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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

Vida às fatias

Dom | 22.03.15

Lazy sunday

Fatia Mor

E hoje não se fez nada de jeito. Nadinha. Nada. Nicles. 

E não são esses os objetivos domingueiros?

1. Ver quem se consegue afundar por mais tempo no sofá.

2. Ver quem adormece primeiro a ver filmes com 20 anos na televisão.

3. Lamentar (ah esse desporto nacional) que a semana está a acabar e outra já já a começar.

4. Pensar no que há para fazer e descobrir que não é hoje que essas coisas vão ser terminadas.

5. Deixar a Fatia#1 andar de pijama toda a santa tarde...

 

Ah! Adoooooro os domingos!

 

garfield3.gif

 Fonte: Pinterest

 

Sab | 21.03.15

Tomb Fatia#1 Raider

Fatia Mor

Recrutada entre os mais destemidos homens, ela foi a escolhida. De uma beleza singular capaz de seduzir o mais incauto dos humanos, com a sua destreza mental aguçada pela sua tenra mas maturada idade e com muito pouco a temer nesta vida, ela conquistou-os e malhou-os forte e feio!

Ela chegou, viu e venceu todos os obstáculos que estavam no seu caminho... Sejam eles cadeiras de papa, mesas de apoio ou almofadas de sofá. 

Juro que hoje lhe faço uma trança no cabelo, lhe vistos uns calções e lhe enfio umas ligas nas pernas para segurar umas facas de cortar plasticina... Não há coisa nenhuma nesta casa que ela não trepe...

 

Mas quem és tu e o que fizeste à minha filha trapalhona que não tirava os pés do chão quando saltava!!!!

 

Tenham medo, muito medo... Ela anda por aí!!

Eu cá já estou a tremer que nem varas verdes...

Sex | 20.03.15

Os eclipses da vida

Fatia Mor

Recordo-me do primeiro eclipse que vi. Não sei bem que idade tinha mas estava calor e estava um lindo e radioso dia de sol. Desse primeiro eclipse lembro-me de reparar na estranha luminosidade que se fazia sentir há medida que o astro rei era ofuscado pela pequena lua, qual David a derrubar um Golias dos céus. 

E recordo-me também de sentir receio. Acho que me senti um pouco gaulesa, com receio que o céu desabasse sobre a minha cabeça. A singularidade do acontecimento fazia-se em mim, com a estranheza interna que vivia naquele momento. O "meu" sol constante afinal podia ser ofuscado.

Senti-me pequena perante a grandiosidade celeste. Talvez tenha sido o meu primeiro eclipse. Aquele primeiro em que me senti apagar na medida da minha insignificância universal, ainda que cheia de significado pela unicidade que transporto.

Mas outros se seguiriam. A cada dor, a cada aprendizagem, a cada mudança, pequenos eclipses, totais, anelares ou parciais foram-se dando em mim, recordando-me do meu lugar no universo. Ainda bem que assim é. 

Se não é a pequena lua a mostrar ao sol o seu lugar, não sei o que seria de nós...

Qui | 19.03.15

O Pai das minhas Fatias

Fatia Mor

Fatiasmén hoje é o teu dia. Na breve passagem que fizeste hoje cá por casa nem eu, nem as tuas filhas, te felicitámos pelo dia do Pai. Ora bolas! Fica para o fim-de-semana e eu prometo recompensar-te com um bolo com muito açúcar!

Tenho andado pelas "internetes" a ler as demais coisas sobre o dia do Pai. Aparentemente não fui a única a fazer um post lamechas cheio de sentimento sobre a efeméride. E comecei a dar-me conta que há uma fasquia elevadíssima a atingir de acordo com os feitos dos pais-alheios! Sinceramente, sinto que se eu fosse pai (não no sentido genérico, mas sim no particular do macho) sentir-me-ia altamente pressionado para desempenhar bem acima da média: grande parte deles são o melhor pai do mundo e isso é difícil de bater!

O meu Fastiasmés não é o melhor pai do mundo. Lamento fofo, mas é verdade! Raramente está em casa, por vezes não tem paciência para as macadas da Fatia#1, outras vezes perde-a mesmo e lá levanta a voz à catraia quando esta passa das marcas, e se for preciso passa-me a Fatia#2 quando esta fez algo mais mal cheiroso. 

Mas... E aqui há um grande mas! Ama-as do fundo do coração! Aceitou-as quando ainda nem pensava ser pai (da primeria e muito menos da segunda). Superou todos os seus medos más disposições passageiras para as ver nascer. Foi capaz de lhes pegar ainda acabadinhas de vir ao mundo e de se apaixonar por aqueles pequenos seres que lhe fazem nascer cabelos brancos e recuar as entradas do cabelo, a cada dia que passa. 

É-lhes admirador devoto, perde-se a falar delas e são muitas vezes o tema de conversa antes de irmos dormir, quando estamos só os dois. E não nos cansamos de as admirar, de as ver crescer e de rejubilar com os seus pequenos-grandes feitos!

