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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Ter | 24.05.16

Semana #19

Fatia Mor

Querido diário,

 

Estamos praticamente a meio da viagem mas, para mim, mais parece que estou grávida há 4 anos! 

As dores de costas já teimam em aparecer e não é raro o dia em que, ao levantar-me, fico com a perna esquerda presa e pareço uma pata choca a tentar sair do ninho.

A barriga está na fase em que cresce de dia para dia e já toda as pessoas percebem que eu estou grávida, excepto nas filas de supermercado com prioridade, em que teimam em asseverar que estou apenas gorda. Ou que sou invisível. Parece ser um mal que acomete muitas grávidas, idosos e pessoas com deficiência nos dias de hoje, esse flagelo da invisibilidade. Felizmente os bebés até dois anos gritam consideravelmente alto para serem ignorados nas filas do supermercado ou nos serviços públicos. 

O Fatia#3 parece ser uma criança discreta. Uma vez por outra lá se faz sentir nos seus movimentos, mas continua a dormir mais do que a estar acordado. Tenho a certeza que se está a guardar para quando tiver pouco espaço para se mover em modo frenético, normalmente é sempre assim!

 

Até para a semana.

 

 

Seg | 23.05.16

Porque a vida continua

Fatia Mor

É daqueles chavões que vomitamos cada vez que nos deparamos com os acontecimentos marcantes da vida. Não sei se queremos consolar a quem dizemos isso, mas talvez não seja a melhor forma de o fazer.

Ainda há pouco falava com uma pessoa que perdeu alguém significativo. A necessidade de estipular datas de entregas e outras coisas práticas do dia-a-dia imperou. Não pude deixar de pensar que era injusto que não houvesse mais flexibilidade para a situação e que realmente, por constrangimentos, sejamos obrigados a executar os prazos, mesmo que ligeiramente alargados, obrigando tudo a seguir o seu rumo.

A verdade é que a vida continua, mesmo.

Foi uma das aprendizagens com que me deparei nos grandes momentos da minha vida. Não preciso falar das perdas para falar dessa necessidade de paragem do tempo. 

Quando fui mãe pela primeira vez senti que precisava de uma paragem do tempo. Para apreciar o momento, para integrar a nova realidade, um ser humano que via, sentia verdadeiramente pela primeira vez e com o qual tinha que aprender a lidar. Mas a vida não se compadece e tudo é necessário continuar, incessantemente. A adaptação é feita em movimento. E quanto mais resistimos a essa realidade, mais nos sentimos dentro de um carrossel que roda sem nos permitir entrar ou sair do seu movimento perpétuo.

É, a vida continua sempre. E ainda bem que assim é. Se a suspendermos, como por vezes nos filmes, talvez não consigamos voltar a pô-la em andamento. Mas que às vezes apetecia que tal acontecesse... é inegável!

Seg | 23.05.16

Ser mãe é...

Fatia Mor

...querer sair de casa antes que todos acordem e não conseguir.

Hoje, dia em que tinha avaliações práticas a partir das 8h30, tentei sair de casa antes das miúdas acordarem. Assim que pus o pé no corredor e as tábuas do soalho rangeram levemente, duas avestruzes ensonadas deram logo sinal de si.

Será que os filhos vêm com um detector de movimento parental incorporado? É que se não vêm, parece!!

 

 

 

Sex | 20.05.16

Siga a sua encomenda

Fatia Mor

Os CTT oferecem um serviço de siga a sua encomenda. Se tivermos na nossa posse o código de registo da encomenda, basta-nos chegar ao site dos correios e ver por onde a mesma.

Isto seria muito bonito se funcionasse. Bom, não vou ser assim tão acintosa. Vou crer que é uma embirração pessoal dos CTT com a minha pessoa. O meu problema é que sempre que encomendo qualquer coisa, recebendo o código da encomenda, vou sempre tentando ver onde a mesma paira, sem qualquer sucesso.

Não é uma, nem duas, nem três vezes. É sempre. E não estou a ser estilística e a hiperbolizar. A verdade é que se a memória não me falha - e diria que não, em face da estranheza que me causaria - a informação que tenho sempre que pesquiso por alguma encomenda minha é que não há informação sobre o objeto visado. 

Espero, francamente, que esta embirração seja só comigo. Até porque outras empresas de transporte de mercadorias habituaram-me mal. Nessas consigo sempre ver onde andam os bens que me pertencem...

 

(ah, e este post claramente não foi escrito em parceria com os CTT)

 

 

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