Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

31
Jul18

6 anos

Fatia Mor

Há uma vida antes de ser mãe e depois de ser mãe.

Em verdade, a vida não se altera.

Não é mais difícil, os problemas não são mais problemáticos, não tem mais valências, nem tem mais valor.

 

 

Mas nós mudamos. 

 

O nascimento de um filho muda-nos avassaladoramente, quer queiramos, quer não. Podemos resistir à mudança, contrariá-la, mas havendo consciência do nascimento de um ser que é uma continuidade biológica nossa, há como que uma divisão do nosso ser.

Isso não faz de nós especiais. Pelo contrário. Faz de nós devedores à vida. 

A partir desse momento, todas as nossas acções serão escrutinadas, escrupulosamente, como um padrão a ser replicado, mostrando-nos (de amiúde, com desagrado) como somos incoerentes, inconsistentes, imperfeitos, inacabados.

A maternidade constitui-se de uma forma de nos aperfeiçoarmos num momento da nossa vida em que já achávamos que nos tínhamos conquistado internamente. Talvez faça de nós melhores pessoas, não sei. Só sei que fez de mim alguém mais consciente. 

 

Faz amanhã, seis anos que mudei.

 

Há seis que nasceu a minha primeira filha. Recordo com alguma nebulosidade o nascimento, toldada pelas drogas e pelas hormonas, mas tenho impresso em mim, nas fibras da alma, os primeiros momentos em que entramos em casa. 

A realidade tinha mudado. Tudo me parecia diferente, apesar de reconhecer cada parte daquelas paredes, daqueles móveis como sendo os mesmos que lá estavam, quando saíra para a maternidade uns dias antes. O sentimento de "fora de lugar", de desajuste era enorme! 

Foi um processo de ajuste, de nascimento para ela e para mim, de voltar a encontrar-me dentro de tudo o que estava a viver.

 

Há seis anos que celebro essa mudança ao mesmo tempo que celebro mais um aniversário. E têm sido uns 6 anos bem animados!

 

Amanhã estamos de parabéns e é dia de festa! 

 

Nota da autora: estará a fazer, por esta hora (15h30), 6 anos que dei entrada no hospital, em trabalho de parto. Lá para as duas da manhã, nasceu a Fatia#1.

 

Nota da autora sobre a nota da autora: sempre quis fazer uma nota da autora! 

 

 

 

 

 

25
Jul18

9 meses!

Fatia Mor

Está no fim. 

Passaram-se 9 meses.

Parece-me apropriado falar no nascimento de um sonho que se tornou realidade.

A minha foto'aventura, que tem andado um pouco abandonada por estes lados, está a termo. Dia 31 de Julho mostramos o resumo destes meses, numa apresentação pública dos nossos portefólios.

 

Há tanto a dizer sobre estes meses! 

 

Tive que sair da minha zona de conforto. A fotografia é uma arte, é subjectiva, implica criatividade, implica uma visão diferente sobre o mundo, sobre o comum, para o imortalizar. Estou a criar o hábito de olhar as coisas de todos os dias de um novo prisma. Procurar novas perspectivas sobre a visão comum. E isso tem-me feito um bem imenso. O mundo parece-me mais atractivo, renovado e interessante. 

 

Fez-me reorganizar o meu tempo. A dedicação às aulas, a necessidade de ter de executar os trabalhos, cumprir prazos, trabalhar contra o relógio, implicou que modificasse as minhas noites. Deixei um pouco a leitura de lado (apesar de continuar na iniciativa do livro secreto), as séries que tanto gosto de ver, e passei a ver vídeos de edição de fotografia (e a editar, simultaneamente), procurar fotografia de autor para fontes de inspiração, apreciar arte. 

 

Trouxe-me, novamente, a paixão por uma actividade. Por muito que goste da minha profissão e que reconheça que sou uma abençoada nesse campo, há muito que a burocracia, os pequenos atritos e as dificuldades inerentes a todas as profissões me têm desgastado a paixão. A fotografia reacendeu o gosto apaixonado por uma actividade e trouxe-me um balanço saudável, algo por que ansiar, mais metas por atingir, que dependem de mim e do meu empenho.

