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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Seg | 07.09.15

Coisas da publicidade

Fatia Mor

Sim, antes que comecem as críticas, as minhas filhas vêm televisão. Mesmo que não lhe liguem nenhuma, o canal panda canta as suas músicas para todos e nós até gostamos.


Continuemos...

 

Estamos as três a ver televisão, para ouvir a música do boa noite... Todas as macaquices possíveis e imaginárias. E o que é que desperta a loucura na Fatia#2 com direito a palmas e gritos? 

 

A publicidade do MacDonalds.

 

De facto, estes gajos, sabem o que fazem!

Sab | 05.09.15

Desafio: L de Livros

Fatia Mor

Ora, ora! Faz tempo que não há desafios por este cantinho à beira mar plantado!

Pois bem, a nossa querida Mula deixou-me este desafio dos livros.

 

 Estou a ler... Um casamento de sonho, de Domingos Amaral. Foi emprestado por me ter queixado que nunca tinha lido nada do autor e até que estou a gostar. Uma prosa fácil de seguir, uma visão multifacetada por vários intervenientes que vão mostrando que a realidade é mais do que a mera soma das partes.

 

O meu livro favorito quando era pequena: Tenho vários. Mas aquele que terá marcado a viragem e que li quando tinha uns 7 ou 8 anos terá sido, Mulherzinhas, Louisa May Alcott. Mas devorava livros... Portanto este é apenas um...

 

Estou ansiosa por ler... A rapariga no comboio. Tanto se tem falado neste livro que estou muito curiosa... Mas tenho vários em lista de espera! Vai ter que aguardar pela sua vez!

 

Um livro que mudou a minha vida... Os filhos da droga, uma narrativa impressionante de Christiane F., que mudou a visão que tinha sobre o mundo. 

 

O meu livro favorito para dar como presente... Qualquer um! Qualquer livro é bom para oferecer, desde que seja dado com amor e reflexão! Mas arriscaria a dizer o Diário das minhas putas tristes, de um dos meus autores favoritos, Gabriel Garcia Marquez. 

 

O que está na minha mesa... Blink, do Malcolm Gladwell. E mais uns tantos que se começo a escrever, nunca mais acaba. 

 

Organizo a minha estante de acordo com... O tamanho dos livros. Normalmente estão em escadinha.

 

A minha livraria preferida... O Alfarrabista Simões, em Faro. Lamentavelmente, vai deixar de existir.

 

Um livro do qual nunca me vou separar... Vários. Mas tenho uma ligação afectiva com os livros da Marion Zimmer Bradley, em especial as Brumas de Avalon.

 

Se pudesses entrar num livro, que livro escolherias? Serias a personagem principal? Há um livro onde gostaria de entrar para experimentar as sensações olfactivas como o personagem... O Perfume, do Patrick Suskind. Não me identifico minimamente com os instintos da personagem, mas a forma como todas as sensações são descritas deixaram-me sempre apaixonada por aquelas narrativas. 

Gosto de ler como personagem externa e acho que nunca pensei em nenhuma que quisesse ocupar o lugar.

 

E pronto. Cabe-me nomear pessoal para isto, mas deixo ao critério de cada um responder se entender! 

 

Sex | 04.09.15

O olho da tempestade

Fatia Mor

Há uma região no centro de um ciclone em que o céu é limpo e o clima ameno. Nas laterais encontra-se o pior e a mais severa expressão climatérica, mas nesse centro conseguimos vislumbrar o céu tal como é. No seu tranquilizante azul. 

Hoje ao almoço, partilhado num momento raro com o Fatiasmén, falávamos das idades. Aparentemente circula pela internet os erros que os trintões cometem. 

Assumidamente nos trintas, ambos, começamos a reflectir sobre a dinâmica da vida.

O tempo foge-nos como areia entre os dedos. Não podemos aligeirar a pressão, que ele parece escoar-se ainda mais depressa. 

Para mim, cada dia tem efectivamente mais importância. Ou pelo menos sou mais consciente e compreendo melhor o filme "clube dos poetas mortos", que enquanto jovem sempre me impressionou sem efectivamente me fazer sentido às fibras da alma.

A vida é um ciclone. Quando começamos os ventos são fortes e impelem-nos a crescer. A adolescência, em maior ou menor grau, traz tempestades de chuva, vento e granizo. Aprendemos o valor dos amigos, do amor, da família. Os vintes é a independência que tem que ser gerida, constituir família, os amigos noutra dimensão que ou se tornam confidentes (e amigos para a vida) ou se tornam amantes. 

Chegados aos trintas somos suficientemente novos para estarmos em boa condição física, em princípio os filhos já estão gerados e a crescer mas sem darem ainda reais preocupações (com condignas excepções como é óbvio), os pais são jovens ou pelo menos a sua condição física ainda não está a deteriorar-se (deixando-nos vislumbrar a infalibilidade do ciclo da vida). As finanças estarão mais estáveis ou menos condoídas, e a disponibilidade para tudo o resto ainda existe, fruto de uma alegria intrínseca que resta dos tempos passados.

