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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Ter | 30.08.16

Semana #33

Fatia Mor

Querido diário,

 

Confesso que, por momentos, achei que não chegava aqui. 

Não gosto de te aborrecer com problemas de gravidez sem graça nenhuma. Para mim, há coisas que nem aos diários se confessam quanto mais às paredes!

Seja como for, cá estamos. Ainda com a mala por fazer (minha e do Fatia#3), com recomendações de repouso (quase) absoluto, com deslocações contadas entre a cama e o sofá. 

Com jeitinho, depois destes dramas todos, só nasce às 41 semanas... mas esperemos que nos entretantos, não me surpreenda com uma data de nascimento fora das tabelas da "normalidade".

 

Até para a semana (espero),

Fatia 

Ter | 23.08.16

Semana #32

Fatia Mor

Querido diário,

 

A percepção da gravidez assemelha-se (e muito) à meteorologia. Primeiro temos a temperatura e estado real do clima. Depois temos a sensação térmica e das condições meteorológicas.

Pois bem, façamos isto dentro desses parâmetros:

- Hoje estamos na trigésima segunda semana de gestação e dizem os entendidos que entramos no oitavo mês de gravidez.

MAS...

- Sinto que estou no vigésimo quinto mês de gestação e que estou grávida de, pelo menos, cinco bebés tal é fúria com que o Fatia#3 se mexe.

 

Como podem ver... é parecido. Dizem os meteorologistas que normalmente é o efeito combinado do vento e da humidade que fazem com que a temperatura pareça mais baixa do que realmente se apresenta...

Aqui só se forem gases... É! É bem capaz de ser isso... que faz com que me pareça que esta criança tem mais braços e pernas que uma centopeia e talvez mais força que um pugilista... com apetência pelos meus ossos da bacia, estômago e costelas!

 

O boletim volta para a semana...

 

Até para a semana,

Fatia

 

Sab | 20.08.16

Babyshower

Fatia Mor

Hoje foi o dia do babyshower do Fatia#3!

Apesar de saber que ia acontecer, foi-me permitido não preparar nada e aguardar tudo em forma de surpresa.

E foi uma maravilha!! Umas horas em boa companhia, sem crianças à nossa volta, dedicada a assuntos mundanos e a esta terceira gravidez que está a passar quase sem registos, tal é a agitação diária na nossa vida!

 

Obrigada meninas... deram-me exactamente aquilo que eu precisava: um momento de sossego e muitas gargalhadas à mistura.

 

IMG_20160820_221029.jpg

(Bolo de fraldas)

Qui | 18.08.16

A vida tal como ela é

Fatia Mor

Vi ontem, no site Tá Bonito, que uma grávida tinha encenado uma sessão fotográfica com o marido para lhe contar - de forma extremamente original, diga-se de passagem - que iria ser pai.

 

Adoro estas ideias! Mas a verdade é que nunca consigo ter nenhuma original ou colocar alguma plagiada em acção.

A vida nem sempre assim o proporciona... A Maria das Palavras falava sobre isso no outro dia, sobre os planos que fazemos na vida e os planos que a vida faz para nós, vão lá ler!

E acho que a minha vida é desprovida de algum sentido de romantismo e antecipa sempre os planos que eu possa querer fazer, de várias maneiras: tornando-se inesperada; gorando-os à partida; criando diversões que nos fazem esquecer momentos importantes; entre muitas outras formas originais que a vida tem de interferir naquilo que lhe planeamos!

 

Comigo, nunca houve anúncios originais de gravidez. Ei! Nem de pedidos de casamento. Aliás, somos tão perdidos na vida, que nem uma data (além do casamento) temos para celebrar... Não sei bem qual foi o dia em que nos vimos pela primeira vez (apesar de saber a ocasião), nem quando começamos a namorar (aconteceu, apenas!)... Nem quando decidimos casar e até para isso houve várias datas possíveis, até a coisa estabilizar.

 

Dos nossos filhos, foi igual.

