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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Qui | 28.05.15

Homens...

Fatia Mor

Sei que é uma afirmativa condescendente, de inferiorização de um sexo em detrimento do outro. Este "homens" é mesmo para ser lido de forma depreciativa e algo paternalista, como quem fala de uma espécie que ainda não atingiu o nível de desenvolvimento intelecto-emocional da sua outra metade.

Sei que somos nós que educamos os homens. Mães do mundo, fomos nós que criámos e os carregámos ao colo, como se de uns reis se tratassem, estes homens que hoje imperam nas nossas sociedades.

Sei também que me irão dizer que a sociedade mudou. Que vivemos hoje tempos de profunda igualdade de direitos e de oportunidades. Que homens e mulheres são vistos como iguais. Que todos aqueles estudos que falam da desigualdade dos sexos são uma parvoíce. Vão fazer contas para mostrar que na verdade a mulher ganha tanto como o homem, e ainda por cima não é obrigada a trocar pneus.

Ainda bem! Ainda bem que assim é! Que a mulher é esse bicho magnífico, privilegiado e cuidado por esta sociedade que nos protege cada vez mais das maldades antes cometidas. Porque agora temos os mesmos direitos. As mesmíssimas oportunidades. Até temos direito a um dia só nosso e coitados dos homens, nem isso. 

Parece-me que qualquer dia vamos nós criar dias para os homens. Que estão esquecidos. Cada vez mais minorados. Emasculados.

 

 

Sabem que mais, na próxima vida, quero ser homem! 

Qua | 27.05.15

Pela boca morre o peixe

Fatia Mor

Há pouco mais de duras horas, brincando com ambas as Fatias, Fatia#1 recusava-se a emprestar à mana uma das peças dos seus adorados blocos de construção.

 

FatiaMor: Oh filha, dá lá uma peça à mana para ela mexer.

Fatia#1: Não! São minhas! - diz ela com um ar determinado e a puxar tudo o que são peças para o lado dela...

FatiaMor: Não sejas egoísta, filha! Vá lá...

 

Bem e a coisa assim continuou e ficou.

 

Agora mesmo, estava eu a acabar de dar o jantar à Fatia#2, quando Fatia#1 começa a pedir para jantar e a pedir para beber água. A diversão, agora, é beber água pelo copo da irmã.

 

FatiaMor: Oh filha, espera um bocadinho. Já te ponho na cadeira e já te dou água! - digo-lhe eu já pelos cabelos de tanta insistência.

Fatia#1: Oh mãe, não sejas egoísta!

 

Ora toma!

 

#SomosTodosPaisÀBeiraDeUmAtaqueDeNervos

Seg | 25.05.15

Dia Internacional da Criança Desaparecida

Fatia Mor

 

E hoje recordei-me desta música, da minha adolescência, que fala precisamente sobre isto.

Longe vão os tempos em que cantava isto a plenos pulmões... 

 

Hoje penso na dor que é preciso trazer no coração para querer fugir e não mais voltar a ser encontrado. Ou a dor daqueles a quem os filhos foram extraídos sem que saibam bem o que se passou, sem poder chorar um corpo ou encerrar um capítulo (mesmo que nunca se faça isso). Ou os casos em que pais levam filhos para longe de outros progenitores. 

 

Seja como for, hoje é dia de pensar nisso...

Dom | 24.05.15

A tentar ser uma blogger in...

Fatia Mor

...Aviso já que não vou conseguir ver os Globos de Ouro até ao fim.

 

Mas também, quem já viu um já viu todos! 

 

Agora aspectos técnicos:

 

1. É impressão minha ou a Bárbara Guimarões está loira?!

2. Apareceram imensas pessoas na passadeira vermelha que eu não sei quem são. Será um problema meu?

3. Cometeram um dos maiores atentados contra o nome Cláudia (escreveram Claúdia Vieira).

4. A moda este ano deixa muito a desejar.

 

E pronto, é tudo que eu tenho para dar... que eu não dou para isto!

