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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

19
Jul18

Queridos homens, a Fatia fala-vos do coração...

Fatia Mor

Queridos homens, supremacia da criação,

Sei que foram bafejados por Deus que quis evitar mais gotas de xixi em torno das sanitas, fornecendo-vos uma pequena mangueira, multifunções, que pode, até, criar inveja nas mulheres. Quem me dera a mim, poder fazer xixi em pé, sem me sujar, na maior das comodidades!

Contudo, não posso deixar de empatizar com essa afecção aguda, do campo da amnésia, de que todos, invariavelmente, parecem sofrer. Uns sem comorbidade, outros claramente com concomitância de um ataque de pânico, vejo-vos agarrar, de mão cheia, na zona da virilha. 

Ora, só posso assumir que, por algum motivo, desconfiaram que essa maravilha divina vos foi retirada. Talvez, tenha caído por parte incerta e esse gesto é apenas a tentativa de acalmar um pensamento intrusivo de que a terão deixado algures sem se terem apercebido.

Caríssimos, salvo raríssimas excepções das quais não tenho conhecimento directo e que suponho terem uma origem incomum, os vossos pénis não caem! São uma estrutura bem conseguida e que está ligada ao vosso corpo por um conjunto intrincado de tecidos. Portanto, queridos amigos, nada temeis! Ele continua aí mesmo que esse pensamento intrusivo vos assalte quando estão no supermercado, a pôr gasolina ou outra coisa qualquer!

E não é só o agarrar... Refiro-me, também, a um movimento subtil, contudo evidente, de agitar as coisas aí em baixo. Há quem o faça como quem pesa uma fruta presa numa árvore, há quem jogue ao berlinde, há quem afaste as pernas e se agite como quem foi picado por formigas (será isso?). Seja lá qual for o ritual de eleição, deixem-me elucidar-vos: não cai. Está lá. Dá comichão? Está transpirado? Infelizmente, isso é mal de quem anda de calças. Sugestão, experimentem uma saia! Bem mais confortável, para quem tem coisas ao "penduro". 

13
Jul18

Dia C: Casámos a Just

Fatia Mor

Querida Just,

 

Poderia tentar dar-te imensos conselhos, para a vida a dois, para que só existam bons momentos. Mas a verdade é que precisamos dos maus para nos lembrar porque estamos ao lado de quem amamos. É nesses dias mais cinzentos que o verdadeiro amor se revela, para trazer a cor que falta no resto do mundo.

Também poderia dizer-te como é bom ser casado. Mas a verdade, é que nem sempre o é! E há dias em que nem nos aturamos, quanto mais aturar o outro. Nesses dias, pega no álbum do dia de hoje e folheia-o até que as emoções vos inundem, outra vez, e façam mais uma jura de amor eterno.

Podia dizer-te ainda, que o dia passa a correr. Aproveita-o bem. Mas constatar o óbvio é apenas falta de imaginação. Por isso digo-te, sorri até te doerem as bochechas; come sempre que te aparecer comida à frente; dá muitos, muitos mas mesmo muitos beijos ao teu marido, saboreando bem a nova palavra que passarás a usar para te referir a Ele; abraça os amigos; canta com a animação; dança até te doerem os pés e, quando for impossível continuar calçada, descalça-te e dança mais um bocado! Sejam os últimos a sair, aproveitem cada momento, irrepetível. De muitas coisas que podemos tentar repetir, estes momentos terão a sua efemeridade no tempo.

Provavelmente, vais ler tudo isto, já depois de ter passado. Se assim for, espero que tenha sido um grande dia. O dia C. O dia em que casou mais um pássaro daquele bando altamente improvável de pessoas boas, que se juntou por ali (por causa de outro casamento). Hoje é o dia em que a Just casa e nós, os pássaros, estamos todos lá, a abençoar o enlace! Se depender de nós, para ti, é para a vida toda (e mais além!).

 

Um beijinho de muitas felicidades e just smile

05
Jul18

Questões cabeludas

Fatia Mor

O avô Fatias já tem alguma falta de cabelo. É ponto assente e não vale a pena pensar muito no assunto. E a verdade é que, piada ocasional, raramente se fala nisso à frente das miúdas.

Íamos no carro, com a avó Fatias que falava ao telefone com o avô, algo sobre ir cortar o cabelo.

Já foste ao barbeiro... já cortaste o cabelo?

Eis que do banco de trás, Fatia#2 questiona...

 

Então, o avô já está careca outra vez?

 

 

27
Jun18

Terapia de grupo #3

Fatia Mor

Olá! Eu sou a FatiaMor e sou mãe de uma Diva!

 

(Olá FatiaMor, responderão vocês cheios de compaixão)

 

A Fatia#1 nasceu sob o signo de Leão.

(disclamer já aqui... não ligo muito a signos, acho uma intersecção astral demasiado complexa para que corresponda com rigor para todo o indivíduo que habita este planeta. Mesmo perante cartas astrais. Mesmo que me digam que se trata de potenciais e não de rigor determinístico. Mesmo que me invoquem os trânsitos... Enfim... Não penso muito nisso)

Não sei se é disso, mas confere nas características de diva que lhes associamos, sem falar na ordem muito própria pela qual gere tudo à sua volta, que só poderá ser explicada pela física quântica (e mesmo assim, acho que descobrem primeiro a teoria do tudo, antes que a teoria do caos da vida da Fatia#1).

 

No dia da festa de fim-de-ano, aproxima-se um menino e diz-lhe:

- Gosto de ti (e meteu-lhe o nome da minha filha, muito mal amanhado).

(disclaimer dois: a miúda não tem um nome complicado e é bastante tradicional, mas tende a gerar confusão nos putos!)

Vejo-a virar-se para mim, quase congelada, tal como o cubo de gelo que lhe deve ter nascido naquele momento no coração.

- Então filha, o menino está a falar contigo! Não é bonito ignorarmos as pessoas.

Continua em gelo. E o puto, bem instruído, não desiste...

- Gosto de ti. Não gostas de mim (mais uma vez o nome mal amanhado)?

 

A Fatia#1 vira-lhe as costas e continua no seu percurso, cabeça altiva e passo acelerado.

- Oh filha, então? - digo-lhe eu, claramente deixada para trás a garantir ao menino que ela também deve gostar dele, como devemos gostar de todos os meninos, amizades, arco-íris e lálálá.

 

Quando a apanho, pergunto-lhe, ao que me responde, já lágrimas a brotarem-lhe dos olhos, biquinho e tudo:

- Eu não gosto dele! Estou farta dele! E é por causa disso que não quero vir à escola! Nunca mais!

 

Ora bem, tive vontade de voltar para trás e desancar o miúdo apaixonado, por todos os azedumes que o seu inoportuno amor me tinha causado, ao longo de todas as manhãs, neste ano lectivo. Não o fiz, por respeito à minha pequena imagem a sofrer de coração partido, por causa de alguns meninos menos bondosos.

Deixei-o entregue à sua desolação momentânea, que foi curar a jogar à bola, com mais miúdos.

 

Quanto à minha pequena diva, mostrou-me o seu andar confiante para se pôr a andar de uma conversa demorar sobre respeitar os sentimentos dos outros. E já no carro, disse-me:

- Mãe, não vamos falar mais do que aconteceu, porque já me estou a enervar novamente!

A enervar.

Novamente.

Sua excelência sofre dos nervos.

 

E eu, sofro do quê!??

 

#comcincojácomquinze

#divadecincoanos

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (https://www.flaticon.com/).