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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

12
Abr17

Ir a uma casa de banho pública

Fatia Mor

Mulheres deste mundo!

Uni-vos. 

Mas deixai de parte as quezílias sobre o género.

O que me move é mesmo a demanda sobre as casas de banho públicas.

 

Acho que já aconteceu a todas... Aquela sensação idiota de estar de rabo no ar, a tentar acertar com o xixi na sanita - que não são sempre iguais, nem estão sempre à mesma altura, nem à mesma distância de não sei o quê - e simultaneamente a tentar não tocar com roupa no chão, com a mala ao ombro e, quiçá, de saltos altos.

É malabarismo puro, caríssimos!

Hoje, enquanto, fazia uma visita dessas a um desses antros, deparei-me com a questão (como se fosse possível pensar durante esse acto circense):

Mas quem é que disse que temos que fazer xixi em pé?

Primeiro, defendem as nossas mães, é uma questão de higiene. Mas a verdade é que o acto em si suja mais do que se nos sentássemos na sanita.

Quantas vezes, não está o tampo todo sujo, porque alguém errou o alvo ou a pressão salpicou tudo?

Segundo... hummm... Acho que não há segundo! Em casa sento-me sempre e nunca há sujidade para contar a história.

Se o problema é várias pessoas sentarem-se no mesmo tampo, então coloquem-se anti-sépticos ou detergentes para limpar o tampo antes de nos sentarmos.

Será que há mais algum motivo para não usarmos devidamente a sanita das casas-de-banho públicas?

 

Falem comigo. Digam-me lá coisas que eu não sei, para ver se este incómodo passa... 

08
Abr17

Então Fatia, que tal é ter um IKEA ao pé de casa?

Fatia Mor

Um espectáculo!

Estão a ver aquela sensação da véspera de Natal? 

De sabermos que se está a aproximar a hora de abrir os presentes?

Aquela alegria de estarmos prontos para receber o que tanto ansiamos, por tanto tempo?

 

Estão a ver? Estão mesmo a ver?

 

E depois abrem a prenda e afinal, apesar de ser muito o que queriam, acham que afinal já não tem tanta graça!

 

Vamos lá ver... Não ter que andar 300km, para norte ou para este para ir a uma loja destas é uma maravilha. Mas a verdade é que parte do fascínio estava precisamente na inacessibilidade. 

Agora que está mesmo aqui ao lado, tenho para mim que perdeu metade da piada.

Para além disso, eu que tinha muitas ideias do que poderia fazer em termos de decoração, se tivesse por perto um IKEA, parece que perdi todo o ímpeto.

Talvez seja o facto de agora poder concretizar o que idealizava e descobrir que a minha conta bancária não se compadece de sonhos tornados em realidade.

 

Como tal, é um espectáculo para ir lá comer almôndegas... Já que as bolachas de aveia também há no Aldi e mais baratas.

 

Nota: Nenhuma das empresas me pagou para fazer publicidade, mas aceitam-se parcerias. Especialmente com o IKEA. Prometo que até falo bem. A bem ver, senhores do IKEA, o meu quarto, o das minhas filhas e o do meu filho, e ainda parte da minha sala fala sueco perfeito!! Garanto-vos! Como é? Assino aonde?

28
Mar17

Mulher independente

Fatia Mor

A Fatia#1 já provou anteriormente que consegue ser diferente de pensamento

Eu não estimulo a que seja sempre diferente, mas a verdade é que tento educá-la sem o sentido estereotipado que muitas vezes assistimos na nossa sociedade. Ainda assim, não deixo de me espantar quando vejo os frutos da educação em acção!

 

Hoje de manhã, liga-me a avó Fatias quase em lágrimas de tanto rir com as saídas da Fatia#1. Aparentemente, no caminho para escola, o diálogo tornou-se interessante... Ora vejamos (como a Fatia#1 costuma dizer)!

 

Fatia#1: Oh avó, quando eu fizer 10 anos, ofereces-me uma prenda de menina crescida?

[ela anda fixada com a ideia de quando tiver 10 anos vai ser muito crescida]

AvóFatia: Sim, filha! Quando tiveres 10 anos, já vais ter as maminhas a crescer e então, a avó, compra-te um soutien!

[quando ouvi este relato pensei logo que se estava a meter por maus caminhos...]

Fatia#1: A sério avó? As minhas maminhas vão crescer quando eu tiver 10 anos? Então vou poder dar de mamar ao maninho quando tiver 10 anos!

AvóFatia: Não, Fatia#1. Quando tiveres 10 anos, o mano já tem seis e já não mama. Depois, quando cresceres, arranjares um marido, podes ter um filho e aí logo darás de mamar ao teu bebé!

Fatia#1: Eu não quero um marido!

[Imagino a cara da avó Fatia neste momento]

AvóFatia: Mas não queres um marido? Então e não gostavas de casar, de te vestires de noiva?

Fatia#1: Eu não quero nada disso. Quero ter a minha casa, viver sozinha, para não ouvir barulho, nem me chatearem. 

AvóFatia: Então, mas a tua mamã também tem um marido. Não querias ter o mesmo, ter essa ajuda para cuidar do bebé?

Fatia#1: Não. Eu não preciso de um marido. Faço tudo sozinha. Vou ter a minha casa e depois convido os meus amigos para irem lá. 

AvóFatia: E eu posso ir a tua casa?

Fatia#1: Sim avó. Eu faço um bolinho e tu vais lá a casa.

 

E pronto, é assim, aos 4 anos e meio que Fatia#1 informa que é uma mulher independente, que não precisa de um marido na vida dela, que vai fazer tudo sozinha e que, certamente, acha a nossa casa muito barulhenta... A avaliar pela ideia que ela tem de querer ter uma casa só para ela por causa do barulho!

 

 

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).