Ai maternidade... ai ai ai!
28/2021
Quando eu não era mãe, era a mãe perfeita. Lembro-me perfeitamente de pensar com os meus botões que não iria fazer "isto" ou "aquilo".
Sempre tive a noção de que não podia julgar as outras mães, mas aquela centelha de besta existe em mim também, e eu achava sempre que era falta de vontade ou empenho das outras.
Depois, fui mãe. Fui mãe e sabem o que vos digo? Nada é como pensávamos.
Os nossos filhos, que não são prolongamentos nossos, são iguais a nós. E sabem como é irritante ver-nos refletidos naqueles seres de palmo e meio, que fazem e dizem o que nós dizíamos e pensávamos? E pior... É que eu sou a minha mãe ou a minha avó. Tal e qual. E sou todas aquelas mães que via agirem de determinada maneira e que eu achava que nunca, mas nunca (imaginem-me a rolar os meus olhos) ia fazer igual.
Pois bem: os meus filhos veem mais televisão do que o que devem; comem mais chocolate do que eu gostaria; são insubordinados mais do que alguma vez pensei.
Olho para trás e tento pensar onde é que raio anda aquela mãe perfeita que eu trazia em mim. Onde é que ela se escondeu?
Não é por nada. Só quero mesmo dar-lhe um par de estalos e mandá-la olhar em frente, que faz melhor figura.
