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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

12
Mai15

Qual o melhor conselho que nos poderiam ter dado?

Fatia Mor

Nas múltiplas e longas viagens do fim-de-semana, Fatiasmén e euzinha estávamos a reflectir sobre a parentalidade, especialmente no que toca aos conselhos que todos gostam de dar (e se fosse mais além, mas não de seguir).

Na verdade, e olhando para trás, constatámos que conselhos foram poucos. Advertências sim, foram muitas. Coisas como "dorme muito", "compra paciência", ou "preparem-se para a procissão do pé descalço" são frases recorrentes que se ouvem (e se dizem) quando os demais sabem que vamos ser pais. Mas, em retrospectiva, poucos terão sido os conselhos, verdadeiramente úteis, que nos deram e que poderiam ter feito a diferença na "hora h".

Pusemo-nos então a pensar qual tería sido aquele ensinamento que nos faltou. Aquele que teria feito a diferença no momento do desespero e do pânico, nas dificuldades do ajuste às novas realidades e às novas rotinas.

Chegamos à conclusão que o que gostávamos de ter ouvido era "tudo passa". Porque na verdade, tudo passa. O desespero dos primeiros tempos; a ansiedade de não saber o que fazer; a insegurança e a falta de paciência para as formas de fazer dos outros que não servem para nós (como por exemplo, um bocadinho de açúcar na chucha, como faziam os antigos); as paranóias com tudo e com todos... Tudo passa. Eles crescem, as cólicas desaparecem, passam a comer, passam a dormir sozinhos e chega o dia em que querem fazer tudo pela sua mão.

O segundo, e decorrente do primeiro seria "os bebés choram". Ponto. Choram porque não têm mesmo outra forma de comunicar. Porque é o que conseguem fazer quando têm fome, ou sono, ou a fralda cheia de xixi (ou algo pior) ou simplesmente porque estão enervados, chateados, aborrecidos, de mal com a vida. Choram. E faz-lhes bem chorar. Faz-lhes bem extravazar o que lhes vai na alma e por nós serem consolados, com todo o mimo e amor possível.

O terceiro seria "não precisas de 1/3 das coisas que te vão impingir". Ou então, "resiste ao impulso de comprar tudo o que te parece útil". Grande parte não vai ser preciso. Começamos então a rir das coisas que comprámos e nunca usámos, que já nem sabemos onde andam. Como outras coisas mais simples fazem as vezes de coisas inflaccionadas apenas por serem "para bebé". 

Enquanto iamos viajando estrada fora, viajámos também a estas lembranças que tanto nos divertem. 2 anos e 9 meses depois de termos sido pais pela primeira vez e sete meses depois da segunda, sentimos que muito pouco se pode oferecer verdadeiramente aos pais de primeira viagem.

 

E vocês, qual teria sido aquele conselho que teria mudado a vossa vida?

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