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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Ter | 25.10.16

Chove.

Fatia Mor

Chove.

A cadência das gotas da chuva nas janelas cá de casa ecoa pelo silêncio da noite. Movimento-me rapidamente por todas as divisões, para garantir que está tudo à distância de um braço.

Hoje só posso contar com os meus para amparar e consolar. 

Na verdade é como se tivesse apenas um. O esquerdo. Aquele com o qual me ajeito menos, cujos movimentos não são tão naturais. Enfraquecido pelo desuso, este braço esquerdo tem agora que trabalhar por dois. É que hoje faltas-me tu, meu braço direito. 

É contigo ao meu lado que consigo a diligência necessária, a paciência requerida, a alegria frenética que é precisa para todos eles. É contigo aqui deitado, mesmo a dormir, que me sinto acompanhada. 

Hoje não estás e até o barulho da chuva, que normalmente me embala, me incomoda. Não encontro o consolo no calor da cama. Não tenho a calma que me permite dormir tranquilamente pelas horas da noite.

Chove. Só queria ter-te aqui, para ouvir chover lá fora e sentir os teus braços entrelaçados em mim. 

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