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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Sab | 03.10.15

Lógicas matinais

Fatia Mor

Fatia#1: Oh mãe, as pessoas não são para comer. Só se come a comida.

FatiaMor e Fatiasmen: Pois não filha, só se come a comida. - respondemos, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

 

Quando somos pais ganhamos uma tolerância especial a temas destes...

Sex | 02.10.15

Fatia#1 e a Escola

Fatia Mor

A Fatia#1 não teve a vida tão facilitada como a Fatia#2. Com o fim da licença de maternidade, com 5 meses, foi entregue ao cuidado de uma creche. Teve que ser. A vida não se compadecia de outro tratamento e como tantas outras crianças, enfileirou um sala com mais 7 bebés, todos de idades semelhantes.

Eu desejava ardentemente que nesse espaço cuidassem dela como eu fazia em casa. Que lhe dessem colo, amor, carinho, atenção. Que a deixassem expressar-se, que a fizessem crescer, que a alimentassem de tudo o que um bebé precisa. 

Quando as semanas da adaptação passaram e o comportamento de choro e birra permaneceram, o meu coração começou a ficar ansioso. Todos os funcionários me asseguravam que ela havia ficado bem durante o dia. Mas mãe é bicho estranho! A angústia que ela sentia, transmitia-se. A certa altura já não sei quem ansiava quem. 

Mas as férias chegaram e com elas a garantia de que aquele bebé que eu entregava todos os dias em choro, haveria de aceitar melhor aquele colo provisório em Setembro, quando retornasse.

 

Foi pior. Não sei quantificar. Mas a consciência de que estava num local que não era a sua casa aumentava de dia para dia. Eu não tinha como provar nada, mas sabia que aquela ansiedade não era normal.

Nem a apatia ao fim do dia. Nem o não querer socializar com elementos menos familiares. Nem o medo dos barulhos fortes. Nem o medo do chuveiro, da água a cair. A minha bebé estava marcada para sempre e eu não fui capaz da proteger.

 

Um dia, depois de longas lágrimas derramadas, por ambas, e por me sentir a mãe mais impotente à face da terra, decidi que ia mudá-la.

Nesse mesmo dia liguei para várias creches, fiz várias visitas e decidi-me por outra. Ficou três dias em casa comigo e começou na nova creche. 

Em três semanas a mudança era assustadora. Ela já não ficava em desespero. Havia o choro e a manha matinal, mas encontrava uma criança feliz e reticente em vir embora, quando a ia buscar. Notava-se à vontade com os adultos. Passou a aceitar todas as pessoas com quem nos relacionávamos. O desenvolvimento psicomotor foi avassalador. Em três semanas a minha bebé tinha voltado para mim.

 

Nunca saberei o que aconteceu. Nem se alguma coisa, de facto, se passou naquele primeiro espaço. Ainda hoje me custa pensar que possa ter existido algum trauma e que a "escola" venha sempre a ser um bicho papão. 

 

Agora que está na pré, sei que está feliz. Quando chegamos a casa conta-me, com entusiasmo e alegria, todas as actividades do dia. Mas cada vez que me diz "mamã eu não quero ir à escola", a sombra daqueles meses em que contra a sua vontade e contra a minha intuição a deixei naquela creche, enchem-me de dor o coração e pesam-me na consciência.

 

Uma lição valiosa tirei disto tudo: temos que ouvir sempre a nossa intuição. 

Qui | 01.10.15

Não sei se já repararam...

Fatia Mor

... mas apesar do meu mau feitio hoje estar assanhado, aqui a Fatia já tem uma página no conhecido "livro das caras".

 

Não se iludam que não é por causa disso que vou virar uma blogger de sucesso. Não estou interessada em ficar rica... Isso é um trabalho dos diabos. Mas pronto, fica a informação que eu me vendi àquela coisa dos likes e ponho lá coisas... bom... quem põe são as galinhas... mas lá vou postando qualquer coisa... se bem que não é muito... bem... olhem, passem por lá que aquilo já tem uns dias!

 

 

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