Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

09
Set17

Um cheirinho das nossas férias

Fatia Mor

As férias foram uma aventura. 

Se sair de casa com três crianças pequenas pode parecer um desafio dos Jogos Sem Fronteiras (quem se lembra?), por outro lado, não queremos deixar de diversificar as experiências deles e fazemos um esforço por isso (mesmo que seja por pouco tempo).

 

Este ano optámos por um agroturismo.

Bem, optámos talvez seja dourar a pílula. Basicamente, foi onde conseguimos vaga para esta família numerosa, de maneira a acomodar-nos em dois quartos, com ligação entre eles, o que tornou a nossa estadia muito mais confortável! Ainda assim, a ideia era passar uns dias fora, com a família, passear por locais desconhecidos e num local que fosse calmo e rural. Pois bem, a Herdade da Serrinha foi tudo isso!

 

Situada em Santiago do Escoural, relativamente perto de Montemor-o-Novo, a Herdade da Serrinha é um monte alentejano, recuperado para agroturismo há uns anos, mas que só agora está a ganhar algum fôlego. 

IMG_5944.jpg

A traça é tradicional, a decoração é típica e se estamos à procura de algo inovador, só vamos encontrar o calor de uma casa familiar.

Aliás, a piscina - magnífica - contrasta com todo o trabalho agrícola que rodeia a casa principal. 

IMG_6021.jpg

 

IMG_5996.jpg

 E enquanto estamos na piscina podemos encontrar umas companhias diferentes!

IMG_5941.jpg

O Fatia#3 não deu por nada, nem achou grande piada à piscina. Mas as fatias meninas ADORARAM! 
Ainda hoje falam do "natel" (como diria a Fatia#2) como sendo a melhor coisa das férias. 

Esperamos, para o ano, poder fazer algo semelhante. Veremos onde nos leva o próximo verão.

 

Nota: Infelizmente, não me pagaram as férias. Pelo contrário, fui eu que paguei tudo... 

 

07
Jul17

O livro secreto #3

Fatia Mor

A iniciativa da MJ continua a rodar o país. 

Cá por casa, depois do Homem chamado Ove, passou Em teu Ventre de José Luís Peixoto.

Apesar de reconhecer que é um dos novos talentos da escrita portuguesa, confesso-me desapreciadora do estilo. A história remete-nos para o místicos dos três pastorinhos e pretende ficcionar (assim o entendi) a compreensão de Lúcia sobre a aparição de Nossa Senhora de Fátima. 

Das três formas de narrativa do livro, usadas para criar um diálogo um tanto ou algo complexo entre uma figura materna e o seu (sua?) filha, não me cativou e li muitas dessas partes, que intercalavam com a narrativa referente à Lúcia, na diagonal.

Seguiu o seu caminho.

 

Chegou-me, entretanto, O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skarmeta.

O Carteiro é uma velha leitura, que já lida, relida e gasta nas folhagens do tempo. Li-o, pela primeira vez, na adolescência. Na altura fui incapaz de alcançar muitas da metáforas que o autor utiliza em duplo sentido, tanto para dar narrativa à romântica história de Mario Jimenez e Beatriz Gonzaléz como para nos recordar da pulsação da vida através da natureza. Recordo-me de ter ficado fascinada com a Beatriz, mais do que com a relação entre um pobre carteiro, sem rumo na existência, e o poeta Pablo Neruda.

Lido agora com outra maturidade não pude deixar de me incomodar pela incompletude da narrativa. E reconheci como o amor, de muitas maneiras e feitios, é que nos oferece um rumo à existência. E se Antonio Skarmeta foi versado em falar de amor nas suas múltiplas formas, também nos mostra como a vida se altera até, muitas vezes, nos deixar sem saídas...

É um livro de leitura célere, pela forma apaixonante como está escrito, que nos ensina sobre um dos períodos mais controversos do Chile, com a ascensão e morte do Presidente Salvador Allende. Para mim, um clássico da literatura do sec. XX, a nunca perder de vista!

13
Jun17

Ma, Ma, Ma...

Fatia Mor

O Fatia#3, fazendo jus à tradição familiar, está a ficar um falador!

Agora podia armar-me aos píncaros e dizer que já recita Fernando Pessoa! 

É claro que não! A única coisa que faz é vocalizar sons como Ma...Ma...Mama...Ma... ou BaBaBa! 

Mas a verdade é que isso soa como poesia aos meus ouvidos. Derreto-me de o ouvir "falar" enquanto interage comigo, com o pai ou com as manas. E aos ouvidos de uma mãe é quase como ouvir os mais belos poemas de Pessoa, garanto-vos!

30
Mai17

Dias em família

Fatia Mor

Posto o título desta forma e mais parece que nunca estamos juntos. 

Apesar de dormirmos todos sob o mesmo tecto, a verdade é que nem sempre passamos dias de qualidade em família. 

E agora, perguntam vocês, em coro e afinadinhos...

 

Oh Fatia, mas o que entendes tu por dias de qualidade?

 

Dias de qualidade em família é quando rompemos barreiras e rotinas. Se pensarmos no enfiamento dos dias, raramente temos capacidade para desfrutarmos da presença uns dos outros sem estar a correr para algum lado. As manhãs são a correr para a escola e para o trabalho. O dia é passado a correr atrás de prazos e objectivos a serem cumpridos. Os fins de tarde são os banhos, os jantares, organizar o dia seguinte... Corremos sempre atrás de alguma coisa de forma incessante... Dias de qualidade são aqueles em que não atendemos a nada, a não ser a nossa satisfação.

 

E assim foi! Aproveitamos três dias de férias perdidos no meio do calendário e fomos visitar a família ao norte. 

Pelo meio, conhecemos o Monverde Hotel e a Quinta da Dinha

Qualquer um dos locais é recomendável, no caso de querermos ficar a dormir na zona. E garanto-vos que estou a fazer publicidade à borla! 

 

Aproveitamos para dormir o possível, passear pelas vinhas do Monverde, brincar muito no jardim da Quinta da Dinha, e tudo sem horários. Almoçamos às três da tarde, jantámos quando nos apeteceu, passeamos quando nos apeteceu. Foi uma maravilha e retemperamos forças. Voltamos antes do fim-de-semana para podermos recuperar as rotinas antes do início da semana e hoje voltámos ao batente com a sensação de que fizemos boas memórias.

 

Agora... viajar com três crianças... conto-vos tudo na próxima entrada, pode ser?

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre a FatiaMor

foto do autor

Fatias antigas

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).