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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Dom | 30.08.15

Governo sombra

Fatia Mor

A ver o Governo Sombra...

 

Mas lindo, lindo, é o público.

Reuniram nesta edição um encontro dos Bigodes de Portugal. Ou da tasca do Passa e Fica. Ou ainda uma convenção de cantores pimba reformados.

 

Seja como for, conseguem conferir mais piada ao programa que o conjunto de humoristas-pseudo-comentadores que estão lá a bater-bola!

 

A notar:

- bigodes farfalhudos, cinzentos e mal aparados com restos da sopa que lhes deram antes do programa

- correntes de ouro e prata, com crucifixos enormes

- um jovem, com um bigode em promessa, de camisola de alças de uma equipa de basquetebol

- um senhor que boceja cada vez que é filmado (é azar, só pode)

- outro que cospe para o lenço

- um agarrado à carteira com ar de esta-não-ma-levam

 

Não há uma só mulher no público. Longe e saudosos vão os tempos da D. Joana que ia estas coisas todas.

 

Bom fim-de-semana.

Qua | 26.08.15

Estão a ver aquele momento...

Fatia Mor

... em que pegamos na nossa filha ao colo, ao tirá-la da cadeira onde acabamos de lhe dar o jantar, e sentimos algo quente a escorrer-nos pelo braço... E começamos a recear o pior... E o pior acontece?

 

Pois... foi um desses momentos.

 

 

E hai-de quem me venha com o "ai-e-tal-o-cócó-dos-bebés-é-sagrado"... É porque nunca passou por isto!

 

Fatia#2 no seu melhor!

Ter | 25.08.15

A ardilosa

Fatia Mor

Fatia#1 vem, lampeira, na minha direção vinda da cozinha onde estava com o pai:

F#1: Mamã, quero uma bolacha de "genibre" [gengibre] das tuas...

FM: Huuummm... Cheiras-me a gengibre Fatia#1!! Já comeste alguma?

F#1: Nãaaaaoooo mamã! - com um ar muito encenado.

FM: Tens a certeza? - pergunto eu, já a rir-me.

F#1: Sim mamã!

FM: Então vai lá pedir ao pai uma bolacha de genibre.

 

Sai disparada, numa inegável semelhança ao Calvin (Calvin and Hobbes) e oiço o Fatiasmén, na cozinha dizer: 

- Mas já comeste duas!

 

F#1: Oh mãe o pai não dá...

FM: Queres mudar a tua versão da história? Quantas comeste?

F#1: [a rir-se] Duas, mamã!

 

Ardilosa a gaiata! 

 

Sab | 22.08.15

De volta

Fatia Mor

As férias em família já terminaram e estamos de volta à rotina de férias em casa. Ok... talvez não tenha feito muito sentido! Perdoem-me o entorpecimento mental...

 

Mas a minha Fatia#1 também está na mesma!

 

"Oh mãe, isto és tu num vestido de nuvem"... (ao ver uma fotografia em casa da avó Fatias)

 

Quase... quase lá!

 

Pois, estamos de volta!

Dom | 16.08.15

Pérolas de férias

Fatia Mor

Estamos de vacaciones...

Mas não é por isso que não há pérolas.

 

Fatia#1 em tempos dizia que o computador era o contador. Muito insistimos, para lhe ensinar que se dizia comPUtador e não contador.

Aprendeu.

Agora, em casa da avó fatiasmen, o contador da água houve-se claramente no nosso quarto.

Fatia#1: O que é isto mamã?

FatiaMor: É o contador da água filha.

Fatia#1: Não mamã... está mal. É o comPUtador!!

 

Só podia, né???

Sex | 14.08.15

Manual de sobrevivência às férias com crianças

Fatia Mor

Estar de férias com crianças não é um luxo.

Talvez, em tempos idos (e vindouros), férias sejam sinónimo de relaxamento, de chinelo no pé e de sair de casa em cinco minutos para ir beber uma cerveja, acto que acaba às 6 das manhã, a entrar em casa, depois de uma noitada "daquelas"!

Estar de férias com crianças é, na melhor das hipóteses, a antítese da descrição acima. Eventualmente, alguns "abençoados" poderão ter serão até altas horas da madrugada, mas regra geral o motivo de tal empreitada nunca é tão feliz como no caso anterior.

A meu ver, férias com estes pequenos e adoráveis seres, que se transformam em diabretes se não lhes damos de comer a horas certas, se não temos actividades pensadas e se tentamos sair de casa, simplesmente, é comparável aos desafios de sobrevivência do Bear, no canal Discovery (passo a publicidade, que cá no canto não há disso).

 

Então, pareceu-me lógico, que deveria realizar um apanhado de todas as estratégias que desenvolvi ao longo destes três anos de farta experiência:

 

1. Vinho tinto. Tenha uma garrafeira bem apetrechada. Para mim, tudo vai melhor com vinho tinto. Podia dizer-vos que interessa a casta, o período de envelhecimento, e até o ano... Mas não, um bom copo de vinho e todas as tropelias das crianças parecem adquirir outra alegria.

2. Produtos de limpeza. Muitos. Variados. E tira-nódoas, dos potentes, também. O mais certo é que existam nódoas de toda a espécie e feitio em todos os tecidos da vossa casa. Como tal, é necessário forma de os limpar.

3. Ver a série Scandal. Ou outra que ensine a retirar nódoas difíceis dos tecidos e outros materiais. É importante estarmos informados sobre as melhores técnicas de remoção de coisas indesejáveis do chão, do sofá ou dos vidros, por exemplo. 