 

Permitiu-me conhecer quem trabalhe apenas em fotografia, quem viva e respire isto, que tenha uma visão concreta do negócio e que nos contagiou com o seu empenho e dedicação. Aprendemos e crescemos com aqueles que nos sustentaram neste percurso e que nos mostraram o que ainda temos que palmilhar!

 

Mas, essencialmente, trouxe-me um grupo de amigas. Aquelas 7 mulheres, com quem partilhei este curso, mostraram-me que em qualquer altura podemos fazer amigos nesta vida. Não podia ter pedido companhias melhores para este percurso. Únicas, irrepetíveis, imprescindíveis. Nada será como dantes. E talvez nada volte a ser como foi durante estes meses, mas não os trocava por nada! 

 

E pronto, está a chegar ao fim. Agora vou-me dedicar a editar as fotos que faltam... Não tarda, mostro-as por cá. 

20
Jul18

Dicionário de Fatiez

Fatia Mor

Fatia#2 é a nossa filha mais bebé. Não é a mais nova, mas é aquela que mais resiste a crescer, em alguns aspectos, nomeadamente no que toca a falar.

Diz tudo, a bem dizer, mas diz à sua maneira e, despistes feitos na Terapia da Fala, perfeitamente adaptada à sua idade.

Estas pequenas trocas de sílabas e sons têm-nos rendido algumas gargalhadas.

Talvez esta não seja uma entendível por toda a gente, mas aqueles que sabem o nosso sobrenome, certamente, irão perceber. Os outros, talvez cheguem lá...

 

FatiaMor: Fatia#2 sabes o teu nome completo?

Fatia#2: Hum hum! - acena que sim com a cabeça e anuncia...

 

Fatia#2 Maria Arroz Carne

 

Escusado será dizer-vos que não somos um prato completo, no que toca a nomes... Alguém se arrisca?

19
Jul18

Queridos homens, a Fatia fala-vos do coração...

Fatia Mor

Queridos homens, supremacia da criação,

Sei que foram bafejados por Deus que quis evitar mais gotas de xixi em torno das sanitas, fornecendo-vos uma pequena mangueira, multifunções, que pode, até, criar inveja nas mulheres. Quem me dera a mim, poder fazer xixi em pé, sem me sujar, na maior das comodidades!

Contudo, não posso deixar de empatizar com essa afecção aguda, do campo da amnésia, de que todos, invariavelmente, parecem sofrer. Uns sem comorbidade, outros claramente com concomitância de um ataque de pânico, vejo-vos agarrar, de mão cheia, na zona da virilha. 

Ora, só posso assumir que, por algum motivo, desconfiaram que essa maravilha divina vos foi retirada. Talvez, tenha caído por parte incerta e esse gesto é apenas a tentativa de acalmar um pensamento intrusivo de que a terão deixado algures sem se terem apercebido.

Caríssimos, salvo raríssimas excepções das quais não tenho conhecimento directo e que suponho terem uma origem incomum, os vossos pénis não caem! São uma estrutura bem conseguida e que está ligada ao vosso corpo por um conjunto intrincado de tecidos. Portanto, queridos amigos, nada temeis! Ele continua aí mesmo que esse pensamento intrusivo vos assalte quando estão no supermercado, a pôr gasolina ou outra coisa qualquer!

E não é só o agarrar... Refiro-me, também, a um movimento subtil, contudo evidente, de agitar as coisas aí em baixo. Há quem o faça como quem pesa uma fruta presa numa árvore, há quem jogue ao berlinde, há quem afaste as pernas e se agite como quem foi picado por formigas (será isso?). Seja lá qual for o ritual de eleição, deixem-me elucidar-vos: não cai. Está lá. Dá comichão? Está transpirado? Infelizmente, isso é mal de quem anda de calças. Sugestão, experimentem uma saia! Bem mais confortável, para quem tem coisas ao "penduro". 

Pág. 1/2

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre a FatiaMor

foto do autor

Fatias antigas

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).