 

Acho que vou mudar de canal!

 

Sab | 23.05.15

Fala-me de amor

Fatia Mor

Não sou dada a romantismos. Capaz de apreciar um gesto romântico, confesso-me pouco capaz de os desempenhar com a mestria dos grandes mestres cineastas. Para mim, camas com rosas e champagne ao lado só funcionam no grande ecran. Extraído para a realidade, o grande gesto romântico fica-se, precisamente, no grande ridículo do dia-a-dia. E nem o poema do emérito Pessoa me salva do sentimento de vergonha, seja esta alheia ou do próprio.

Posto isto, custa-me a banalidade com que se trata tudo o que é da relação humana. Do que há entre dois seres (ou mais). De como friamente se fala de sexo, com palavras que parecem tiradas de filmes que retratam apenas uma vertente da dinâmica do que por lá ocorre.

Não acho que sexo e amor tenham que andar de mãos dadas. Nem que um seja melhor ou pior sem o outro. São coisas diferentes que co-ocorrem, e esse fenómeno faz-nos crer que ambos tenham que existir para que a qualidade se atinja. Não creio nesse mito alado, ainda que pense que ambos contribuem para o colorido da vida. 

Mais ainda não creio que para falar de sexo seja necessário recorrer ao calão e à brejeirice, apenas para mostrar que a dureza da palavra transparece na dureza dos órgãos. De forma semelhante, não me parece que tenha que colocar corações nas pintas dos "i" para falar de amor. Nem que precise de floriados para mostrar a grandiosidade do sentimento.

Falar de sexo, nos dias que corre, é o análogo negativo de falar de amor. Não são antíteses na essência, mas a vontade de mostrar que somos versados em sexo, faz-nos esquecer que também não somos literados em amor.

Se assim fosse, o desempenho seria bem melhor nestas camas portuguesas assim como o amor suplantaria as atrocidades que vamos vendo por este país à beira-mar plantado.

Falem-me de amor... já que poucos me sabem falar de sexo! 

Sab | 23.05.15

Pérola #15 (ou ainda sobre as cantorias)

Fatia Mor

Há um dom escondido na família Fatias. Não sou eu a detentora (fico-me pela voz de encantar anjos). O Fatiasmén é hábil na transformação subtil de músicas para um lado mais adulto (estou a usar de eufemismo). A Avó Fatias tem a capacidade de adulterar toda e qualquer letra já musicada apesar de isso ser uma parte importante da sua vida profissional. E agora percebemos que estas tendências talvez sejam hereditárias, ainda que o gene por elas responsável não tenha sido apurado pela ciência. 

Segue-se o seguinte diálogo musicado que o comprova:

 

- Foi na loja do mestre andré que eu comprei um pinheirinho - canta a Fatia#1, e constato que não nos livramos da temática do Natal ainda que já estejamos em maio.

- Oh filha, não é pinheirinho é pifarinho.  - tento eu corrigir já a prever que boa coisa não vai sair dali!

- Oh mãe a loja do mestre andré vende tudo.

 

 

Assunto arrumado!

Sab | 23.05.15

A tirana

Fatia Mor

São sobejamente conhecidos os dotes vocais da família Fatias. Somos dotados de vozes angelicais, noção de ritmo e arriscaria em dizer até de swag!

Quando cantamos, damos concertos erúditos...

Vá, talvez não seja assim, mas até que nem somos (muito) desafinados!

Estávamos eu e o fatiasmén entretidíssimos a trautrear algumas músicas infantis para gáudio das nossas pequenas, quando Fatia#1 dita a sentença:

- Os papás não cantam! Só eu!

 

Pronto, calaram-se as vozes e quando assim é faz-se silêncio nesta casa porque Fatia#1, a seguir, canta o fado! Leia-se o fado chorado e berrado se nós não nos calarmos.

 

Será que cantamos assim tão mal?

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