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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

08
Fev18

Ter ou não ter um animal de estimação

Fatia Mor

Não há dia em que o assunto não venha à baila. Quer uma, quer outra, falam disso. Querem um animal de estimação.

A desculpa pode ser o amigo da escola que tem um cão, a vizinha que tem um gato, não-sei-quem que vai receber um peixinho. Ou um coelho. Ou até um porco vietnamita. Sei lá eu...

Lembro-me perfeitamente de fazer os mesmos pedidos lá em casa, quando tinha a idade delas. E ainda cheguei a ter um hamster, o Pom-pom, que foi a minha primeira grande desilusão com os animais.

Eu que esperava ter um fiel companheiro de brincadeiras, saiu-me um roedor maluco, noctívago, cujas dentadas me deixavam os dedos em ferida. 

Foi sol de pouca dura, apesar de tudo. O Pom-pom teve uma morte infame, por uma coisa qualquer, deixando-me entregue aos meus peluches e aos meus livros.

Certa vez, num acesso que nunca cheguei a compreender - porque sempre disse que não queria animais em casa - a minha avó resgatou um gato que tinha aparecido, aparentemente abandonado, no átrio do nosso prédio.

Fiquei delirante. Era meigo, ronronava, mostrava-se amigo do seu amigo. Mas... E há sempre um mas... Caçava-nos os dedos dos pés, debaixo dos cobertores, durante a noite. Não nos podíamos mexer, sem levarmos umas dentadas que tinham tanto de amorosas como de dolorosas. Azar dos azares, o gato não estava castrado e marcou o território pela casa toda, desde o primeiro dia. Não tardou que a caridade bichana da minha avó se extinguisse e, como já era velho, resolvemos entrega-lo a um gatil para que pudesse acabar os seus dias no conforto do contacto com outros gatos.

Vieram, então, dois pássaros. Dois canários. Recordo-me de se dizer que em tempos tivemos periquitos, mas a ser franca não me recordo. Os canários, um amarelo e outro de uma cor mais exótico, a atirar para o salmão, tinham o condão de cantarem lindamente. Mas o meu avô, com a ideia de que eles tinham frio durante a noite, arranjou-lhes umas caixinhas de esferovite para se abrigarem. Um deles, ao dar a volta ficou preso e acabou por morrer. Ao outro, confesso que já não sei o que aconteceu, mas quero acreditar que a tragédia foi shakespeariana e que pereceu de desgosto!

Desde então, desenvolvi uma bronquite asmática, que nunca mais me deixou chegar-me ao pé de gatos, sem espirrar bastante!

Bom, elas continuam a pedir-me um animal, mas com este percurso, até tenho receio de arranjar algum cá para casa. O mais certo é ser um peixe, daqueles bem comuns, só num aquário redondo.

Apesar de sentir bastante empatia pelo bicho, sinto que estou a fada-lo mortalmente, tendo em conta o rácio prévio que descrevi. 

E um peixe deve ser o animal de estimação com menor capacidade de interacção com crianças menores de 6 anos! 

Para já, continuamos sem mais inquilinos cá em casa... mas cheira-me que a pressão vai continuar e até aumentar. O Fatia#3, não tarda, começa a falar!

 

 

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