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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

02
Nov17

Voar com uma fobia

Fatia Mor

Bom... Depois de tanto sofrimento, consegui o meu objectivo. Cheguei a Estocolmo! 

A exteriorização de como me estava a sentir ajudou-me imenso. E ter dito a meio mundo que ia, também.

Acho que se tivesse guardado para mim a viagem, teria mais probabilidades de desistir. 

A última vez que me vi confrontada com a ideia de entrar num avião foi na altura da lua de mel. Tínhamos decidido que não íamos para lado nenhum mas uns amigos nossos ofereceram-nos umas viagens para a Bélgica, com estadia low cost em casa de malta conhecida. 

Não sei se na altura não tive tempo para me preparar mentalmente, mas simplesmente levei a noite anterior a chorar, a hiperventilar, num ataque de pânico sem fim.

Nem cheguei perto do aeroporto. 

Foi há 6 anos. Tinha voado dois anos antes. Portanto, há 8 anos que não andava de avião! 

 

Ontem consegui dormitar durante a noite e até acordei bem disposta. 

A viagem de comboio até Lisboa foi feita a conversar, o que ajudou imenso a descontrair.

A ansiedade começou a aumentar assim que entrei no aeroporto, mas fui controlando a respiração de maneira a aguentar a ansiedade. 

As minhas querida colegas foram sempre reforçando a minha calma aparente e mostraram-se solidárias com tudo. 

Uns 15 minutos antes do embarque tomei um ansiolítico que eventualmente terá ajudado a manter a calma. 

No momento achei que não tinha feito nada. Mas o mais certo foi não ter permitido que ansiedade subisse e eu me descontrolasse.

O voo são 4 horas, sensivelmente, e fez-se relativamente bem. A terceira hora foi a pior de passar, do ponto de vista psicológico, a segunda foi a pior do ponto de vista da ansiedade devido a uma zona de turbulência.

Agora é aproveitar. O tempo para passeio não vai ser muito, mas vou tentar deixar aqui as impressões gerais deste povo e país. 

 

Obrigada a todos, pelas vossas palavras de incentivo e boa energia! 

20
Out17

No que me fui meter!

Fatia Mor

Meti-me num curso de fotografia anual. Isso mesmo. Começou este mês e só vai acabar em julho de 2018. Com direito a aulas à noite, com trabalhos e apresentação final do portefólio que resultar dos trabalhos que formos realizando. Com tudo a que tenho direito...

 

E estou a adorar!

 

Confesso que ainda ponderei muito bem dar este passo. Além do investimento considerável que este tipo de cursos representam, não se trata propriamente de uma mudança de carreira. É, no fundo, a vontade de satisfazer uma paixão, um impulso motivacional que não quero travar!

Pode ser por mim, pela minha realização, pela minha paz de espírito! E, mesmo que ainda pense que me custa deixar os meus filhos duas noites por semana para as aulas presenciais, também vejo que é uma excelente oportunidade de lhes mostrar que devemos sempre fazer algo por nós, fazer o que nos apaixona e manter a nossa vida em perspectiva. 

 

Não quero tudo por garantido. Não me posso dar a esse luxo. A vida ensina-nos, variadas vezes na nossa figura ou na dos outros, que nada do que temos é perene e estável como achávamos. Quero sentir que tenho mais valências. Que posso dar outros passos. Nem que seja o sonho - e mesmo que só assim permaneça - de um dia ter um estúdio meu, expor as minhas fotografias, ser capaz de criar algo novo, fora dos meus limites, da minha zona de conforto.

 

No fundo é isso! É sair da minha zona de conforto, é encontrar novas partes de mim, é redefinir o meu presente e ansiar pelo futuro.

 

E estou a adorar. Já vos tinha dito?

09
Set17

Um cheirinho das nossas férias

Fatia Mor

As férias foram uma aventura. 

Se sair de casa com três crianças pequenas pode parecer um desafio dos Jogos Sem Fronteiras (quem se lembra?), por outro lado, não queremos deixar de diversificar as experiências deles e fazemos um esforço por isso (mesmo que seja por pouco tempo).

 

Este ano optámos por um agroturismo.

