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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Dom | 31.03.19

Retratografia #3: special effects

Fatia Mor

Apesar de um pequeno interregno na escrita, para reorganizar as ideias, não quero abandonar este desafio relativo aos retratos.

Fotografar é uma paixão, o retrato é um amor para a vida. 

Este mês, o desafio implicava efeitos especiais. Depois de muito pensar, optei por um que ainda pretendo aprender a dominar, já que me sinto uma iniciada neste campo. Trata-se da dupla exposição, feita directamente na câmara. 

Nem sempre é fácil apanhar-lhe o jeito, mas permite-nos criar efeitos próximos do mágico, do maravilhoso, do inexistente. Aproveitei-me das minhas bailarinas (ainda que só tenha seleccionado fotos de uma para expor aqui), de uma luz muito simples (um foco de leds) e programei a máquina para o efeito. Depois foi experimentar, experimentar, experimentar!

(deslizem para verem as duas imagens seleccionadas)

 

Mas, como não podia deixar de ser, efeitos especiais é estar ao mesmo tempo em vários sítios. E o meu filho (riqueza de sua mãe) emprestou-se a este trabalho que tem mais de pós-produção do que de mestria. 

Aqui fica mais um "efeito especial".

Retratografia_3.jpg

Sigam os restantes trabalhos nos blogs que aderiram a esta (especial) iniciativa.

Catarina Alves de Sousa  - Joan of july

Ana Garcês - Infinito mais um

Margarida Pestana - Margarida Pestana

Marta Moura - Fashionoir

Natália Rodrigues - escrever fotografar sonhar

Joana Sousa - jiji

Artur e Daniela - palavra padrao

Beatriz Nascimento - Vinte um

Marisa Cavaleiro - Marisa's closet

mami - mami

 

 

Qua | 06.03.19

Em obras

Fatia Mor

Adoro escrever. Gosto de ver as palavras a aparecer à dimensão que as formalizo na minha mente, em que faço transparecer o meu íntimo. Quando comecei este blog estava num momento de exaustão emocional, em parte pelo cansaço físico, e noutra dimensão, pelas alterações constantes à minha percepção de quem era e de quem sou. Entretanto, voaram alguns anos. Quatro para ser precisa. E muita coisa mudou. Os interesses mudaram, o tempo abandonou-me e até a capacidade para escrever tenha dado tréguas na minha fúria mental.

Hoje olho para este cantinho e não sei bem que futuro existe. Se no início era anónimo, agora só o é para os mais distraídos. Se inicialmente, quis proteger-me, agora deixo-me a descoberto por força das paixões que fui encontrando, nomeadamente na fotografia. Em nada isso alterou o que sou ou como me expresso, mas deixa-me mais desconfortável quando me criticam. Não acontece muito, mas há sempre quem não goste ou quem não seja hábil a disfarçar o seu enfado pela minha pessoa. Não podemos agradar a todos, mas já o disse aqui (mais do que uma vez), o meu maior defeito é querer reunir consensos. E esse é o primeiro passo para falhar a muitos níveis.

Acho chegou o momento de tomar decisões sobre as páginas deste blog. Não quero começar do zero. Nem quero pôr-lhe um ponto final, mas uma mudança impõe-se a bem do que ele representa para mim. 

Por isso, talvez esteja menos activa. Menos dedicada. Talvez o tenha deixado entregue ao deus-dará, como aquelas peças de roupa que não nos servem mas que insistimos em deixar penduradas num cabide, à espera que um dia tudo volte a ser como era, e elas voltem a servir. Há muito que me desfiz dessas roupas... talvez o mesmo princípio se deva aplicar aqui. Não sei, mas vamos para obras, ok?