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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Seg | 03.06.19

Chegaram os 37

Fatia Mor

Nunca pensei como seria ter 37 anos. Para quem vive na antecipação, diria que é um erro crasso nunca ter pensado nisso. Imaginei-me aos 18, aos 25, até me imaginei aos 30. Nunca aos 37. E sabem? Gosto do que estes 37 significam.

Entre os 20 e os 30 fiz imensas coisas: acabei um curso, meti-me numa pós-graduação, terminei-a, meti-me num doutoramento, e depois num mestrado (não perguntem!). Terminei-os. Perdi três dos meus avós, e um deles, uma das pessoas mais importantes na minha vida. Terminei um namoro de muitos anos e comecei o que espero que dure até ao fim da minha vida. Casei, engravidei e tive a primeira filha. Esses 10 anos foram mudanças atrás de mudanças. Uma canseira.

Dos 30 aos 37 tive mais dois filhos, comprei uma casa, (re)descobri a paixão pela fotografia e atirei-me de cabeça nessa aventura. Dormi poucas horas, aprendi que vivo sempre preocupada, sempre a correr. Aprendi que há coisas de valor inestimável. Perdi a minha última avó. Ganhei amigos novos. Perdi o rasto a amigos velhos. 

Aos 37 sou mais eu. Não que isso seja necessariamente bom. É apenas mais verdadeiro. E a verdade sempre é uma virtude, certo?

Neste ano que seguirá até somar "mais um", espero conseguir velejar esta loucura de vida num mar de incertezas. Espero conseguir mexer os pés e pôr-me a caminho dos meus sonhos. Vem aí mais um ano.

Que seja em grande e em bom!

Parabéns a mim, que ontem fiz 37 anos!

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