E mesmo não sendo o melhor Pai do Mundo, é para ele que a Fatia#1 corre quando ouve a chave a meter à porta, relegando-me rapidamente para segundo lugar. É no colo dele, de uma forma meio estranha, que a Fatia#2 mais depressa adormece. E que adormecem os dois, numa sintonia perfeita, nas tardes frias de sábado ou domingo. 

Portanto, não subindo ao pódium neste dia de medalhados, o nosso Fatiasmén tem um lugar no coração de cada uma de nós! 

Vá, dando uso ao chavão, para nós és o melhor pai do mundo. Pronto, do prédio. Ok, cá de casa, que nunca se sabe que pais medalhados há à nossa volta e não quero ofender nenhum!

 

Qui | 19.03.15

Ser pai é...

Fatia Mor

As circunstâncias da vida levaram-me sempre a oferecer a minha prenda de dia do pai (que fazia com todo o amor, carinho e falta de jeito na escola) ao meu avô materno.

Não pretendo criar sentimentalismos a dizer isto. Não lamento nada que tenha sido assim, porque na verdade pai não é aquele que biologicamente contribui para o nosso nascimento, mas sim aquele que cria e que ama.

Sei que não não estou a acrescentar nada de novo. Toda a gente sabe que o pai cuidador tem um papel muito mais importante na nossa vida do que o biológico, ainda que na grande generalidade dos casos sejam uma e mesma pessoa.

No entanto, não queria deixar passar este dia em branco sem prestar a devida homenagem a todos os "pais" que por vezes passam na nossa vida. Seja o nosso pai, ou aquele familiar que fez as vezes (e tão bem) de pai, ou aquele amigo de família que recorríamos sempre que tínhamos uma dúvida, um anseio demasiado difícil para partilhar com o nosso pai, seja o padrasto que demorou a entrar nas nossas vidas mas que chegou com tudo o que há de bom na parentalidade tardia (companheirismo e amizade, sem a parte difícil de criar e manter esses laços ao longo do crescimento), mas também às mães que fizeram também de pai (como a minha) em muitas ocasiões, desdobrando-se numa saudável bipolaridade para que nada nos faltasse. São esses "pais" que devem ser também celebrados neste dia. 

Porque nem todos tivemos a sorte de ter tantos pais assim... Mas eu tive!

Feliz dia do Pai!

Qua | 18.03.15

Sou só eu ou...

Fatia Mor

... vocês também têm algum medo quando se ouve um barulhão gigante e perguntamos em voz alta a ecoar pela casa:

"O que é que estás a fazer?" 

Para logo em seguida receber de resposta um:

"Nada, mamã!" - muito despachado como quem diz "não venhas ver o que eu fiz!"

 

Ai nada... Foi só uma torre de livros com os livros todos que ela conseguiu tirar da biblioteca da sala, que se esbardalhou no chão!!

Fatia#1 a asneirar desde 2012...

Qua | 18.03.15

Pérola #13

Fatia Mor

Andam umas pérolas em atraso, que Fatia#1, qual ostra de mar aberto, se farta de criar e ostentar em pleno!

Uma das que nos tem arrancado mais risadas passou-se com a avó Fatias. 

Tendo eu retornado ao serviço e com umas sextas-feiras tiradas do demo, ficou a avó Fatias encarregue da difícil tarefa de entreter a pequenada enquanto eu não chego a casa para assumir o meu papel de FatiaMor.

Numa de tentar criar algumas actividades recreativas de interesse, pôs-se a cantar o "Doidas, doidas, doidas andam as galinhas" com a Fatia#1 (só consigo imaginar tal espectáculo de variedades!).

Enquanto cantava, ao que parece, a avó Fatias fazia-se acompanhar de intrincada coreografia, de abanar de mãos e de agitar de cabeça, que de certa medida terá chocado/aborrecido/fascinado Fatia#1 ao ponto de ela querer acabar com aquela palhaçada performance. 

 

Fatia#1: Avó, pára! Pára de abanar a cabeça, que ainda ficas doente!

 

Lembram-se daquela veia de médica que eu já falei aqui? Pois bem, começo a inclinar-me mais para uma hipocondríaca em potencial...

Ter | 17.03.15

Eu não nasci para vaca leiteira

Fatia Mor

Já aqui falei do drama do leite. Na primeira não foi fácil, a coisa andou complicada mas depois lá fizemos as pazes. Depois na segunda, a coisa correu melhor mas ainda assim confesso que não nasci para ser vaca leiteira, tirar catrefadas de leite de cada mama e alimentar metade do bairro com esta habilidade biológica!

Mas agora deparo-me com o pior... A necessidade de ter que tirar leite a meio do dia. Oh céus, já não bastava isto nunca dar o suficiente, quando devia dar menos, parece que enche em menos nada! 

Ao fazer uma paragem no trabalho (sim porque também precisamos) deparei-me com este post d'A mãe (não) sabe. Como eu me identifiquei com as palavras dela, com a imagem que lá está presente e como é deselegante, desinteressante, e mais qualquer coisa começada em "des" uma pessoa ter que andar de bomba atrás a sacar leite nos sítios mais improváveis no trabalho... E pior, ainda ser apanhado a fazê-lo!

Não, não nasci para vaca leiteira!