E o Natal foi assim...
Este ano foi o primeiro em que a Fatia#1 percebeu realmente como é que esta coisa do Natal funciona. Não estou a referir-me à essência do Natal nem aos valores que representa, até porque esses devem ser praticados e incutidos ao longo de todo o ano, mas mais à dinâmica do aspecto pagão e consumista do assunto!
E por isso foi a loucura! Desde que montamos e decoramos a árvore de natal que esta sofre uma redecoração por parte da nossa pequena grande Fatia diaramente. Ela são bolas e fitas que mudam de sítio, os benditos chocolates que simplesmente desistimos de por na árvore e as (poucas) prendas que apareceram por lá tiveram que ser guardadas à distância do olhar para garantir que chegavam intactas ao grande dia. Inclusive todos os dias o pai natal era alvo de interrogatório, para saber quando chegava, de onde vinha e garantiamos-lhe que o trenó estava parado lá em baixo com a prendas, pronto a zarpar se Fatia#1 se portasse mal! Nada como uma boa chantagem natalícia para acalmar os ânimos.
O grande dia chegou, cheio de expectativas e rabanadas! Nada como virar as costas para a ver aparecer com as mãos e a boca literalmente panadas em açúcar e canela! Mesmo fechando as portas, ela conseguia num momento de distração lambuzar-se com tudo o de bom que o natal tem!
Durante a tarde, mais precisamente no período da sesta, o pai natal passou lá por casa para deixar todas as prendas na árvore com a promessa de voltar mais tarde para as entregar pessoalmente. É que isto de deixar prendas pelo mundo inteiro obriga a horários de entrega precisos! Confesso que foi inesquecível ver o olhar dela fascinado com quantidade de embrulhos que surgiram num passe de magia. E como os dedos ganharam olhinhos e rapidamente abanaram, pegaram, pesaram e tentaram abrir toda e quaquer prendinha que pendia naquele "sapatinho".
Cânticos à mistura, avançou-se para o jantar, mas a excitação da Fatia#1 e dos seus primos era tal, que tivemos que chamar o pai natal mais cedo, antes do jantar dos adultos. E aí foi a loucura! Desde gritar à janela pelo pai natal, a dizer que ouvia as renas foi um salto! Assim que a vermelha figura apareceu na varanda ouviram-se gritinhos de felicidade e correu para os braços do pai natal. Mesmo quando o desgraçado ajudante da mítica personagem teve que tirar a barba, a magia do momento era tal que não reconheceu o tio que momentos antes brincava com ela.
Efectivamente é de louvar como a imaginação das crianças funciona. Como acreditam piamente nesta magia do natal que lhes traz presentes. Ainda que não percebam o móbil nem a história por trás desta troca de prendas, a alegria de desembrulhar e ver o que receberam foi única.
Mas o melhor veio depois.
Prenda #1: Roupa... Desembrulha e... "Não gosto de roupa! Pai Natal, dá-me outra!".
Prenda#2: Livro... Desembrulha e "Não gosto de livros! Pai Natal, dá-me um brinquedo!".
Fatia#1 desde 2012 a saber do que gosta!









