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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

03
Dez18

Volta verão, estás perdoado

Fatia Mor

Eu estou doente. 

Depois de acreditar no poder da auto-cura do corpo (se a minha mãe vê isto, mata-me) e não resultar, fui ao médico para sair de lá com uma infecção respiratória! Juro que antes não tinha nada. Foi ali mesmo no consultório que a coisa se deu. Tenho para mim que a enfiaram cá dentro com a máquina de raio-x.

Na sexta, pequena Fatia#2 queixa-se da barriga. Não preciso de explicar o que vem a seguir, certo? 

No sábado à noite já estão todos ranhosos, a tossir. Cada um ressona para seu lado, quando Fatia#3 acorda, cheio de tosse e com uma respiração que parecia um comboio do século XIX a carvão. Ou uma bomba de tirar água. Como preferirem. 

Sai o Fatiasman para o médico, já depois da meia-noite, para voltar com um miúdo recuperado, depois de cortisona e aerossóis. 

Quem se safa "maizómenos" é a Fatia#1 que, do alto dos seus seis anos e enorme experiência nestas viroses manhosas, mostra algum ranho mas vive bem com isso. Lava-se o nariz (bendito nose buddy... ainda não vos falei desse milagre????) e já está!

 

Só falta mesmo o Fatiasman... Põe-te na linha marido, o próximo és tu.

16
Nov18

Quem é que pode meter uma cunha ao S. Pedro?

Fatia Mor

Amanhã tenho uma sessão agendada para a tarde. Ao ar livre. Sim, leram bem, ao ar livre. Portanto, à mercê da chuva e do vento que dizem que vem por aí.

Vejo as previsões do IPMA e apetece-me desistir. Depois vejo os mapas de previsão do Técnico e ao que parece a chuva só deverá chegar para o fim da tarde, início da noite, à zona onde vivo.

A metereologia é aquela ciência nada estável, já sabemos. Basta um dos elementos de previsão falhar e coisa passa ao lado, consideravelmente. Mas mesmo assim, se alguém puder ou conseguir, meta lá uma cunha ao S. Pedro para só mandar a chuva mais tarde... É que dava mesmo jeito!!!

 

Bom fim-de-semana a todos,

14
Fev18

Diz que é dia de S. Valentim...

Fatia Mor

...e o que diz "amo-te" mais espectacularmente do que comprar uma máquina de loiça nova?

Nada! Não há mais nada porque, na verdade, não sobra dinheiro para mais nada!

 

E pronto, como uma despesa nunca vem só, este mês traz consigo um grande electrodoméstico. No ano passado foi a máquina da roupa, este ano a da loiça, cheira-me que nos próximos serão o frigorífico ou o congelador.

 

Apostas, vai?

08
Fev18

Ter ou não ter um animal de estimação

Fatia Mor

Não há dia em que o assunto não venha à baila. Quer uma, quer outra, falam disso. Querem um animal de estimação.

A desculpa pode ser o amigo da escola que tem um cão, a vizinha que tem um gato, não-sei-quem que vai receber um peixinho. Ou um coelho. Ou até um porco vietnamita. Sei lá eu...

Lembro-me perfeitamente de fazer os mesmos pedidos lá em casa, quando tinha a idade delas. E ainda cheguei a ter um hamster, o Pom-pom, que foi a minha primeira grande desilusão com os animais.

Eu que esperava ter um fiel companheiro de brincadeiras, saiu-me um roedor maluco, noctívago, cujas dentadas me deixavam os dedos em ferida. 

Foi sol de pouca dura, apesar de tudo. O Pom-pom teve uma morte infame, por uma coisa qualquer, deixando-me entregue aos meus peluches e aos meus livros.

Certa vez, num acesso que nunca cheguei a compreender - porque sempre disse que não queria animais em casa - a minha avó resgatou um gato que tinha aparecido, aparentemente abandonado, no átrio do nosso prédio.

Fiquei delirante. Era meigo, ronronava, mostrava-se amigo do seu amigo. Mas... E há sempre um mas... Caçava-nos os dedos dos pés, debaixo dos cobertores, durante a noite. Não nos podíamos mexer, sem levarmos umas dentadas que tinham tanto de amorosas como de dolorosas. Azar dos azares, o gato não estava castrado e marcou o território pela casa toda, desde o primeiro dia. Não tardou que a caridade bichana da minha avó se extinguisse e, como já era velho, resolvemos entrega-lo a um gatil para que pudesse acabar os seus dias no conforto do contacto com outros gatos.

Vieram, então, dois pássaros. Dois canários. Recordo-me de se dizer que em tempos tivemos periquitos, mas a ser franca não me recordo. Os canários, um amarelo e outro de uma cor mais exótico, a atirar para o salmão, tinham o condão de cantarem lindamente. Mas o meu avô, com a ideia de que eles tinham frio durante a noite, arranjou-lhes umas caixinhas de esferovite para se abrigarem. Um deles, ao dar a volta ficou preso e acabou por morrer. Ao outro, confesso que já não sei o que aconteceu, mas quero acreditar que a tragédia foi shakespeariana e que pereceu de desgosto!

Desde então, desenvolvi uma bronquite asmática, que nunca mais me deixou chegar-me ao pé de gatos, sem espirrar bastante!

Bom, elas continuam a pedir-me um animal, mas com este percurso, até tenho receio de arranjar algum cá para casa. O mais certo é ser um peixe, daqueles bem comuns, só num aquário redondo.

Apesar de sentir bastante empatia pelo bicho, sinto que estou a fada-lo mortalmente, tendo em conta o rácio prévio que descrevi. 

E um peixe deve ser o animal de estimação com menor capacidade de interacção com crianças menores de 6 anos! 

Para já, continuamos sem mais inquilinos cá em casa... mas cheira-me que a pressão vai continuar e até aumentar. O Fatia#3, não tarda, começa a falar!

 

 

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