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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

27
Out17

ME-DO!

Fatia Mor

O dia das fotografias na escola é ansiado por uns e temido por outros. Eu faço parte do grupo dos que temem a fotografia de escola, em parte por muitas fotos mal sucedidas ao longo do meu crescimento. 

Até agora, os fotógrafos que tenho encontrado com as Fatias são bons. E digo, até agora, porque este ano mudámos a Fatia#1 de agrupamento escolar e, como tal, o serviço é feito por outro fotógrafo. 

 

Ora bem, como é que posso descrever a coisa... Hummm... Não tenho bem palavras... Deixem cá ver... 

 

A fotografia individual ficou meio de lado, com uma parte do ombro da cachopa cortado, ela a morder o lábio inferior e um pouco suave na focagem.

Mas a pièce de résistance é mesmo a fotografia de grupo.

 

Para ser franca, nem eu consigo perceber o que aconteceu. Terá sido a luz? Terá sido algum tratamento que deu à fotografia? Não sei! Mas sei que os miúdos parecem tirados de um filme de terror, vindos dos confins dos infernos, com os olhos quase todos pretos. Sim, sim, disse bem, pretos. Para quem não sabe a que me refiro, deixo-vos aqui um exemplo:

 

 

Além disso, não tem gracinha nenhuma, com uns a fazer caretas, outros a fazer fretes, claramente.

Para o ano, seguramente, há mais. Espero que seja melhor. Ou pelo menos, menos temático. É que está perfeita para  Halloween!!!

25
Out17

Fobia

Fatia Mor

Sei bem quando começou.

E há uns anos me mantém em terra firme. Já falei sobre isso aqui no blog, anteriormente.

 

Daqui a precisamente uma semana vou ganhar asas.

 

Estou a tentar manter-me calma, até porque associada a este passo, há um conjunto maior de ansiedades.

Mas este passo, que levará aos outros, está a deixar-me louca.

 

Para já, a seborreia voltou, na forma de pequenas feridas na orla do couro cabeludo.

O sistema digestivo está a acusar os problemas todos normais: dores de estômago, cólicas.

O pensamento que me alivia é, claramente, "não vou".

 

Mas tenho que ir. 

Primeiro, por mim. Porque preciso de ultrapassar este medo irracional que me congela. 
Depois, por eles.

Pelo meu marido que ainda não colocou de parte a ideia de viajarmos os dois, ou em família, para algum destino.

Para ensinar aos meus filhos que precisamos de sair da nossa zona de conforto para crescermos.

E, principalmente, para lhes mostrar que temos que enfrentar os nossos demónios pessoais, seja qual for a forma que eles tenham ou da maneira que se apresentem ao mundo.

 

Não quero desistir. E sei que ainda vou derramar muitas lágrimas nestes dias vindouros, por esta ou por aquela razão.

Mas queria poder adormecer em casa e acordar no destino, magicamente. 

 

Preciso de manter a fé em Deus, a fé na lata com asas, a fé no piloto e, finalmente, a fé em mim. E até tenho, muita fé em tudo. Só em mim... é que está difícil de encontrar!

12
Set17

Onde anda o romantismo?

Fatia Mor

Apesar de, assumidamente, não ser uma velada romântica, sempre à procura do gesto que nos faz tremer nos tornozelos, ainda sou capaz de apreciar pequenos-grandes gestos de amor.

 

Ora bem! Obrigada a parar numa pequena rotunda que dá acesso ao centro comercial aqui da "vila", observo um casal de adolescentes no passeio.

Ele, com uma rosa vermelha, bem volumosa, estendida na direção dela. 

Ela, ao telemóvel, a olhar para a situação com desdém. 

Enquanto estive parada, e ainda foram alguns minutos por circunstâncias do trânsito que empancou devido à perícia (#not) de alguns condutores,  a situação manteve-se assim. Parecia congelada no tempo, com a excepção da expressão do miúdo que parecia assumir contornos dolorosos.

A criatura não foi capaz de esboçar um sorriso, de se retirar da chamada que decorria, nem tão-pouco de aceitar a rosa, pelo menos enquanto pude ver a telenovela que ali se desenrolava.

 

Fiquei a pensar... Será que o romantismo está assim tão mal visto nos dias de hoje? Estaremos assim tão insensíveis aos gestos "sensívóhumilhantes" que os outros fazem para nos mostrar o quanto gostam de nós? Ou será que já, tão jovem, conseguiu errar tanto ao ponto de ela não se coibiu de o desprezar à força toda?

 

Apostas, aceitam-se!

11
Set17

Trocadinha da Silva

Fatia Mor

Todos os anos, após as férias, é a mesma coisa.

Troco-me toda nos horários.

Possivelmente, fruto da inconstância de horários do mês de Agosto, chego à cama e nada de sono.

Dou voltas até às duas e meia da manhã, altura em que o meu corpo me dá tréguas e a minha mente finalmente desliga.

O problema? Acordar! Qual bela adormecida, sem as minhas oito horas de sono não funciono e fico mais para lá do que para cá.

O curioso é que não me acontece isto durante as férias nem passo tempos a deitar-me a esta hora. E acordar tarde, então, nem pensar!

Parece apenas ser uma reacção à entrada na rotina. Talvez até uma repulsão aos horários e à necessidade de dormir para funcionar.

Se calhar, é isso! Um boicote geral do meu corpo para que eu não me sinta em condições e tente prolongar as férias.

Ou cansaço.

 

É que férias, assim a sério, foram há 6 anos...

 

Resta saber se sou a única vítima deste efeito. Há mais alguém por aí? 

25
Jul17

"Mulher, tu tira daí as mãos!"

Fatia Mor

O Fatia#3 é um doce de bebé. Um autêntico "zé sorrisos" como lhe chama, e bem, o avô Fatias.
Não há dia em que não acorde a rir, gosta de dar umas belas gargalhadas, gosta de festas e espalha charme por onde ande.

O Fatia#3 tem também um testículo que ainda não desceu para o escroto.

O que é que ambas as ideias têm a ver uma com a outra? - perguntam vocês. Tudo! Têm tudo a ver!

 

Na ânsia de que a situação se resolva sozinha, vira não vira, tento ver se os dois testículos estão onde devem estar.

Por norma, faço essa operação quando o tiro do banho ou quando lhe estou a trocar a fralda.

No seguimento de ser um bebé rechonchudo e bem disposto, enquanto troca fraldas ou se veste procura sempre um interesse que esteja ali por perto e dedica-lhe toda a sua atenção.

Mas basta eu tocar-lhe nos ditos e... pára tudo!

Ele olha para mim e manda-lhe um olhar que diz algo do género:

Mulher, tu tira-me daí essas mãos ou vamos ter chatices da grossa, eu vou ter que ir ali buscar uma faca e dar-te uma chinada!

 

É, basicamente, é isso que ele me transmite com o seu olhar frio, focado e muito, muito, mas mesmo muito aborrecido pelo facto de eu, ao de leve, tentar ver se há ou não bolinha a condizer do lado esquerdo.

Assim que paro, Fatia#3 volta ao seu ao doce, abre um sorriso e continua a explorar o mundo.

 

Tenho para mim que não é à toa que lhes chamam as jóias da coroa.

 

Respect! 

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Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).