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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

29
Jun17

Aceitam-se sugestões

Fatia Mor

Todos os dias lemos a história, à noite. Ultimamente, e porque a Fatia#2 está a crescer e quer fazer valer os seus gostos e interesses, lemos dois livros.

 

Ora, apesar de ainda ter um número considerável de livros infantis em casa, não chega para ler histórias novas - ou pelo menos, não repetidas - todos os dias. Com rapidez damos a volta ao espólio e acresce, ainda, as preferências da petizada por uma história ou outra.

 

Elas estão numa idade em que as histórias já não podem ser demasiado simplistas, correndo o risco de não ter interesse, mas ainda não têm paciência e resistência para histórias infanto-juvenis, muito longas e com muitas personagens.

 

Daí a minha questão: alguém conhece alguma colecção de interesse para crianças de 5 anos?

28
Jun17

Uma mulher com M maiúsculo

Fatia Mor

Há uma pressão gigantesca para uma dinâmica de pós-parto irrealista.

Faz-me sempre lembrar o episódio da Família Moderna em que a Gloria dá à luz o seu filho mais novo e a Claire vai espreitar-lhe a barriga, que logicamente, não existe! Está novamente magra, como sempre foi!

Pois bem, isso não acontece na vida real - com as devidas excepções -  e querermos embarcar nessa generalidade é um erro de vista grosseiro.

 

A Carolina Deslandes foi mais longe. Para desmistificar o que é o pós-parto, para calar bocas e boatos, mostrou-se ao mundo como é hoje! 

E esta é a Carolina. A Carolina mãe, a Carolina mulher, a Carolina coragem.

Confesso que seria incapaz de me expor assim mas não pude esconder o imenso orgulho nesta mulher, que se mostra ao mundo num dos momentos mais frágeis na vida de qualquer pessoa. 

 

Obrigada Carolina. Obrigada por nos fazeres sentir que afinal somos todos da Terra, que aqui não há seres perfeitos e que tudo tem o seu tempo.

 

Podem ler o texto aqui.

09
Jun17

Ser mãe sobressai o que há de pior em mim (momentos de desabafo)

Fatia Mor

Não é todos os dias. 

 

Tenho alturas em que consigo gerir as exigências familiares com a doçura do mel e a agilidade de uma ginasta. 

Nesses dias acho que sou extremamente competente nesta "tarefa" que é a maternidade e que, de facto, ser mãe faz sobressair o que de melhor há em mim.

 

Mas não posso negar que ser mãe também sobressai o que há de pior em mim.


Desde que me conheço que me analiso, mas desde que sou mãe, então, faço-o mais! A verdade é que a maternidade é como se estivesse em frente a um espelho, a escarafunchar cada milímetro do meu ser, a ver em directo as reacções do mundo às minhas acções.

 

Nos momentos em que vejo as suas reacções desproporcionadas e a minha ineficiência em contê-las, sinto-me a pior pessoa do mundo.

 

Desde que sou mãe reparo na forma irreflectida como reajo, antes sequer de pensar na resposta mais adequada.

 

Sei que a minha paciência esgota-se muito antes do recomendável e tenho o péssimo hábito de lhes dar uns gritos quando a coisa começa a descambar muito.

 

Sou pouco tolerante às alterações de rotina e enervo-me quando vejo as horas a derrapar no relógio.

 

Irrito-me com extrema facilidade quando me desafiam a minha autoridade e só penso como será quando chegarem à adolescência! (as fatias meninas parecem que entraram na pré-adolescência... muito antes do recomendável!!!) 

 

Muitas vezes não tenho força nem vontade de colocar a mente em modo criança, para brincar, e nesses dias o que me apetece é que cresçam para termos conversas de adultos. 

 

São as minhas arestas e é a muito custo que as reconheço ao mundo, no esforço de as modificar todos os dias, um bocadinho. 

Quero educar boas pessoas, saudáveis de mente, e vivo no medo (aterrador) de que não o sejam. De que estas incoerências, estas invigilâncias pessoais resultem num sem número de dificuldades individuais e sociais, que os prejudiquem a longo prazo.

 

Podem até ser tolices da minha cabeça, mas se não for eu a mudar, fica tudo na mesma...

31
Mai17

Descomplicar...

Fatia Mor

Os fins de tarde são caóticos. Muitas vezes, antes de entrar em casa, onde sei que já estão os três à minha espera, fico no carro dois minutos, de portas fechadas e em silêncio. É preciso retemperar as forças para enfrentar aqueles fenómenos da natureza, com os melhores pulmões que eu já vi e com uma colocação de voz impressionante!

Basta ligarem-me ali pelas 18h para perceberem o que estou a dizer! 

Para conseguir operacionalizar os banhos, os jantares e as dormidas é preciso entretê-los. Neste campo, a televisão é a minha grande aliada. Mas não deixo de sentir alguma culpa sempre que os coloco a ver o panda, com a excepção do Fatia#3 que ainda prefere os bonecos bamboleantes que pendem da sua espreguiçadeira. Por menos que queira, a televisão faz parte da nossa rotina e é essencial para prevenir que tomem um segundo (ou terceiro) banho, enquanto trato dos restantes (ou coisas piores)!

Vivo nessa dúvida. O que fazer com eles para se entreterem? Então, há uns dias, descompliquei! Peguei numa fita cola de papel (não sei se é esse o nome) e pus-me a "desenhar" o jogo da macaca no chão! 

Expliquei-lhes que no meu tempo (creeeeedooooo) não havia canais de televisão que passassem desenhos animados a toda a hora, nem tão pouco tinha direito a ver o que queria. Isso eram os mais velhos que decidiam. E que muitas vezes tinha que puxar pela imaginação para brincar, com a desvantagem de que não tinha irmãos para o fazer. Na verdade, passava muito tempo aborrecida, sempre que penso nesses tempos, sem nada para fazer e talvez tenha sido isso a desenvolver o meu gosto pelos livros.

Digo-vos... foi um sucesso. Levaram o tempo a tentar saltar, a percorrer os caminhos da macaca com uma bolinha (já que não há pedrinhas lá por casa) e tudo animado! Até eu e o pai brincámos à macaca e descobrimos que era bem mais fácil quando éramos pequeninos!

Por vezes é preciso descomplicar, mas a imaginação nem sempre me assiste... Alguém tem mais ideias de como conter crianças entre os 2 e os 4 anos, sem envolver pintar paredes, sofás ou móveis?

 

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).