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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Qui | 09.11.17

Impressões da Suécia

Fatia Mor

Cá estamos. Frase portuguesa para expressar o sentimento de querermos quebrar o gelo em conversas incómodas e silenciadas pela falta de temas!

Mas cá estamos. Apesar da fobia, consegui enfiar-me dentro do avião e chegar a bom porto, sem me darem mil fanicos.

Passamos umas horas em Estocolmo mas bastou para termos a sensação de que haveria muito para ver. A cidade tem um brilho cinzento (mas nada que se compare à nossa Invicta) que é cativante. As pequenas ruas, no meio de prédios de "meia estatura" e de cores opacas, entre os amarelos e os vermelhos, dão-lhe um tom outonal. 

Em cada cantinho há pequenas lojas, com montras coloridas, pequenos cafés caríssimos, e muito passeio para calcorrear e nos deixarmos conduzir para ver de perto o que é Estocolmo.

Passámos junto aos passos do Palácio Real, vimos a guarda sueca, estivemos à porta do museu Nobel, mas o tempo era esparso para visitar tudo.

O nosso destino era mais para cima, para o centro da Suécia.

E aqui as diferenças para as cidades europeias, que têm todas uma vibe semelhante, terminam.

Ostersund (lê-se usterchund ou algo semelhante e impronunciável) parece uma zona mais rural, que se desenvolveu em torno de uma só atividade. Soubemos depois que era onde se encontravam os quartéis militares. A universidade, que é agora o foco central, foi construída no local onde estava o quartel. 

A sensação é que estamos enfiados dentro de um conto de Grimm. A floresta que conseguimos ver da janela, de árvores altas, apontadas para o céu - que se apresenta com pouca luminosidade e um tanto ou algo cinzento - remete para um imaginário que faz parte da minha infância.

A cidade, pequena, tem essencialmente 4 ou 5 ruas (atravessadas por várias prependiculares) e uma avenida principal. 

É um ponto de passagem para quem segue para a Noruega, por exemplo, mas não tem grande coisa para se fazer.

Está junto a um dos maiores lagos da Suécia e é, talvez, uma das maiores cidades antes das mais pequenas situadas a norte, cada vez mais especializadas no turismo para verem as auroras boreais (ainda não vi nenhuma).

Faz frio de rachar, chove com frequência e o sol põe-se antes das 4 da tarde. 

Já vimos nevar, já choveu, já fez sol e, com sorte, faz isso tudo num só dia! 

Quanto ao resto... É tudo caríssimo! Não se pode viver aqui com um ordenado português. 

E os suecos, perguntam vocês? 

Para a próxima, conto!

 

 

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