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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

06
Set17

Fim das férias

Fatia Mor

Férias. A doce formulação dessa palavra fica agora relegada para o próximo ano. 

 

Houve uma paragem forçada por estas bandas que serviu para ver que passo bem sem este canto. A vida continua a existir para lá destas linhas e é bom sentir isso na pele, mesmo que eu permaneça da cor do fundo desta página.

Foram dias de família, dedicada aos meus pequenos, foram viagens, alegrias e cansaço. Muito cansaço. 

 

A promessa de que um dia todos estes processos serão mais simples, dá-me alento! Para já, dá-me apenas dores nas costas! 

Agora, é um recomeço. Para mim, é nesta altura que se fazem os balanços do que fazer de novo. Sinto que, desde pequena, transito entre anos lectivos e não entre anos civis, e a profissão não me permite abandonar essa sensação. 

 

Portanto, hoje é dia de:

1. organizar a caixa de email e prometer a mim mesma que não volta a ficar com mais 100 emails por arquivar.

2. fazer uma lista de "to do" e colocá-la em cima da secretária para me orientar para o resto da semana.

3. preparar os objectivos para este ano profissional.

4. enviar para o arquivo todas as caixas que enchi ao longo do ano passado.

5. tomar 35467 cafés com todos os colegas com que me cruzo e repetir mil vezes as mesmas questões e as mesmas respostas.

 

E só de escrever isto tudo, fiquei cansada.

Ainda bem que amanhã, por cá, é feriado!

 

Feliz ano novo a todos.

 

 

20
Jul17

Férias, precisam-se

Fatia Mor

O sono ora é pesado e adormeço num ápice, ora me custa imenso a adormecer e acordo com qualquer som que me rodeia.

Independentemente do número de horas de sono conseguidas, as olheiras teimam em não desaparecer.

Demoro o dobro do tempo a fazer tarefas comuns do meu trabalho. E a vontade de as fazer voou para uma terra longínqua e não sabe como voltar de lá!

Chego a ficar parada, mais de 5 minutos, a olha para o vazio e a ponderar o que tenho para fazer. A memória está pelas últimas!

Parece que tenho um cansaço crónico, que se estende das unhas dos pés à ponta dos cabelos!

Preciso de férias. Muitas férias. E de dormir, 8 horas sem interrupções. E acordar por mim, sem despertadores tecnológicos ou humanos.

 

Quem está comigo?

 

27
Jun17

Interrogações minhas

Fatia Mor

Pessoas, informem-me.

 

Como é que aquela malta, que vemos nas revistas e nas televisões, andam sempre com um apresentável?

 

Se visto uma blusa de um material mais fino e nobre, não há vinco que não me chegue.

Se coloco maquilhagem, não há espirro que não me assista.

Se ponho um salto alto, não há dores de pé que não me encontrem, nem pedra pontiaguda na calçada que eu não pise e ainda buraco onde não enfie o salto.

 

Ser crescido e bem apresentado dá um trabalho que nem vos conto!

 

 

 

 

18
Mai17

Há coisas que eu não entendo...

Fatia Mor

Eu tento, mas não entendo.

 

Na zona onde eu vivo, há um cruzamento, onde os carros que se apresentam pela direita têm um stop, para deixar passar os que vêm da esquerda e que se apresentam numa subida. 

Quem passa por ali, com desconhecimento de causa e porque normalmente conduz sem olhar para a sinalética - neste caso bem visível - não pára no stop. Por norma, quando se apercebem do erro - depois daquele momento de elevada adrenalina em que metemos travões a fundo porque nos apercebemos que afinal o carro oposto não vai parar como lhe compete - pedem desculpa pelo equívoco e seguem caminho. Tudo isto, claro, de vidros fechados e recorrendo à linguagem universal: gestos.

 

Ora, hoje no caminho para o trabalho, quando vou a fazer a curva à esquerda apercebo-me que uma carrinha preta decidiu não parar no stop. Travamos os dois, com as frentes do carro na iminência de bater... O senhor que conduzia a carrinha achou que eu vinha da esquerda e portanto tinha que travar. Sem recorrer a gestos, mas antes a uma linguagem digna de levar uma bolinha vermelha no canto superior direito, terá vociferado dentro do veículo que tinha prioridade, introduzindo um sem número de vernáculo pelos entre-meios das sílabas das palavras. 

Com redobrada paciência indico-lhe para olhar para o canto superior direito onde poderia deparar-se com o bendito stop. Vejo-o olhar pelo canto do olho e quando se apercebe que eu tinha razão, cospe mais uma frase épica que não me requereu muito de capacidade de leitura dos lábios, nem me deixou muito para a imaginação trabalhar...

Acelerou furiosamente e passou-me à frente, mesmo depois de perceber que era ele quem tinha que ceder a passagem... E isto tudo, para estacionar o carro uns 100 metros à frente.

 

Ora bem, não entendo. Não consigo compreender a necessidade de ter razão, mesmo depois do racional ser o seu pior inimigo. Se o primeiro argumento era que teria prioridade por via das regras de trânsito, tendo ele conhecimento de que estava o próprio a incorrer em erro, não seria mais proveitoso assumir que não tinha visto o stop? Ou trata-se de chegar sempre em primeiro? Mesmo quando estava a 100 metros do local onde deveria estar?

 

Não entendo, juro que não entendo...

 

Ah, esperem, lembrei-me agora... É só falta de civismo.

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).