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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Ter | 17.03.20

Os primeiros dias

Fatia Mor

O tempo passa depressa, apesar de alguns momentos do dia serem penosos. As birras, de quem está confinado a quatro paredes, assumem proporções maiores. As noites têm sido mais agitadas, parece-me que resultado da ansiedade que contamina tudo e todos - crianças incluídas.

Ainda assim, sinto que tenho tempo para o que não tinha. Estar em casa é gerir um pequeno alojamento local: quartos, casas-de-banho e refeições. Só não tenho que aturar turistas alheados ao bom funcionamento da casa e, ao mesmo tempo, não escrevem no livro de reclamações se algo não estiver do seu agrado.

Eles estão manifestamente felizes. Os pais, sempre por perto. Os avós à distância de uma videochamada. Temos feito os trabalhos da escola, trabalhos manuais, cozinhado todos juntos. As refeições são feitas com calma, com mais do que é habitual. Não há uma escola à espera, não temos que ir a correr para o trabalho -  esse é ir da cozinha para a sala. 

Para já, tal como diz o texto que corre as redes sociais, este vírus, esta doença, criando o distanciamento social necessário, aproxima-nos do que é realmente importante.

Espero daqui a uns dias dizer a mesma coisa.

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