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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

15
Mai17

Aaaaiii o deeeeesfraaaaaldeeeeee! #3

Fatia Mor

Não sei se se recordam do Euro 2000. De um jogo espectacular, Inglaterra-Portugal, em que estivemos a perder 2-0, e no fim fomos ganhar 3-2, numa espectacular reviravolta? Pois bem, assim foi o desfralde da Fatia#2.

Depois de um começo atribulado, que eu não vi nada como auspicioso a um rápido desfralde diurno, no fim da semana passada começou a pedir para ir fazer cocó ao bacio. 

 

E desde então...

 

Nunca mais teve nenhum deslize e parece ter entendido como funciona esta coisa de andar sem fralda!

 

Estou num orgulho só visto! Acho que valeu a pena esperar que tivesse um pouco mais de maturidade em vez de ter insistido da primeira vez. E agora está pronta para outros voos, que é como quem diz, tirar a fralda à noite. Mas antes disso temos que acabar com o leitinho antes de ir dormir... Vamos ver se nos safamos!

 

 

 

 

10
Mai17

As iniquidades do dia da mãe

Fatia Mor

Eu sei que foi domingo. Mas por um conjunto de circunstâncias, no Jardim de Infância da Fatia#1 celebrou-se hoje com a presença de todas as mães durante a manhã, para realizarmos algumas actividades com os nossos filhos.

Não sou a pessoa mais emotiva do mundo, mas fico de coração cheio e lágrimas a rasantes quando vejo aqueles pequenos seres, crescerem em orgulho e felicidade por terem, naquele espaço que é deles, as suas mamãs.

Olhei à volta e vi que a vida não permitiu que todas as mães estivessem. Os "patrões" às vezes não podem deixar as mamãs saírem do trabalho que é muito importante, como disse (e muito bem), a educadora. No entretanto, apercebi-me que há um menino cuja mãe já morreu. 

 

Custou-me horrores.

 

Nunca tinha sido confrontada com essa realidade de haver filhos sem mães. E mesmo sabendo que há uma avó, uma figura materna, naquele momento, fui incapaz de não me sentir do tamanho de uma formiga.

O menino estava calmo, impávido perante a alegria dos colegas, mas notava-se uma tristeza fundeada no seu rosto, como se morasse ali há muito tempo. Não era, certamente, aquele o momento que mais o fazia sofrer - via-se que estava preparado para essa realidade - mas havia uma desconectação de toda a situação que era arrepiante. 

Não fui capaz de me concentrar muito durante o resto do tempo que lá estive. Pelo canto do olho, via-o a brincar, normalmente, como se não estivéssemos ali. Apeteceu-me abraçá-lo e levá-lo para casa, apesar de saber que nunca compensaria o que quer que fosse. E tem a sua família, portanto, não lhe faço falta nenhuma. Mas inevitavelmente pensamos em como seria se fosse connosco, ou pior ainda, com os nossos filhos.

No momento de sair, a Fatia#1 tentava conter as lágrimas. Tive vontade de lhe explicar que não valia a pena chorar porque me tinha aqui, ao contrário de quem já não tem um abraço de mãe para nos confortar. Desisti. A verdade é que não consigo explicar-lhe o sofrimento do colega dela. Nem quis. Abracei-a, confortei-a e dei graças por poder fazê-lo. 

 

Deixei-a a ajudar a educadora a arrumar tudo e sei que ficou bem. 

 

08
Mai17

Aaaaiii o deeeeesfraaaaaldeeeeee! #2

Fatia Mor

Meus amados leitores, fatias fofas da minha vida, acho que merecem um update sobre isto!

 

Depois de um primeiro dia que ditou o destino de 12 cuecas para o estendal, o segundo dia já foi um pouco melhor. 

Foram só meia dúzia!

 

A Fatia#2 ainda estava habituada a fazer o xixi aos bochechos, em vez de reter e fazer tudo de uma vez. Mas, fazendo jus a ser uma rapariga inteligente e desenrascada, rapidamente percebeu como ir ao bacio ou ao redutor fazer os seus xixis.

 

A única coisa que está a demorar mais a compreender o mecanismo é mesmo o dito #2, que é como quem diz, o cocó. Há uma certa relutância em fazê-lo no sítio certo e ainda se esconde, atrás dos móveis, debaixo da mesa da cozinha ou nas cortinas da sala para dar azo ao seu pecado: fazer cocó nas cuecas!

 

Esperemos que a sua agilidade mental se apiede destes pais e nos tire a camada de nervos que é sair de casa com eles, neste momento em que nuca sabemos o que vai sair por ali.

 

 

03
Mai17

Aaaaiii o deeeeesfraaaaaldeeeeee!

Fatia Mor

Francamente, de todo o processo de crescimento, a fase que mais me aborrece é o desfralde.

Apesar das fraldas serem caras e um problema da sociedade moderna, no que toca a desperdício, a verdade é que é prático. Ainda assim, os miúdos não podem ir para a universidade de fraldas, certo? Portanto, voltámos à carga com o desfralde da Fatia#2, depois da primeira tentativa ter corrido assim, como dizer... Para o torto!

Está a correr que nem uma maravilha. Só que não.

Hoje foram uns 12 pares de cuecas... A miúda até pede para ir ao bacio, mas sempre que lá chega já saíram umas pingas de xixi. E o pior é que não o faz todo e depois, mais tarde ou mais cedo, sai uma quantidade enorme de xixi pelas pernas abaixo, mesmo antes de conseguirmos chegar à meta (que é como quem diz ao bacia, à casa-de-banho, enfim, onde esteja o depósito da coisa)!

E já estou a antever o próximo fim-de-semana!

Sair só com o roupeiro atrás, porque o mais certo é fazer xixi nos sítios mais práticos. E o melhor de tudo? Vai sujar a roupa mas também os sapatos. Já sei que as croques são a melhor coisa nestas alturas, mas não gosto nada de os ver calçados com aquilo, com as devidas excepções de ir à praia, à piscina ou sítios semelhantes!

Depois, temos sorte se não ocorrer no carro, na cadeirinha. E lá teremos o bacio de sobreaviso na bagageira do carro, com a possibilidade de paragens de emergência, no meio do ermo, para fazer um xixi ou um cocó! (e depois limpar o dito?!)

 

É! Detesto o desfralde. Para mim, os miúdos nasciam já a saber ir à sanita!

 

 

26
Abr17

Onde andas Pai Natal?

Fatia Mor

Para as minhas filhas, Natal é quando o homem quiser. Ou melhor, quando as fatias quiserem. E T-O-D-O-S os dias é Natal.

 

Agora mesmo, vieram as duas a correr, esbaforidas, do quarto a dizer-me que ouviram o pai natal.  Quem diz o velhinho, diz as renas e os seus sinos.

 

E claro... tinha que vir a pergunta...

 

Oh mãe, o que é que o pai natal anda a fazer por aqui?

 

Não me ocorreu mais nada a não ser...

 

...anda a tomar apontamentos para o próximo natal!

 

Estão tão sossegadinhas desde então, que não sei como não me lembrei disto antes!

 

Nada como uma boa chantagem para acalmar estas pulgas. É tudo parentalidade positiva, vão por mim! 

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).