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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

19
Fev18

Lembram-se disto?

Fatia Mor

Lembram-se de, há dias, vos ter falado de umas heranças pessimistas?

 

Pois bem, tenho a informar-vos que o computador já é outro!

 

Depois de chatear amigos que percebem de informática, pessoal dos serviços técnicos de informática, depois de passar umas horas a ler sobre estas questões online, de chatear os serviços de suporte da marca do pc, da marca da placa e da adobe, rendi-me às evidências.

Peguei nas tamanquinhas, nos pc, na caixa, no talão e toca a trocar o bicho.

Umas horas depois sou uma feliz dona de outro, que até agora não mostra sinais de fraqueza.

 

Devo, também, fazer um louvor aos senhores da assistência da NVIDIA e do Jumbo. Os primeiros, tenho a certeza que nunca vão saber de quão prestáveis foram. Pelos nomes, pareciam-me retirados de um filme de bollywood, mas foram irrepreensíveis na forma como abordaram e tentaram resolver a situação. Os senhores do Jumbo, onde comprei o computador (já sei que não são uma casa de produtos informáticos e lálálá), deram todas as voltas para me tentar resolver o problema, incluindo o instalar versões de avaliação do photoshop nos computadores de exposição para ver se o problema ocorria com outras placas gráficas, nas máquinas disponíveis.

Impecáveis, rápidos, informados e capazes de solucionar o problema num curto espaço de tempo, sem questões colocadas.

Quanto a estes, farei questão de deixar o meu louvor na empresa.

 

E pronto, publicidade à parte, que ninguém me paga para falar bem deles, vou fazer figas e esperar que seja desta!

Torçam por mim.

 

 

15
Fev18

Causas múltiplas suficientes

Fatia Mor

Por vezes, vejo perguntas retóricas por esta internet fora que me fazem sempre lembrar os estudos da atribuição causal.

Muito rapidamente, estamos constantemente à procura de causas para os efeitos que observamos. Kelley acreditava que nós recolhíamos informações de múltiplas observações que realizávamos ao longo do tempo, para avaliar a possibilidade de causa de um dado comportamento ser interno ou externo.

Para não vos chatear muito com pormenores teóricos, do modelo de covariação, Kelley considerava que quando tínhamos pouca informação para sustentarmos a nossa atribuição, íamos à procura das causas múltiplas necessárias ou das causas múltiplas suficientes.

As primeiras, serão as condições mínimas necessárias para a dada ocorrência de um efeito. A segunda, são do conjunto de causas possíveis, a suficiente para explicar a tal ocorrência.

E na verdade, esta última é uma boa navalha para julgar o mundo.

 

Ora vejamos:

Mas porque há tanto ódio nas redes sociais?

Resposta: Porque as pessoas são parvas.

Porque é que há guerras no mundo?

Resposta: Porque as pessoas são estúpidas.

Onde é que estão os homens que são para manter?

Resposta: Com as mulheres que são para manter.

 

Portanto, como podem ver, navalhas simples e acutilantes - causas suficientes - que ajudam a explicar os mais complexos fenómenos da vida humana de forma parcimoniosa (acabei de fazer o senhor Occam feliz!).

 

 

Nota de navegação ao leitor: isto é suposto ser um texto com humor. Acredito que há muito mais no mundo que explicações simples para a complexidade humana. Mesmo que, por vezes, apenas se possa explicar pela estupidez que a espécie dos homens ainda parece dotada!

 

13
Fev18

Olhem-me ali, no cantinho da MissUnicorn

Fatia Mor

A Miss Unicorn desafiou-me e eu aceitei.

Era uma vez... conta pequenos episódios da FatiaMor quando era pequenina.

Sim, porque eu já fui pequenina e, apesar de ajuizada, também tive os meus momentos de "glória"!

Curiosos?

Passem por lá!

 

Obrigada Miss Unicorn por me fazeres recordar um bocadinho destes tempos!

 

(para os mais distraídos, basta carregar aqui)

 

 

09
Fev18

Carnaval, a quanto obrigas!

Fatia Mor

Acho que não é segredo nenhum que eu não gosto do Carnaval.

Dispensando moralidades relacionadas com o aparecimento da data festiva, a minha aversão situa-se mais no campo das memórias de infância e do domínio do sentido de perda de identidade.

Comecemos pela última!

 

A ideia de me mascarar de algo que não sou, dando oportunidade de viver uma segunda existência mesmo que por breves instantes, não me atrai. Sou cá agarradinha aos meus predicados e custa-me abdicar deles. Não gosto de fantasias neste sentido. E se, ainda assim, possa achar alguma beleza num baile de máscaras veneziano, não me apanham a esconder a cara atrás de uma máscara.

 

Depois, há as memórias de infância. Recordo sempre o desfile de carnaval como sendo algo deprimente.

Em tempos que fatos de carnaval implicavam um investimento largamente superior e/ou alguém que se dedicasse a costurar o fato por completo, o desfile de carnaval era sempre algo que me deixava apreensiva. 

Primeiro, era o frio. Aquela sensação de ter que passar algum frio para envergar com orgulho a máscara, deixa-me um pouco infeliz. Depois era a máscara. Como eu adorava as damas antigas que se pavoneavam na escola, com a sua bolsinha em cetim pendurada no pulso e os sapatinhos de meio tacão que davam uma beleza singular ao balão do vestido. Era o cetim azul ou rosa, a renda branca, uma articulação ímpar no meio de todas as outras máscaras possíveis: bailarinas, bonecas de trapos, bruxas, índias e pouco mais!

Finalmente, eram os rapazes com os seus ovos, bombinhas de mau cheiro, bombinhas dos estalidos, balões de água. Onde quer que fôssemos, os percursos eram verdadeiros campos de guerra, em que o mais astuto e capaz de determinar caminhos alternativos pela cidade ganhava a possibilidade de chegar a casa enxuto e limpo!

 

Portanto, enquanto pude ignorar esta data, fi-lo com extrema alegria. 

E depois, chegam os filhos e começa tudo outra vez.

Em breve, falaremos das máscaras que vão andar lá por casa!

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).