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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Seg | 23.05.16

Porque a vida continua

Fatia Mor

É daqueles chavões que vomitamos cada vez que nos deparamos com os acontecimentos marcantes da vida. Não sei se queremos consolar a quem dizemos isso, mas talvez não seja a melhor forma de o fazer.

Ainda há pouco falava com uma pessoa que perdeu alguém significativo. A necessidade de estipular datas de entregas e outras coisas práticas do dia-a-dia imperou. Não pude deixar de pensar que era injusto que não houvesse mais flexibilidade para a situação e que realmente, por constrangimentos, sejamos obrigados a executar os prazos, mesmo que ligeiramente alargados, obrigando tudo a seguir o seu rumo.

A verdade é que a vida continua, mesmo.

Foi uma das aprendizagens com que me deparei nos grandes momentos da minha vida. Não preciso falar das perdas para falar dessa necessidade de paragem do tempo. 

Quando fui mãe pela primeira vez senti que precisava de uma paragem do tempo. Para apreciar o momento, para integrar a nova realidade, um ser humano que via, sentia verdadeiramente pela primeira vez e com o qual tinha que aprender a lidar. Mas a vida não se compadece e tudo é necessário continuar, incessantemente. A adaptação é feita em movimento. E quanto mais resistimos a essa realidade, mais nos sentimos dentro de um carrossel que roda sem nos permitir entrar ou sair do seu movimento perpétuo.

É, a vida continua sempre. E ainda bem que assim é. Se a suspendermos, como por vezes nos filmes, talvez não consigamos voltar a pô-la em andamento. Mas que às vezes apetecia que tal acontecesse... é inegável!

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