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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Qui | 29.12.16

De 2016 a 2017

Fatia Mor

Não acredito em resoluções de ano novo porque a experiência me tem mostrado que são apenas fontes de frustração.

A boa vontade enche os infernos e, ao longo dos anos, dei em demasia para esse peditório. 

Contudo, com o avançar dos anos, penso de forma constante como é essencial manter os sonhos em aberto. A verdade é que, quando somos jovens, raramente nos preocupamos com o tempo que ainda nos falta para fazer alguma coisa. Isso permite que adiemos sonhos, projectos e vontades de forma indeterminada. E, de repente, acordamos e passou uma década ou até mais.

Hoje dou mais valor à expressão que tantas vezes ouvia o meu avô proferir: "soubesse eu o que sei hoje e tivesse novamente 20 anos".

Bem, no meu caso, os 20 foram "apenas" há 15 anos e acho que ainda vou a tempo de recuperar algumas das ideias que sempre estiveram cá dentro, sem forma. 

Aproveitando a passagem do ano decidi que vou dar vida aos meus desejos. Não digo que os vá realizar no período em que a Terra leva a dar uma volta ao sol, mas ainda assim, considero que 2017 é um bom ano para os pôr em prática.

Então, aqui vai, partilhado convosco (e para que fique assente em algum lado) o meu desejo para 2017 (e seguintes):

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Conseguem adivinhar o que é?

 

 

Seg | 19.12.16

O saber do mundo

Fatia Mor

Vamos as duas no carro. A conversa flui naturalmente em torno daquilo que a vista abarca. A curiosidade de quem pouco entende do mundo nunca é entediante. "Porque temos cordas locais?" ou "Porque é que a lua já está no céu?". As perguntas sucedem-se e as respostas tentam sair sem parecerem muito disparatadas. 

Para nós, tudo à nossa volta é tão conhecido que já perdeu o interesse, já perdeu a graça. Não nos demoramos muito nos porquês da vida, da natureza... Mas ela vê tudo com olhos frescos. Olhos de quem vê para lá do óbvio, do "estar ali" e com mente acutilante. 

Nada como um filho para nos recordar que o mundo vai além do visível! Que tudo tem um príncipio. Que tudo tem um mecanismo, uma explicação, em tudo podemos ir um pouco mais longe e ver para além da aparência.

Desde que nasceram, que redescobri as fases da lua e sol, o caminho que a comida percorre, o porquê de termos ossos ou de que forma é que crescemos. O porquê de as cenouras serem laranjas. Ou da sopa ter legumes! 

Resta saber quando começam as perguntas difíceis!

 

Qui | 15.12.16

Aproxima-se o Natal...

Fatia Mor

Já comecei a escrever três vezes e, das três, apaguei o texto.

Há dias em que as palavras não fluem com a mesma ligeireza.

Não sei se é da época natalícia, em que as memórias dos tempos idos ficam mais vívidas, deixando-nos mais nostálgicos e saudosos daqueles que já não estão; ou do cansaço das noites mal dormidas em acumulado... Seja como for, coloco-me aqui, prestes a escrever e nada! Há tanto em mim que quero colocar cá fora, que entupo a torneira e fico sem saber como dizer tudo o que me vai na alma.

Outros dias virão em que porei tudo em ordem. Mas para já, fico-me por aqui...

 

Vem agora a época da família e talvez este cantinho ande um pouco mais abandonado. Não se preocupem, eu tento voltar cá nos próximos dias, mas com as compras, as crianças todas em casa (a mais velha entra de férias) e com tudo o que ainda é preciso fazer, talvez não sobre muito tempo.

 

Estou por aqui... mesmo que não me vejam!

Qua | 14.12.16

Aquece o coração

Fatia Mor

As relações entre irmãos são sempre recheadas de surpresas.

Nestas idades, então, resta-nos o consolo de saber que as desavenças duram, normalmente, um piscar de olhos. Por outro lado, a calmaria e a harmonia também têm prazo de validade, normalmente apertado.

Diria até, que a capacidade de as Fatias brincarem de forma harmoniosa é menos durável que maionese, esquecida em cima de um balcão em pleno mês de Julho - azeda depressa!

Ainda assim, há momentos em que vemos, de forma autêntica, os sentimentos que nutrem uma pela outra.

 

Ontem, ao chegar a casa, foi de enternecer o coração, ver a Fatia#2 a correr para a Fatia#1 quando esta chegou da escola. Atirou-se para os braços da irmã, num abraço demorado, e depois puxou-a para irem brincar.

 

Nestes momentos, as irritações, o cansaço das birras, dos comportamentos desafiantes, das regras que precisam de ser constantemente definidas, apagam-se! É neste momento em que percebemos que tudo o que fazemos - desde os sacrifícios às lutas constantes - valem tanto a pena!

 

Tenho duas Fatias que se adoram (e que adoram o mano também) e isso deixa-me de alma cheia!

Ter | 06.12.16

MacGyver

Fatia Mor

Houve um tempo em que em casa só havia uma televisão, em que canais eram só dois e que assistir à programação era uma actividade em família.

Para mim, o MacGyver está nesse tempo. Nas memórias de domingo à tarde (seria?), em que me sentava ao lado do meu avô no sofá e víamos, todos os que estivéssemos em casa, as aventuras daquele rapaz, um virtuoso na arte do desenrascanço.

Ainda hoje me recordo de alguns dos episódios mais marcantes. Até sou capaz de evocar as imagens iniciais, enquanto trauteio mentalmente a música.

Hoje estreia o novo MacGyver! E estou em pulgas para me desiludir.

Porque vai ser tudo diferente... vou poder mudar de canal e optar por mais de 100 canais diferentes.

Vou estar sozinha - espero eu que já tudo durma a essa hora - e mais importante ainda, o meu avô não vai estar aqui ao meu lado, a cruzar os braços para se deixar dormir (e eu a acordá-lo constantemente).

Nada vai ser igual. E sei que me vou desiludir. Mas ainda assim, quem sabe... 

Afinal, estamos a falar do MacGyver, certo?

 

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