Da primeira gravidez (normalmente a planeada) tinham-nos dito que dificilmente iria engravidar sem ajuda. O problema? Quando deixei de tomar a pílula, a menstruação evaporou-se e com ela a ovulação... Ainda assim, o médico quis começar devagar e então deu-me apenas um medicamento para tomar, que precipitava o aparecimento do período. E deu-me um aviso... Se aos 35 dias de ciclo, a menstruação teimar em não chegar, despiste uma gravidez e volte a tomar. Faça isso 6 ciclos. E assim fizemos. Tomei o primeiro mês e 35 dias de depois, por descargo de consciência (e porque o médico assim me disse), fiz um teste de gravidez. Deixei-o em cima da bancada da casa de banho, comecei a despachar-me e quando olhei... Tinha dois traços vermelhos lá escarrapachados! 

A incredulidade não me deixou pensar na hipótese de o surpreender. Aquilo era tão surpreendente que o Fatiasmen recusou-se a acreditar de que o teste estaria bom e saiu para comprar outro... que logicamente era igualmente positivo.

 

Da segunda gravidez (normalmente desejada mas não planeada) falámos na possibilidade de ter outro filho. Ambos queríamos, mas depois a vida intrometeu-se. O meu sogro adoeceu gravemente e faleceu em menos de dois meses... Nunca mais pensamos no assunto, até que eu - que continuava com os meus ciclos meio loucos - me apercebi que talvez já se passassem muitos dias desde a última menstruação. Fiz um teste, por descargo de consciência mais uma vez, e... apareceram duas riscas! Mais uma vez, a incredulidade, a surpresa! Queríamos, faláramos nisso... Mas nem sabíamos muito bem de onde vinha! Não tive capacidade de guardar para mim tanta alegria no meio de tanta tristeza. Foi só dar um grito, muitos beijos e pronto, estava informado de que vinha a Fatia#2 a caminho...

 

Da terceira gravidez (normalmente completamente inesperada... mais ainda) estive adoentada. Depois a menstruação atrasou para máximos históricos. Recusei-me solenemente a acreditar que pudesse estar grávida. Não tinha havido falhas no nosso método, nada que fizesse supor uma gravidez... Mas o sexto sentido não engana e a preocupação de mais uma criança também não! Não fui capaz de esconder. Aliás, nem queria! A angústia contrastava com a alegria de outros momentos idênticos. A vida tinha feito planos de mais um bebé para nós e não estávamos minimamente preparados para isso! A medo, fizemos o teste. E esperamos pacientemente os dois... Pelos dois segundos que demorou a mostrar que estava, efectivamente, grávida. 

 

E foi assim... Momentos solenemente partilhados, sem romantismo, sem fotografias, sem lágrimas de felicidade ou loucura inspirada na nossa veia artística! Nada! Simplesmente olhares cúmplices. E muitos sentimentos misturados, difíceis de definir...

 

Acho que é isso a vida, tal como ela é! Sem ensaios, sem mistérios fotografados, sem histórias para contar... Mas somos felizes assim. E acho que uma fotografia jamais o resumirá!

 

Ter | 16.08.16

Semana #31

Fatia Mor

Querido diário,

 

Hoje falo-te de tudo o que tenho saudades. 

Não é que a gravidez nos impeça de fazer a nossa vida, normalmente, mas impõe sempre algumas mudanças.

Com o avançar no tempo, ataca a nostalgia e a saudade do que fazemos sem barriga...

Aqui vai a minha wishlist para daqui a uns tempos:

1. Dormir de barriga para baixo 

2. Uma massagem às costas (de barriga para baixo)

3. Beber um bom vinho tinto

4. Comer um sushi em condições

5. Ir ao ginásio 

6. Ir à praia sem parecer uma baleia

7. Vestir as minhas skinny jeans

8. Usar uns saltos bem altos

9. Fazer uma noitada de copos e petiscos com amigos

 

Enfim... o normal!  Nem todos se vão realizar ao mesmo tempo, nem numa só ocasião... mas para já não custa sonhar, não é verdade?

 

Até para a semana,

Fatia

Seg | 15.08.16

Trovoadas de verão

Fatia Mor

Fazem-me sempre sentir nostálgica.

Por aqui caem relâmpagos e ouve-se trovões ao longe, sobre o mar.

Há uma sensação de humidade no ar, um vento fresco que contraria a ideia de que estamos ainda no pico do verão.

A chuva surpreende... senta-se o cheiro a terra molhada e relembra-se o outono longínquo.

Trovoadas de verão... têm um encanto especial.

 

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