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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

12
Set17

Onde anda o romantismo?

Fatia Mor

Apesar de, assumidamente, não ser uma velada romântica, sempre à procura do gesto que nos faz tremer nos tornozelos, ainda sou capaz de apreciar pequenos-grandes gestos de amor.

 

Ora bem! Obrigada a parar numa pequena rotunda que dá acesso ao centro comercial aqui da "vila", observo um casal de adolescentes no passeio.

Ele, com uma rosa vermelha, bem volumosa, estendida na direção dela. 

Ela, ao telemóvel, a olhar para a situação com desdém. 

Enquanto estive parada, e ainda foram alguns minutos por circunstâncias do trânsito que empancou devido à perícia (#not) de alguns condutores,  a situação manteve-se assim. Parecia congelada no tempo, com a excepção da expressão do miúdo que parecia assumir contornos dolorosos.

A criatura não foi capaz de esboçar um sorriso, de se retirar da chamada que decorria, nem tão-pouco de aceitar a rosa, pelo menos enquanto pude ver a telenovela que ali se desenrolava.

 

Fiquei a pensar... Será que o romantismo está assim tão mal visto nos dias de hoje? Estaremos assim tão insensíveis aos gestos "sensívóhumilhantes" que os outros fazem para nos mostrar o quanto gostam de nós? Ou será que já, tão jovem, conseguiu errar tanto ao ponto de ela não se coibiu de o desprezar à força toda?

 

Apostas, aceitam-se!

11
Set17

Trocadinha da Silva

Fatia Mor

Todos os anos, após as férias, é a mesma coisa.

Troco-me toda nos horários.

Possivelmente, fruto da inconstância de horários do mês de Agosto, chego à cama e nada de sono.

Dou voltas até às duas e meia da manhã, altura em que o meu corpo me dá tréguas e a minha mente finalmente desliga.

O problema? Acordar! Qual bela adormecida, sem as minhas oito horas de sono não funciono e fico mais para lá do que para cá.

O curioso é que não me acontece isto durante as férias nem passo tempos a deitar-me a esta hora. E acordar tarde, então, nem pensar!

Parece apenas ser uma reacção à entrada na rotina. Talvez até uma repulsão aos horários e à necessidade de dormir para funcionar.

Se calhar, é isso! Um boicote geral do meu corpo para que eu não me sinta em condições e tente prolongar as férias.

Ou cansaço.

 

É que férias, assim a sério, foram há 6 anos...

 

Resta saber se sou a única vítima deste efeito. Há mais alguém por aí? 

25
Jul17

"Mulher, tu tira daí as mãos!"

Fatia Mor

O Fatia#3 é um doce de bebé. Um autêntico "zé sorrisos" como lhe chama, e bem, o avô Fatias.
Não há dia em que não acorde a rir, gosta de dar umas belas gargalhadas, gosta de festas e espalha charme por onde ande.

O Fatia#3 tem também um testículo que ainda não desceu para o escroto.

O que é que ambas as ideias têm a ver uma com a outra? - perguntam vocês. Tudo! Têm tudo a ver!

 

Na ânsia de que a situação se resolva sozinha, vira não vira, tento ver se os dois testículos estão onde devem estar.

Por norma, faço essa operação quando o tiro do banho ou quando lhe estou a trocar a fralda.

No seguimento de ser um bebé rechonchudo e bem disposto, enquanto troca fraldas ou se veste procura sempre um interesse que esteja ali por perto e dedica-lhe toda a sua atenção.

Mas basta eu tocar-lhe nos ditos e... pára tudo!

Ele olha para mim e manda-lhe um olhar que diz algo do género:

Mulher, tu tira-me daí essas mãos ou vamos ter chatices da grossa, eu vou ter que ir ali buscar uma faca e dar-te uma chinada!

 

É, basicamente, é isso que ele me transmite com o seu olhar frio, focado e muito, muito, mas mesmo muito aborrecido pelo facto de eu, ao de leve, tentar ver se há ou não bolinha a condizer do lado esquerdo.

Assim que paro, Fatia#3 volta ao seu ao doce, abre um sorriso e continua a explorar o mundo.

 

Tenho para mim que não é à toa que lhes chamam as jóias da coroa.

 

Respect! 

29
Jun17

O medo de voar

Fatia Mor

Passei vários anos da minha vida em que viajar de avião significava, apenas, apanhar mais um meio de transporte público.

Fazia voos de maior ou menos distância com a mesma tranquilidade em que entrava para um carro e achava um piadão a tudo o que dizia respeito ao avião. O melhor momento era a descolagem. A força daquele aparelho, em grande velocidade, a levantar-se do chão e a encostar-nos às cadeiras era, no mínimo, emocionante.

Um dia tudo mudou. 

Um voo que correu menos bem, devido à turbulência que se fazia sentir, um "poço" de ar que nos fez cair durante uns segundos mais longos que o habitual e o medo instalou-se.

Primeiro, fez-se anunciar numa angústia leve quando entrava no avião. Depois, começou a tomar conta dos meus pensamentos nos momentos antes de começar a viagem. Logo a seguir, começou a contaminar os momentos antes de entrar no avião e, um dia, não consegui embarcar. Passei a noite numa angústia fóbica desmedida, a chorar, a hiperventilar, e desisti!

Passaram-se quase seis anos desde esse dia e tenho mantido mil e uma desculpas para não voltar a voar, entre gravidezes, crianças pequenas e falta de tempo ou dinheiro.

Mas não posso protelar isto por muito tempo. Hoje vi na NiT o que poderá ser o primeiro esforço. 

easyJet lança curso online para quem tem medo de voar

 

Aparentemente, há um curso de 2h30 que promete conseguir dar-nos estratégias para lidar e enfrentar este medo.

 

Não conheço o grau de sucesso do curso mas talvez não custe tentar. Ao menos, é mais em conta que o curso da TAP. 

Adorava voltar a sentir prazer em voar, sem estar constantemente a pensar que o avião se pode despenhar, que podemos morrer e nas sensações que uma situação dessas pode trazer. No fundo, o avião é para mim uma fobia de morte. Tenho medo de morrer a voar, ainda que saiba que a probabilidade de isso acontecer é inferior à probabilidade de morrer num acidente de viação, por exemplo.

 

Vamos ver. Nos próximos anos há uma viagem que garantidamente terei que fazer de avião e esperava não ter que passar por figuras muito tristes quando esse dia chegar!

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).