Bem, optámos talvez seja dourar a pílula. Basicamente, foi onde conseguimos vaga para esta família numerosa, de maneira a acomodar-nos em dois quartos, com ligação entre eles, o que tornou a nossa estadia muito mais confortável! Ainda assim, a ideia era passar uns dias fora, com a família, passear por locais desconhecidos e num local que fosse calmo e rural. Pois bem, a Herdade da Serrinha foi tudo isso!

 

Situada em Santiago do Escoural, relativamente perto de Montemor-o-Novo, a Herdade da Serrinha é um monte alentejano, recuperado para agroturismo há uns anos, mas que só agora está a ganhar algum fôlego. 

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A traça é tradicional, a decoração é típica e se estamos à procura de algo inovador, só vamos encontrar o calor de uma casa familiar.

Aliás, a piscina - magnífica - contrasta com todo o trabalho agrícola que rodeia a casa principal. 

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 E enquanto estamos na piscina podemos encontrar umas companhias diferentes!

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O Fatia#3 não deu por nada, nem achou grande piada à piscina. Mas as fatias meninas ADORARAM! 
Ainda hoje falam do "natel" (como diria a Fatia#2) como sendo a melhor coisa das férias. 

Esperamos, para o ano, poder fazer algo semelhante. Veremos onde nos leva o próximo verão.

 

Nota: Infelizmente, não me pagaram as férias. Pelo contrário, fui eu que paguei tudo... 

 

07
Jul17

O livro secreto #3

Fatia Mor

A iniciativa da MJ continua a rodar o país. 

Cá por casa, depois do Homem chamado Ove, passou Em teu Ventre de José Luís Peixoto.

Apesar de reconhecer que é um dos novos talentos da escrita portuguesa, confesso-me desapreciadora do estilo. A história remete-nos para o místicos dos três pastorinhos e pretende ficcionar (assim o entendi) a compreensão de Lúcia sobre a aparição de Nossa Senhora de Fátima. 

Das três formas de narrativa do livro, usadas para criar um diálogo um tanto ou algo complexo entre uma figura materna e o seu (sua?) filha, não me cativou e li muitas dessas partes, que intercalavam com a narrativa referente à Lúcia, na diagonal.

Seguiu o seu caminho.

 

Chegou-me, entretanto, O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skarmeta.

O Carteiro é uma velha leitura, que já lida, relida e gasta nas folhagens do tempo. Li-o, pela primeira vez, na adolescência. Na altura fui incapaz de alcançar muitas da metáforas que o autor utiliza em duplo sentido, tanto para dar narrativa à romântica história de Mario Jimenez e Beatriz Gonzaléz como para nos recordar da pulsação da vida através da natureza. Recordo-me de ter ficado fascinada com a Beatriz, mais do que com a relação entre um pobre carteiro, sem rumo na existência, e o poeta Pablo Neruda.

Lido agora com outra maturidade não pude deixar de me incomodar pela incompletude da narrativa. E reconheci como o amor, de muitas maneiras e feitios, é que nos oferece um rumo à existência. E se Antonio Skarmeta foi versado em falar de amor nas suas múltiplas formas, também nos mostra como a vida se altera até, muitas vezes, nos deixar sem saídas...

É um livro de leitura célere, pela forma apaixonante como está escrito, que nos ensina sobre um dos períodos mais controversos do Chile, com a ascensão e morte do Presidente Salvador Allende. Para mim, um clássico da literatura do sec. XX, a nunca perder de vista!

13
Jun17

Ma, Ma, Ma...

Fatia Mor

O Fatia#3, fazendo jus à tradição familiar, está a ficar um falador!

Agora podia armar-me aos píncaros e dizer que já recita Fernando Pessoa! 

É claro que não! A única coisa que faz é vocalizar sons como Ma...Ma...Mama...Ma... ou BaBaBa! 

Mas a verdade é que isso soa como poesia aos meus ouvidos. Derreto-me de o ouvir "falar" enquanto interage comigo, com o pai ou com as manas. E aos ouvidos de uma mãe é quase como ouvir os mais belos poemas de Pessoa, garanto-vos!

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).