Estamos no olho da tempestade. Onde ainda tudo é evidentemente calmo, o céu é azul, a relva ainda é verde. 

A madureza ainda não nos atingiu. Os ventos e chuvas da adolescências dos filhos ainda não nos encheram o céu de nuvens escuras, a preocupação da independência dos filhos não nos alagou de dúvidas nem a velhice dos pais nos encheu de granizo as mais belas memórias.

É o olho da tempestade. 

Há que aproveitar a calmaria... Carpe Diem.

Qua | 02.09.15

Às vezes...

Fatia Mor

... parece que tenho uma mini-adulta em casa!

 

Fatia#1 [a falar aos gritos da banheira]: Oh mãe, traz-me lá a minha popota para eu brincar.

FatiaMor: Onde está? - digo eu que andava com a Fatia#2 ao colo.

Fatia#1: No cesto dos brinquedos. Onde é que havia de estar...

FatiaMor: Ok. Já encontrei.

Fatia#1: Obrigada mamã fofinha!

 

E pronto, é isto. Mini-pessoa em acção. 

Ter | 01.09.15

Adrenalina parental

Fatia Mor

Bumgee jumping?

Comer fugu?

Ir a uma festa branca vestido com roupa rosa choque e verde alface?

Fazer uma aula de zumba?

Não sei qual o vosso conceito de emoção e adrenalina. Mas desde que fui mãe deparei-me com uma série de experiências capazes de pôr o mais controlado coração a bater de forma descompassada. 

Ser mãe de duas criaturas, com idades inferiores a 3 anos, permite-me no dia-a-dia experimentar a sensação de pânico de saltar de um avião juntamente com os suores frios de quem se aproxima de um penhasco e olha lá para baixo.

Ora vejamos, então, as atividades diárias que encostam o MacGyver a um canto e põe-me em modo de alerta, qual bambi na floresta:

1) Ir à casa de banho, por dois segundos, e deixá-las às duas sozinhas na sala. Ao voltar encontrar a mais nova debaixo do sofá e a mais velha a fazer um muro à volta dela com as almofadas.

2) Ir trocar a fralda à mais pequena e deixar a mais velha com um conjunto de pincéis e alguma tinta. E nos segundos que são necessários para trocar a fralda, vê-la passar pintada de verde, azul e rosa dos pés à cabeça... literalmente. 

3) Ir tomar banho e deixá-las às duas em divisões separadas. Sair do banho e dar com as duas dentro da cama de grades.

4) Ir à cozinha beber água e ouvir um silêncio repentino. Voltar ao sítio onde estávamos e dar com a mais velha em cima da cama, a trepar pelos móveis do quarto para chegar aos livros que estão na última prateleira.

5) Deixar a mais velha na casa de banho a fazer o número 2 (cocó para quem não sabe o que é). E quando damos por ela, está nua, a correr em direção à sala e com o rabinho por limpar.

6) Dar uma bolacha à mais velha. E num momento de distração estar enfiá-la pela goela abaixo da irmã (que convenientemente ainda não podia comê-las).

 

Desde que fui mãe sinto que vivo no limite, no fio da navalha, que tudo é a loucura... a loucura de ter duas filhas com dois anos de diferença. 

 

#SomosTodosPaisÀBeiraDeUmAtaqueDeNervos

Ter | 01.09.15

Setembro

Fatia Mor

Não sei se há algum provérbio para Setembro. Eventualmente haverá, a paciência para o procurar é que não me assiste neste momento.

Setembro sempre teve um sabor agridoce para mim. Por um lado significava que o martírio das férias com o pai estavam terminadas. Durante vários anos e em especial nos últimos em que fui passar o Agosto para Bracara Augusta, o tempo parecia que se arrastava como se tivesse algum trejeito de malvadez em fazer-se andar por ali, ora demorando mais num segundo, ora atrasando um minuto à sua cadência. Por outro lado, Setembro significava o regresso às aulas, o reencontro com os colegas, com os professores. Mas especialmente Setembro significava a entrada do Outono. 

Não sei se é de mim, mas sempre gostei do Outono. Daqueles dias mais pequenos mais ainda quentes que deixam antecipar a necessidade de uma manta na cama, um chá quente à noite ou o assador das castanhas à porta. Se era o significado de mais um ano escolar e eu sempre gostei da escola, de aprender, de crescer. Seja como for, Setembro é sempre um misto de emoções. O abandonar da loucura do Verão para abraçar o recato destes dias mais bucólicos e saudosos. 

Agora, depois de adulta, o Setembro é o regresso ao trabalho. A profissão dita que o período de férias seja o mesmo que o escolar. E não me importo que assim seja. Apenas se junta mais um misto emocional ao mix já existente.

 

Seja lá como for... Bem-vindo Setembro.

 

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