Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Sex | 24.02.17

E lá foi ela..

Fatia Mor

... toda feliz, com a sua trança, o vestido azul e capa, com a tiara, o ceptro, e maquilhagem a condizer. 

A imaginação das crianças é tudo.

Para a minha filha, a maquilhagem também.

Assim que chegou à escola, a primeiríssima coisa que disse aos colegas foi:

 

Já alguém reparou na minha maquilhagem hoje?

 

Estou feita ao bife...

 

 

 

 

Qui | 23.02.17

Ai o Carnaval...

Fatia Mor

Nunca delirei com o Carnaval. Acho, até, que o termo certo é que nunca gostei. Mesmo quando tinha o desejo íntimo e nunca expresso (e como tal, nunca atendido) de ir vestida à Dama Antiga, o Carnaval nunca me falou à alma.

Não sei se para isso contribuía o frio que se fazia sentir sempre nesta altura do ano; o cheiro bafiento dos fatos que envergávamos; ou o sentimento deprimente de circular pelas ruas da cidade, cheios de comparsas que vinham atirar-nos bolinhas de papel, serpentinas e às vezes coisas menos boas, como ovos ou água com vinagre.

Portanto, para mim, aquela célebre frase de "é carnaval, ninguém leva a mal", nunca pegou. Eu levava a mal e não era pouco!

 

Mas, entretanto, temos filhos. 

 

Deixei-me contar-vos um segredo: sempre acalentei a esperança de que os meus filhos detestassem o carnaval (aliás, tudo o que envolva máscaras). Mas, infelizmente, naquele debate natureza vs. meio, parece que fiquei a perder. A Fatia#1 revela-se uma foliona e anda a falar deste acontecimento desde que o tema do Natal esmoreceu.

Para ajudar à festa, comprei-lhe o fato que ela tanto desejava (ao contrário de mim, não se coíbe de pedir). 

Escusado será dizer que, desde que o comprei, todos os dias há romaria ao armário para garantir que o ex-libris não fugiu para parte incerta, deixando-lhe o coração destroçado e, os planos de brilhar, pela rua da amargura.

Ontem, começou o disco riscado em acção... "Oh mãe, o desfile está quase. Eu quero ser maquilhada, e quero o cabelo assim, e quero o resto assado..." E cozido e frito, com direito a entrada, amuse-bouche, limpa-palatos e tudo e mais qualquer coisinha!

Assim, amanhã, têm aqui uma FatiaMor que vai ter que acordar antes da hora habitual para aprontar a donzela com todos os "éfes" e "érres" de quem se quer mascarar de forma adequada e ser a mais bela de todas...

 

E agora, deixo-vos a adivinha... Sabem do que se quer mascarar esta minha filha?! Uma pista: devem haver mil, pelo menos!

Qua | 22.02.17

Cobaias, precisam-se!

Fatia Mor

Posto desta forma, parece que estou à procura de pessoas para experiências malucas. Podia ser, mas não é o caso!

 

Como sabem (e se não sabiam, ficam a saber!), este é o ano em que decidi dar vida à minha paixão pela fotografia. Para tal, melhorei o meu equipamento, li muito, inscrevi-me em cursos e workshops de fotografia e pus-me a disparar para todo o lado.

Apesar de ter uma família numerosa e mui linda, que serve de base às minhas ideias fotográficas, a verdade é que me faz falta fotografar outras pessoas. 

A ligação que temos com os outros é diferente e preciso de encontrar a minha visão dentro do mundo da fotografia, até porque o que mais me apaixona é mesmo o retrato familiar, e gostava de marcar a diferença nesse campo!

Por isso já sabem, se quiserem ajudar esta pobre aspirante a fotógrafa e, quem sabe, ficar com umas fotografias diferentes, venham ter comigo.

Quem sabe, até podem fazer uma prenda diferente para o dia do Pai, que está já aí ao virar da esquina!

 

Vá cobaias mai'lindas do mundo, vinde a mim!!!!

Ter | 21.02.17

Obrigar a sair

Fatia Mor

Se me perguntassem a maior diferença que sinto na minha vida, desde que tive filhos, talvez me sentisse forçada a responder que é a vontade de sair de casa.

