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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

17
Nov17

E as crianças? - perguntam vocês*

Fatia Mor

Uma das coisas que mais me preocupava, antes de partir para estes dias na Suécia, eram as crianças. Até aí, nenhuma novidade, certo?

Não sei o que temia mais. Se a possibilidade de chorarem o tempo todo, de não compreenderem a minha ausência, de se revoltarem quando regressasse, que o Fatia#3 não me quisesse ou não me reconhecesse.

Criei mil fantasmas na imaginação, que guardei religiosamente para mim.

Expliquei, já perto do dia da viagem de ida, que ia até um país diferente do nosso por alguns dias, a trabalho. "Tal como o pai". Não dei grandes explicações, não compliquei a informação. Basicamente, esperei o melhor, preparando-me mentalmente para o pior.

 

E como correu?

 

Super bem. 

As novas tecnologias dão 10 a 0 aos tempos idos, permitindo-nos falarmos e vermo-nos todos os dias. Apesar de sentirem a minha falta - tenho a certeza que sim - mantiveram-se sempre a par de tudo o que fazia. 

Quando regressei foi uma alegria para todos, sem problemas anexos.

Fiquei surpreendida com a capacidade de resiliência de cada um deles. Acho que estão prontos para outra. Já eu... Bem, digamos que por algum tempo não quero ouvir falar em estadias fora de casa, longe dos meus meninos!

 

(*e mais meio mundo!)

 

24
Out17

Fatia#1 e a sua natural aptidão para frases de partir o coco a rir...

Fatia Mor

Oh pai, tu sabias que nós temos um cu?

 

Vá lá que esta foi com o pai. Não posso ser eu a sofrer os embates todos e a não me poder rir feita perdida!

Acho que o homem se aguentou à bronca. 

E aparentemente cu é o que fica no meio do rabo, sabiam?

 

 

03
Out17

Tenho uma filha reactiva

Fatia Mor

A Fatia#1 é um doce de miúda mas tem um feitio dos diabos. Desafia, contesta, argumenta. Tudo bons atributos desde que os mesmos não sejam aplicados em pequenas tarefas do dia-a-dia, com particular incidência na manhã e na hora de ir para a cama. 

Consegue, com facilidade, tirar-nos dos eixos do exercício de uma parentalidade positiva (ou que raio seja isso, coisa que ficará para um próximo post). 

A incontestável verdade é que ela é que a criança e nós é que somos os adultos, mas dou por mim (demasiadas vezes) a perder essa bitola, coisa que (ainda) não acontece com os outros dois elementos.

Poderia argumentar que é a primeira filha e, por isso, nela se concentram todas as nossas experiências, tentativas e erros, que depois aplicamos com outra segurança nos outros dois! Também é isso, mas certamente não só.

Após dias, noites e mais dias, a pensar no porquê, decidi mudar radicalmente a abordagem. 

Troquei o castigo de time-out, pela meditação. No fundo, é a mesma coisa, mas oriento-lhe a respiração, abraçamo-nos e deixamo-nos ficar em contenção até lhe passar a frustração de estar a ser desviada do seu interesse.

Faço um esforço geral e consciente, cada vez maior, para controlar o tom de voz.

Tento elogiá-la em todos os momentos. Sempre que alcança algo de positivo, reforço-lhe o comportamento. E também lhe mostro a necessidade de entender que posso ficar desiludida quando não cumpre o que ela própria estipulou (nas regras da casa).

E estamos a melhorar. Eu e ela. Ainda tenho momentos em que não me apetece despender todo este esforço ou que nem o consigo fazer, mas reconheço que tenho uma filha reactiva. 

Ela reage, mais do que age, em função do nosso estado de espírito e não é colaborativa quando sente tensão no ar. 

Talvez esteja a moldar uma lutadora, capaz de batalhar no meio da adversidade. Sei que vou olhar para trás, daqui a uns tempos, e sentir que foi fácil... Mas para já, tem dias bem difíceis.

 

18
Set17

Um ano

Fatia Mor

Fizeste ontem um ano, meu filho!

Fez ontem um ano que me redefini, pela terceira vez, enquanto mãe e enquanto ser humano.

Dizer que este revolução da terra em torno do sol passou num ápice é um cliché e, simultaneamente, um eufemismo.

Guardo com alguma emoção o dia em que vieste ao mundo, de forma atribulada. Guardo a angústia de não teres ficado comigo, de não ter sido meu o primeiro abraço, o primeiro beijo ou até a primeira fralda trocada. Mas retenho, com força e ainda mais alegria, todos os momentos que passámos juntos ao longo deste ano.

Foste o nosso terceiro filho, surgido do nada e que vieste para nos mostrar como o mundo é bonito em tons de azul, de verde, amarelo e também de rosa! Herdaste tanta coisa das tuas irmãs, que dificilmente compreenderás porque há tanta coisa em azul para menino! Fizeste da Fatia#1 uma irmã mais velha cheia de predicados e da Fatia#2 uma irmã do meio, cheia de ciúmes (pela frente) e cheia de preocupações (por trás, para ninguém ver o quanto ela também gosta de ti!).

Adoramos o jeitinho manso de te encostares no nosso ombro, da forma babada com chuchas no dedo (e que complicação que vai ser para deixar), os sorrisos que abres para toda a gente que te elogie! 

Elas ainda fazem gato-sapato de ti, meu filho, mas já começas a mostrar a tua energia. E a manter-se, vais-nos fazer velhos num instante!

Um ano, meu filho, um ano! 

Venham mais. Muitos e muitos mais!

 

 

 

14
Set17

Contar cabelos brancos

Fatia Mor

Depois de muitas asneiras, decidi que as minhas fatias deviam reflectir e decidir quais são as regras que devemos seguir lá em casa.

Sentamo-nos na cozinha, saquei de umas folhas brancas, um marcador preto e toca a escrever.

Apesar de elas não saberem ler, fomos falando e foram dizendo, cada uma seu jeito e entendimento, o que achávamos que deveria ser cumprido para uma convivência harmoniosa em casa (e não só)!

 

Ora bem, o resultado foi parar ao instragram:

 

 

Escusado será dizer que de boas intenções está o inferno cheio!

Duvidam? Ora vejam lá!

 

 

Acho que vou ficar cheia de cabelos brancos, em menos nada...

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).