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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Dom | 01.03.15

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem...

Fatia Mor

E sinceramente eu acho que não obteve resposta, porque o tempo anda sempre a fugir.

É incrível como a cadência do tempo é psicológica. Os físicos dir-nos-iam que não existe. Seja como for, fico em estado de choque quando olho para as horas e vejo que já passou quase um domingo inteiro. E parece que não fiz nada! Ou pelo menos nada do que gostaria de ter feito!

Longe vão os dias em que as horas custavam a passar. Em que os dias pareciam estacionar ou andar lentamente. Em que os aniversários não se sucediam, quase intercalados com o Natal. Em que um ano demorava, seguramente, bem mais do que os 365 dias tradicionais a fazer a sua voltinha ao sol. Agora deve demorar uns 200 dias e olhem lá!

De amanhã a três meses chego às 33 primaveras e sinceramente acho que ainda não saí dos 28. Não sei como é que isto foi, nem como passou, nem como de repente entrei na linha horizontal do meu potencial, da minha energia... 

Lembro-me perfeitamente de uma tia minha me ter dito um dia, teria eu 16 anos sensivelmente, que a passagem dos anos era assustadora a partir dos 26 anos. Que eu ainda teria 10 anos de ilusão da lentidão da vida. Não sei se os 26 são o limite correcto, mas o que é um facto é que o tempo não avança... Pula!

Hoje apetecia-me parar o tempo... Tanta gente a querer inventar máquinas para viajar no tempo. Eu só queria que ele parasse por um bocadinho.

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