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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Dom | 12.01.20

Síndrome do impostor

Fatia Mor

Sento-me. Oiço-os falar. Aceno, ocasionalmente. Concordo. Discordo, em menor percentagem. Por onde olhe, vejo mentes que pensam, que orquestram, que fervilham, que produzem. Faço-me discreta e invisível, foco-me naquilo que é palpável, no meio de construções mentais incomensuráveis. Queria poder ser igual, entre iguais, mas não sou. 

É uma fraqueza minha, reconheço a cada dia que passa. E a infelicidade toma conta de mim e vai pintando de cinzento onde antes havia o verde da esperança, o branco da paz, o vermelho da paixão. Nada me apaixona, ali, para me fazer levantar da cama com vontade de conquistar o mundo. 

Esse está fechado. Tem barreiras e limites tão grandes, que mal consigo ver o sol. E sinto as sombras que caminham vagarosamente. São as silhuetas de quem poderia ter sido, de quem gostava de ser, da inveja que deixo que nasça em mim, mesmo que ceife com rapidez. São ervas daninhas. Campeiam.

Nesses dias, nessas horas, sinto-me uma impostora. Daria um trecho de um filme, em que sei que não mereço estar ali, mas sustento a farsa para não desiludir os que me cercam. Tento aguentar-me, mas sei que as forças me faltam para nadar. E nada do que faça é bem feito. Fico aquém do que sou e do que gostaria de ser. E sigo, sem forças, mas sigo sempre. 

 

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