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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Qui | 30.07.15

Deve ser do verão...

Fatia Mor

Ando sem paciência de emitir palavras pelas pontas dos dedos.

 

Apetecia-me era estar numa esplanada, ao sol, com amigos. Sim, porque hoje é o dia da amizade e eu havia de dizer alguma coisa sobre isso.

 

Tenho saudades dos tempos despreocupados, em que existiam 3 meses de férias grandes e neste momento estaríamos a jogar às cartas, a mandar piadas e a rir num local à beira mar plantado.

 

Outros tempos.

 

Aos meus amigos, os de agora, os de sempre, os do passado, aos que foram importantes e até mais do que isso, um abraço... por tudo!

Dom | 26.07.15

Clubismo

Fatia Mor

Toda a gente tem defeitos. Um deles tem a ver com o clube de futebol. Normalmente somos sempre do clube errado.

Cá em casa ninguém liga muito a esta coisa do esférico, mas inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo a conversa sobre o clube de futebol a que as fatias vão aderir surge em hasta pública.

O meu coração é azul e branco, o do pai é verdinho. E depois há o avô fatias, que é todo vermelhinho. O avô fatias é a predileção da fatia#1. Não há nada que o avô faça que não seja perfeito.

Hoje, em conversa com amigos lá apareceu a questão. 

- Fatiazinha#1 qual é o teu clube? Da mãe, do pai, ou do avô?

Resposta sem medo de ser deserdada:

- Do avô.

 

Estou tramada que já se fala em cachecóis e qualquer dia em cartão de sócio.

 

Vamos pôr a esperança na Fatia#2, que esta já está perdida. Mas cheira-me que o avô as vai comprar com ovos Kinder...

Sex | 24.07.15

Quando sabemos que não podemos fugir da educação que tivemos

Fatia Mor

Estou sentada no bistrô, perto do meu local de trabalho à espera para almoçar. Como estou sozinha, estou focada no que vejo à minha volta. Através do vidro, antevejo uma menina a comer o seu almoço e penso cá para os meus botões que se algum dia, uma das minhas filhas comer daquela forma, terei falhado redondamente o processo de transmissão dos conceitos de saber-estar que me foram passados familiarmente. Perdoem-me pelo abuso, pela falta de sensibilidade, mas não suporto ver uma mulher a comer de braços abertos, colados à mesa, sem quase mexer os talheres, sem usar um guardanapo para limpar a boca antes de beber, sem respirar ou mastigar entre garfadas. Sem esquecer que quando o faz, permite uma visão animada da acção mecanica da primeira fase do processo digestivo. Os ogres só têm piada em filmes de animação. E é nestas alturas que vemos que não conseguimos fugir à educação que tivemos...

Ter | 21.07.15

Excelente feitio

Fatia Mor

A minha Fatia#1 tem um excelente feitio. Hoje pintalgou uma parede da sala. Diz a D. Fatia, que toma conta delas, que quis esperar que a mãe chegasse para mostrar a obra de arte.

IMG_20150721_163516.jpg

 

Enquanto a D. Fatia a tentava convencer que aquilo não era uma obra de arte e que estas estão reservadas aos museus, diz-lhe a pequena "mas eu até fiz uma casinha!!".

Se há sentido na obra, então há motivo para existir, bem na parede da sala, mesmo ao lado da televisão e em lápis de cera que é para custar um bocadinho mais a limpar!!

Assim que entro em casa vem a correr para me mostrar o que fez. Primeia coisa que me diz "oh mãe, vai buscar as toalhitas para limpares!". 

 

Já depois de jantar, resolveu trazer as bolas todas que tem para a sala e começou a atira-las ao ar. 

Digo-lhe, já depois de ter passado a fase do não atires, podes partir alguma coisa e podes-te aleijar:

"Vou contar até 3 e espero que as bolas estejam no quarto arrumadas antes disso... ou então ficas sem bolas."

E começo "Uuuummmmmm"...

E ela diz: "Dooooooiiiiiissssss", enquanto se ri à gargalhada...

 

Não há condiçoes!!

Ter | 21.07.15

Diálogos internos

Fatia Mor

Na primeira noite que passas fora sinto-me sempre fora de mim. Não há local da casa onde encontre o conforto do teu abraço e o sono, esse aliado do "tempo que passa depressa", teima em não vir fazer-me companhia.

Deito-me sempre com a sensação de que estou a ocupar um lado da cama que não é meu. Deito-me sempre do teu lado, sabias? Sabe-me melhor dormir do lado onde estarias, ao menos, não estou no meu lado a ver o teu lado vazio.

Depois, acordo sempre em sobressalto. Parece-me sempre que estás a entrar em casa, para só depois me recordar que afinal não... É apenas a impressão da minha vontade a pregar-me partidas durante a noite longa.

Na segunda noite o cansaço vence-me mais depressa que o habitual. Encontro-me mais depressa nas rotinas destas lindas filhas que pusemos no mundo e muno-me novamente do pensamento "são só mais duas noites". Mas não são só duas. São muitas mais. São o acumular das pequenas tristezas de não te ter aqui perto. De não ter um regaço onde me encostar enquanto reclamo que não há nada de jeito para ver na televisão. O cansaço de ter que dar dois colos, fazer tudo em sistema taylorista, até o ver o Ruca na televisão, que nos acompanha diariamente a fazer cadência para a hora do jantar. 

São os beijos que ficam por dar, as conversas que ficam por se ter...

São só mais duas noites, penso eu hoje, até que o fim-de-semana te traga para perto de mim...

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