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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Qua | 17.03.21

Ai maternidade... ai ai ai!

28/2021

Fatia Mor

Quando eu não era mãe, era a mãe perfeita. Lembro-me perfeitamente de pensar com os meus botões que não iria fazer "isto" ou "aquilo". 

Sempre tive a noção de que não podia julgar as outras mães, mas aquela centelha de besta existe em mim também, e eu achava sempre que era falta de vontade ou empenho das outras. 

Depois, fui mãe. Fui mãe e sabem o que vos digo? Nada é como pensávamos. 

Os nossos filhos, que não são prolongamentos nossos, são iguais a nós. E sabem como é irritante ver-nos refletidos naqueles seres de palmo e meio, que fazem e dizem o que nós dizíamos e pensávamos? E pior... É que eu sou a minha mãe ou a minha avó. Tal e qual. E sou todas aquelas mães que via agirem de determinada maneira e que eu achava que nunca, mas nunca (imaginem-me a rolar os meus olhos) ia fazer igual.

Pois bem: os meus filhos veem mais televisão do que o que devem; comem mais chocolate do que eu gostaria; são insubordinados mais do que alguma vez pensei. 

Olho para trás e tento pensar onde é que raio anda aquela mãe perfeita que eu trazia em mim. Onde é que ela se escondeu?  

Não é por nada. Só quero mesmo dar-lhe um par de estalos e mandá-la olhar em frente, que faz melhor figura.

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