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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

07
Jul17

O livro secreto #3

Fatia Mor

A iniciativa da MJ continua a rodar o país. 

Cá por casa, depois do Homem chamado Ove, passou Em teu Ventre de José Luís Peixoto.

Apesar de reconhecer que é um dos novos talentos da escrita portuguesa, confesso-me desapreciadora do estilo. A história remete-nos para o místicos dos três pastorinhos e pretende ficcionar (assim o entendi) a compreensão de Lúcia sobre a aparição de Nossa Senhora de Fátima. 

Das três formas de narrativa do livro, usadas para criar um diálogo um tanto ou algo complexo entre uma figura materna e o seu (sua?) filha, não me cativou e li muitas dessas partes, que intercalavam com a narrativa referente à Lúcia, na diagonal.

Seguiu o seu caminho.

 

Chegou-me, entretanto, O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skarmeta.

O Carteiro é uma velha leitura, que já lida, relida e gasta nas folhagens do tempo. Li-o, pela primeira vez, na adolescência. Na altura fui incapaz de alcançar muitas da metáforas que o autor utiliza em duplo sentido, tanto para dar narrativa à romântica história de Mario Jimenez e Beatriz Gonzaléz como para nos recordar da pulsação da vida através da natureza. Recordo-me de ter ficado fascinada com a Beatriz, mais do que com a relação entre um pobre carteiro, sem rumo na existência, e o poeta Pablo Neruda.

Lido agora com outra maturidade não pude deixar de me incomodar pela incompletude da narrativa. E reconheci como o amor, de muitas maneiras e feitios, é que nos oferece um rumo à existência. E se Antonio Skarmeta foi versado em falar de amor nas suas múltiplas formas, também nos mostra como a vida se altera até, muitas vezes, nos deixar sem saídas...

É um livro de leitura célere, pela forma apaixonante como está escrito, que nos ensina sobre um dos períodos mais controversos do Chile, com a ascensão e morte do Presidente Salvador Allende. Para mim, um clássico da literatura do sec. XX, a nunca perder de vista!

07
Abr17

Obrigada.

Fatia Mor

Quase todos os dias chegam a este cantinho novas pessoas. Algumas optam por ficar ou subscrever, seja aqui, no facebook ou no instagram

Apesar de não ter a intenção de escrever para alcançar muitas pessoas, noto que o alcance vai aumentando, no seu ritmo, o que me deixa muito feliz. Mesmo que o motivo para ter criado este blog seja pessoal, fico muito feliz por ver que há quem goste de ler os meus devaneios, as pérolas das minhas filhotas e que pacientemente tolere o meu silêncio, que tantas vezes me assalta fazendo com que deixe este canto meio abandonado.

Já muita coisa boa saiu destas intersecções. Ideias novas, pessoas incríveis, grupos e conversas que nunca achei existirem numa esfera fora do tangível. 

Por isso, obrigada por virem até aqui. Obrigada por fazerem parte dos meus dias. Obrigada por comentarem. Obrigada por escreverem e permitirem que vos leia o íntimo, o dia-a-dia, as opiniões inspiradoras. 

Obrigada pela liberdade em escrever. Obrigada. E mais uma vez obrigada.

Acho que não agradecemos o suficiente nesta vida - lamentamo-nos muito mais, sendo uma acção que nos traz muito menos - e hoje apeteceu-me agradecer. 

 

 

Voltamos já com as parvoíces do costume!

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