 

Ficar entre quatro paredes, em especial as nossas, é de um conforto atroz mas simultaneamente coloca-nos numa situação insular. Rapidamente, perdemos o hábito de conviver, de sair, de estar com outras pessoas (mesmo com os filhotes atrás), de maneira a podermos diversificar conversas, passar bons momentos e criar memórias únicas. 

 

Até para eles é essencial esses momentos, o estar em contacto com outras realidades, o romper das rotinas. 

 

Para nós é um teste à paciência e à resiliência, mas para eles é o momento ideal para verem os pais para lá da sua função de educadores... Acredito que só faz bem à estrutura familiar conseguirem ultrapassar as barreiras do conforto e irem procurar novas formas de ser e de estar, mesmo que seja apenas um jantar de amigos, uma ida ao cinema ou um passeio por um local desconhecido.

 

Por isso, é essencial obrigarmo-nos a sair. E quando conseguimos, é tão bom!

Quase que acredito que, um dia, vou voltar a ter a minha vida social de volta!

 

Ter | 14.02.17

Primeira desilusão amorosa

Fatia Mor

Ontem a Fatia#1 estava animadíssima porque hoje é dia de S. Valentim!

Chegou-me a casa a dizer que a professora tinha explicado que na idade dela não existiam namorados, mas sim amigos especiais. E, aparentemente, ela já tinha escolhido o seu amigo especial.

Tinham picotado corações que hoje iriam entregar aos respectivos amigos.

 

Ora bem, reza a história, já sabida por portas e travessas, que o amigo especial da Fatia#1 chegou à escola com duas cartas que tinham dois chupas-chupas em forma de coração, para entregar às suas valentinas.

O problema? É que a Fatia#1 não foi uma das eleitas daquele que é o seu amigo especial.

Parece que houve choro e desespero...

 

Por isso, já sabem, se hoje vos parecer que choveu um pouco mais que o habitual, ou que o céu está mais cinzento do que nos dias normais, ficam a saber que é pelo desgosto de amor de uma menina de 4 anos. 

 

 

Principalmente porque não teve direito ao chupa-chupa. 

Ter | 14.02.17

A fauna académica

Fatia Mor

Longe de querer insultar os alunos universitários, tenho que convir que não deixo de olhar para eles sempre com o mesmo ar de surpresa de quem encara, pela primeira vez, um animal exótico, mesmo ali coladinho a nós.

Apesar de já saber que é sempre assim, não deixo de ficar atónita com a capacidade de estas criaturas de parcos hábitos, serem capazes de honrar as estações todas do ano em menos de 30 minutos.

O tempo tem estado convidativo a mantas e agasalhos, e nos últimos dias então, parece que S. Pedro teve um furo num cano qualquer lá em cima e quem paga o pato somos nós.

Ora bem... Tão depressa vejo malta vestida até às orelhas, como quem vai para uma expedição nos confins do mundo, como a seguir entro numa sala de aula e há quem esteja apenas de t-shirt, asseverando aos 4 ventos que até está calor e o melhor era o ar condicionado estar ligado no frio.

Saio, e vejo quem circule de túnicas airosas, nova estação da Mango ou Zara, apenas com um casaquito de malha em cima do pelo, como também há quem circule de sapatilhas enxutas, ludibriando as gotas da chuva com assaz brilhantez.

Depois de ver estas cores exóticas, estas formas nunca antes vistas, duvido da minha visão. Pisco os olhos, esfrego-os até e sinto o nariz (gelado) para garantir que não estou a sonhar... 

É que há aqui qualquer coisa que não funciona. Só ainda não percebi se é o meu termostato, se é o deles!

 

Seg | 13.02.17

Mãe trabalhadora

Fatia Mor

E é assim, que passados 150 dias, retorno ao serviço. 

Escreve-vos hoje, uma mãe-trabalhadora, que agora divide o seu (pouco) tempo entre o trabalho e uma família numerosa. 

Hoje é o dia do reencontro e do reajuste.

Acho que ainda não tenho muito a dizer sem ser a sensação de que estou a apanhar um comboio em movimento, que não parou no apeadeiro para eu entrar.

 

Espero recuperar rapidamente e sentir que nunca saí daqui em menos nada!

Até já

Pág. 1/2