uma cor mais exótico, a atirar para o salmão, tinham o condão de cantarem lindamente. Mas o meu avô, com a ideia de que eles tinham frio durante a noite, arranjou-lhes umas caixinhas de esferovite para se abrigarem. Um deles, ao dar a volta ficou preso e acabou por morrer. Ao outro, confesso que já não sei o que aconteceu, mas quero acreditar que a tragédia foi shakespeariana e que pereceu de desgosto!

Desde então, desenvolvi uma bronquite asmática, que nunca mais me deixou chegar-me ao pé de gatos, sem espirrar bastante!

Bom, elas continuam a pedir-me um animal, mas com este percurso, até tenho receio de arranjar algum cá para casa. O mais certo é ser um peixe, daqueles bem comuns, só num aquário redondo.

Apesar de sentir bastante empatia pelo bicho, sinto que estou a fada-lo mortalmente, tendo em conta o rácio prévio que descrevi. 

E um peixe deve ser o animal de estimação com menor capacidade de interacção com crianças menores de 6 anos! 

Para já, continuamos sem mais inquilinos cá em casa... mas cheira-me que a pressão vai continuar e até aumentar. O Fatia#3, não tarda, começa a falar!

 

 

30
Jan18

Arrumações

Fatia Mor

Este blog anda meio parado. E a culpa é minha. 

Bom, claro que é minha porque sou eu que o alimento. Mas é minha no sentido de que não consigo trabalhar em sítios desarrumado (bem, quem olhe para a minha secretária, neste momento, talvez duvide do que estou a afirmar).

 

Sinto que tenho perdido um pouco o norte no que vou por aqui publicando. Se, por um lado, este esforço tem sido um reflexo do que é a minha vida, por outro, isto tem-se tornado numa amálgama de ideias que estão, simplesmente, desorganizadas.

 

O problema é que tempo para pensar numa estratégia para isto está em falta. Escasseia abundantemente, passo a ideia paradoxal! 

Obviamente, que estas hesitações me levam logo a perguntar se vale a pena continuar. Eu adoro escrever para mim, tem uma função de catarse, mas a realidade é que ultimamente as ideias surgem-me sempre quando estou em ambientes que não permitem deitar a mão à obra e, quando chega o tempo de por tudo aqui nesta página branca, a inspiração deu à sola e colocou-se a milhas.

E sinto, francamente, que esse problema tem sido demasiado recorrente nos últimos tempos e tema de conversa aqui mais do que eu gostaria.

 

Por isso, está na hora de pensar no destino deste blog. Preciso de arrumar a casa, que é como quem diz, de arrumar as ideias.

Sugestões, ideias, aceitam-se tudo, desde que grátis!

 

A sempre vossa,

FatiaMor

17
Jan18

Xô gripe!

Fatia Mor

Há uns bons anos que não tinha uma gripe.

Normalmente tenho sinusite, faringites, derivadas da minha rinite crónica. Mas gripe, assim à séria, não.

Pois, posso dizer-vos que este ano, foi o ano.

Foi o ano da dor de cabeça, da dores nas articulações, da febre, do ranho, da tosse, das tonturas, das náuseas, de tudo... De estar deitada, porque mal me conseguia levantar. De me sentir cansada por dar dois passos. De tratar sintomas, tomar mezinhas.

Uma maravilha!

 

E está a teimar em ir embora.

 

Creeeedoooo.

04
Jan18

Fatia#3

Fatia Mor

Há imenso tempo que não falamos do meu já-não-tão-pequeno-filho mais novo. 

O benjamim está crescido e está uma fofura deliciosa, tal como pode ser atestado por quem o conhece. 

Do alto dos seus 15 meses, já anda (ou melhor, percorre alguns percursos em formato bípede), palra imenso e faz algo delicioso: faz sons como se estivesse a contar, tal como as irmãs fazem. É uma delícia ouvi-lo "ãaaaa, dõoooo, teeeee, caaacuuuu", enquanto nos espeta o dedo na testa (bem, às tantas está é a imitar-me a mim, quando faço contagens perante o desprezo que as manas dão aos meus pedidos!).

Adora redecorar a sala - já me partiu a tampa de uma jarra. Adora arrumar as gavetas do quarto dele - tira a roupa toda, lavada e passada, e enfia-a dentro do cesto da roupa suja. Adora cozinhar - leva o dia a abrir as gavetas da cozinha e a mexer em colheres, nos panos de cozinha, nas bases de cortiça, nos esfregões novos, no azeite e no vinagre. Ah, e espalha sal no chão!

Uma maravilha. Digo-vos que se não for uma destas coisas -  cozinheiro, decorador, empresário do ramo do passa-a-ferro - tenho a certeza que será alpinista. 

É que ainda ontem, fui dar com ele, em cima da sanita (vá lá, estava com o tampo em baixo), a trepar para cima do autoclismo. Em dois segundos que virei as costas para ir atender a Fatia#2. 

Digam lá, se não tenho um Fatia#3 multifacetado?

 

#SomosTodosPaisÀBeiraDeUmAtaqueDeNervos

 

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).