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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

03
Out17

Tenho uma filha reactiva

Fatia Mor

A Fatia#1 é um doce de miúda mas tem um feitio dos diabos. Desafia, contesta, argumenta. Tudo bons atributos desde que os mesmos não sejam aplicados em pequenas tarefas do dia-a-dia, com particular incidência na manhã e na hora de ir para a cama. 

Consegue, com facilidade, tirar-nos dos eixos do exercício de uma parentalidade positiva (ou que raio seja isso, coisa que ficará para um próximo post). 

A incontestável verdade é que ela é que a criança e nós é que somos os adultos, mas dou por mim (demasiadas vezes) a perder essa bitola, coisa que (ainda) não acontece com os outros dois elementos.

Poderia argumentar que é a primeira filha e, por isso, nela se concentram todas as nossas experiências, tentativas e erros, que depois aplicamos com outra segurança nos outros dois! Também é isso, mas certamente não só.

Após dias, noites e mais dias, a pensar no porquê, decidi mudar radicalmente a abordagem. 

Troquei o castigo de time-out, pela meditação. No fundo, é a mesma coisa, mas oriento-lhe a respiração, abraçamo-nos e deixamo-nos ficar em contenção até lhe passar a frustração de estar a ser desviada do seu interesse.

Faço um esforço geral e consciente, cada vez maior, para controlar o tom de voz.

Tento elogiá-la em todos os momentos. Sempre que alcança algo de positivo, reforço-lhe o comportamento. E também lhe mostro a necessidade de entender que posso ficar desiludida quando não cumpre o que ela própria estipulou (nas regras da casa).

E estamos a melhorar. Eu e ela. Ainda tenho momentos em que não me apetece despender todo este esforço ou que nem o consigo fazer, mas reconheço que tenho uma filha reactiva. 

Ela reage, mais do que age, em função do nosso estado de espírito e não é colaborativa quando sente tensão no ar. 

Talvez esteja a moldar uma lutadora, capaz de batalhar no meio da adversidade. Sei que vou olhar para trás, daqui a uns tempos, e sentir que foi fácil... Mas para já, tem dias bem difíceis.

 

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