4. Distúrbio obsessivo-compulsivo. Desenvolver, sem falta, um distúrbio que nos faça andar sempre a escolher, seriar, arrumar, mudar de lugar, etc. Vai ser extremamente útil para conseguirmos manter alguma ordem no caos que se vai instalar, diariamente... minto... horariamente na sala, na cozinha, na casa de banho e até, como dizia uma das leitoras do nosso blog, na gaveta da roupa interior.

5. Escondermo-nos na casa de banho. Esta habilidade só ao alcance dos grandes Houdinis - de desaparecer momentaneamente para dois segundos de sossego - é indispensável para quando estivermos pelos cabelos com os gritos, o choro e o "não empurres/puxes/tapes/magoes a tua irmã/irmão". 

6. Técnicas de movimentação "ninja style". Quando conseguimos que estejam a brincar em harmonia, ou melhor ainda, quando conseguimos que caiam redondos na cama sem qualquer barulho, devemos entrar em modo ninja e andar pela casa em bicos dos pés, seleccionando as tábuas do soalho que não rangem, mantendo as portas na posição em que não chiam e evitando desesperadamente que alguma alminha se lembre de tocar à porta para vender mais um qualquer serviço de televisão/internet/telefone que já temos!

7. Mais vinho. Quando nos sentirmos a fraquejar, devemos recordar-nos que a garrafa de vinho permanece aberta e alguém tem que o beber antes que azede. É que vinagre de vinho tinto não é a melhor coisa do mundo para se beber.

8. Ignorar. A técnica de conseguir olhar sem ver, reservada apenas às mentes zen dos monges budistas, deve aqui entrar em acção, especialmente quando a dócil criaturinha tenta de toda e qualquer forma chamar a atenção, que possa resultar num grito ou, para os mais atrevidos, numa sacudidela de pó.

9. Dançar ou Cantar. Aproveitar os momentos em que a petizada vê o Panda e os Caricas, ou a Xana Toc Toc, ou o Pintainho Amarelinho, ou a Galinha Pintadinha, ou outra qualquer colectânea de música infantil e cantar/dançar como se não houvesse amanhã. (NOTA: aplicar a técnica número 8 se existirem queixas, derivadas da performance).

Finalmente...

10. Aproveitar. Aproveitar porque esta infância dura pouco e podemos sempre fazer as maiores loucuras com eles outra vez. Seja pintar com os dedos, as mãos e os dedos dos pés. Atirar bolas para um cesto de roupa vazio. Fazer cócegas até dar um ataque de soluços a qualquer uma das partes. Fazer tendas, grutas e garagens para o KikoNico. 

 

Boas férias a todos... 

 

Qui | 13.08.15

Toda a verdade sobre homens e mulheres

Fatia Mor

Ultimamente sinto-me um autêntico programa de televisão. 

Antes de partir para este assunto que me interessa particularmente, não quero deixar de fazer referência ao texto que o motivou. Anda por aí um lobo, bem simpático por sinal, que tem jeito para umas ideias diferentes ou iguais, acho que depende da perspectiva. Rio-me e agrado-me com algumas entradas daquele simpático blog, outras insurjo-me contra as ideias veiculadas por este quadrúpede de pelo farto que pelos vistos anda num cais.

 

Podeis ler mais aqui.

 

Ora, o nosso lobo afirma que se os homens fossem como as mulheres,

Já não existíamos, é a mais pura das verdades e o mundo já teria implodido. Quer se queira quer não, são os homens que fazem a diferença, que servem de válvula de escape e alegram este mundo.

Sou forçada a concordar. 

Homens de todo o mundo, eu acho que vocês fazem a diferença. Especialmente se eu tiver que matar uma barata ou desapertar uma tampa que tenha passado da rosca. Há coisas que eu acho que pertencem apenas aos homens e a capacidade de diminuir o papel da mulher é um deles. Bom, verdade seja dita, nós por vezes contribuimos activamente para isso... Mas não se deixem enganar... A nossa Gaffe falava disso brilhantemente num dos seus elucidativos posts sobre o machismo. Há todo um élan nessa forma única de lidar com os homens a que podemos chamar de machismo.

Seja como for, em virtude de todo o resto do texto, sou forçada a discordar com a ideia inicial.

Na verdade, quem faz a diferença, quem serve de escape a alegra este mundo são as mulheres. Dizer que as mulheres demoram muito a despachar-se é um cliché desnecessário, já que os homens parecem hipnotizados pela beleza aparente do espécimen que trata de evidenciar-se das demais por meios desses atributos. Se gostam do resultado, penso que deverão também gostar do processo. 

E se o texto defende a naturalidade como meio de evitar atrasos para o encontro, pelo contrário já não gosta de se deparar com o aspecto medonho (ou será natural??) com que algumas mulheres acordam. Penso eu que estaria na altura de os ditos senhores se colocarem em causa, porque uma dama só acorda nesses preparos quando a noite anterior se revelou um pesadelo. E normalmente a companhia tem impacto nesse desempenho fatídico.

O nosso lobo fala ainda da guerra fria. Lamento, meu caro lobo, mas a mulher mune-se de armas mais discretas e faz-se valer de um fogo preciso, sem deixar rasto nem marcas desnecessárias. Só a fanfarronice do homem consegue criar o estardalhaço necessário, a que tudo tenha origem na cerveja ou nela culmine. Se rodar a baiana e descer do chinelo, então permita-me a desclassificação do espécimen a outra coisa que não seja mulher... talvez homem? Porque não há coisa mais deselegante que dois galantes a perderem as estribeiras em hasta pública, em frente às senhoras, que divertidas e assustadas vêem a disputa em torno do seu bom nome, ou das suas mães e em alguns casos, até à 7ª geração da família e parentela alargada.

 

 

Alerta: Perigo elevado de ironia...

 

 

 

 

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