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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Sex | 31.05.19

Retratografia #5: Vintage

Fatia Mor

Chegamos ao fim de maio!

Além de não saber como é que isso aconteceu, passou-se mais um mês de desafio de Retratografia.

Este dizia respeito ao vintage e confesso que me foi difícil conseguir encontrar um meio e forma de explorar este tema!

Mas lancei o repto pelo Serendipity Photography, arranjei a melhor modelo do mundo (obrigada!) e toca a tirar fotos. O look foi retro, o local abandonado e a edição tentou recriar - propositadamente de forma suave - os tons vintage.

Aqui fica a galeria!

Espero que gostem!

Mais malta do desafio:

Catarina Alves de Sousa  - Joan of july

Ana Garcês - Infinito mais um

Margarida Pestana - Margarida Pestana

Marta Moura - Fashionoir

Natália Rodrigues - escrever fotografar sonhar

Joana Sousa - jiji

Marisa Cavaleiro - Marisa's closet

mami - mami

Ter | 21.05.19

Mais um desfralde

Fatia Mor

Em breve, deixamos de ter bebés cá em casa. O fatia#3 está em desfralde. O calor está iminente, faz 3 anos em Setembro, já se expressa bem e percebe-nos melhor, sentimos que estava na altura deste empreendimento.

De todas as fases que eles atravessam, para mim, o desfralde é das que mais me complica o sistema. Dir-se-ia que à terceira já tenho isto dominado, mas a verdade é que não! Cada criança é um caso, e fazer generalizações e comparações complica o processo.

Ponderei, seriamente, deixar para mais tarde, depois do miúdo quase ter descompensado com a primeira tentativa. O stress não ajuda e estava na disposição de pensar no assunto nas férias "grandes". No entanto, dois dias depois a coisa parecia encaminhada e desde então tem sido sempre a subir.

Está tão empenhado em ir ao bacio fazer xixi, que agora, vejam lá, até quer sair da cama para ir tratar desses assuntos.

Escusado será dizer que rapidamente percebeu que tinha aqui um bom motivo para não se deitar cedo. 

Está um homem, é o que vos digo!

Seg | 20.05.19

Aaaaaallllwaaaayyyyssssss

Fatia Mor

Gosto de trabalhar a ouvir música; e se, normalmente, a escolha recai em ter a rádio ligada, por vezes opto por colocar uma playlist qualquer no youtube. Dado que tenho um pezinho no saudosismo no tempo em que me dava ao luxo de ouvir música por desporto, foge-me a mão para os anos 90. Permite-me ter momentos de Uau, há anos que não ouvia isto ou até reflectir quanto daquelas letras fizeram sentido naquele tempo e que agora não passam de vacuidades adolescentes.

Hoje, calhou-me na rifa Always, dos Bon Jovi. Faço já aqui um disclaimer: não era fã de Bon Jovi. Não me perguntem porquê, mas nunca me arrancou suspiros como faziam o Curt Kobain ou qualquer um dos Take That (perdoem-me o antagonismo, por favor). A bom rigor, nunca fui fã-à-séria, com excepção talvez dos No Doubt (que nunca vieram atuar a Portugal e que com algum rancor assisti à passagem pelo Herman Show Sic em 2000). Enfim. Retomando aos Bon Jovi... Dei por mim, a ver o vídeo que no fundo retrata uma relação disfuncional entre um rapaz e uma rapariga e um terceiro elemento. Diria que a actriz é bem conhecida hoje em dia, apesar de não saber precisar quem é. 

Neste momento de paragem cerebral, apercebo-me que a glória dos rapazes de cabelo comprido, cara lavada e desnudados no tronco, com calças de ganga é algo que já não se vê. Na altura, era o ex-libris e recordo com um sorriso nos lábios os inúmeros amigos que tive que tentaram, em vão, deixar crescer o cabelo para entrar nesta onda cool

Sei que possivelmente vão dizer que ainda há muitos espécimes desses. Sim, verdade, mas parece-me que estes eram mais naturais, mais despreocupados com o look. Effortless.  O próprio Bon Jovi com aquele ar de dei-aqui-umas-tesouradas-e-acordei-assim, que sabemos não ser verdade, mostrava um ar muito menos "arranjado" do que temos hoje em dia.

E pronto, agora que já expus este meu devaneio, deixo-vos o convite para ouvirem Always - típica melodia do quanto mais me desprezas, mais gosto de ti! E pronto, talvez isto me fizesse tooooodo o sentido nos anos 90!

 

Seg | 13.05.19

A sofismável juventude

Fatia Mor

Há anos que se fala que a media veicula uma ideia prototípica da mulher. Alguns acusam-na de não ser a mulher "real", por oposição a uma construção propositadamente perfeita, quase ao molde, do que poderíamos ser. Se é real ou não, não sei. A realidade é demasiado diversificada para ser padronizada, ainda que haja um relativo padrão de beleza vigente.

Mas, com a voz popular a exigir um conjunto diferenciado de modelos que nos sirvam de referência, estamos a esquecer-nos de uma exigência, cada vez mais premente nas figuras vinculativas da nossa sociedade.

Ser-se jovem está na ordem do dia. Os 50 são os novos 40; os 40, os novos 30; os 30 são os novos 20... E acho que só não nos estendemos mais na escala de analogias temporais porque ninguém quer voltar a ter 10 anos. 

Queremos e exigimos de todos um espírito jovem. E a condizer, um corpo jovem. E aqueles que ousam envelhecer, sem medo do que o avançar da idade possa trazer, são considerados desleixados. Até o cabelo branco tem que estar arranjado, tem que ser prata e nada de misturas. Se é para ser branco, pinte-se de branco e pronto. 

O segmento da saúde, da longevidade, traz consigo a premissa de que podemos ser jovens por muito tempo. Idades biológicas por oposição à idade cronológica; experiências por oposição à consolidação; a responsabilidade é relativizada; o impulso é considerado uma ousadia determinante ao sucesso pessoal, à realização pessoal. Misturamos tudo, num batido proteico, bebemos pela manhã e esperamos que a juventude nos acompanhe até ao túmulo.

Nada contra permanecermos jovens de espírito. Acreditarmos numa visão optimista face ao futuro. Esperar o melhor. Esquecer as crenças antigas e mantermo-nos nos novos ideais. Nas novas ideias. O inconformismo característico da juventude não é uma má característica. 

Mas deixem-nos ansiar pela paz e calmaria da experiência que nos permite distinguir, a léguas, as consequências dos riscos que nos predispomos a correr. Ninguém vai ser jovem para sempre. 

Parafraseando Queen:

Who wants to live forever anyway.

Seg | 06.05.19

Gosto de ti, toda!

Fatia Mor

Mãe, gosto muito de ti. Gosto de ti toda. Gosto da tua cor d'olhos, gosto do teu nariz, gosto do teu cabelo, gosto da tua pele... gosto das tuas borbulhas. E os teus dentes... Porque é que os teus dentes são amarelos?

by Fatia#2.

A sinceridade amorosa das crianças... mata-me!