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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

01
Mar17

Olá, sou mãe nas horas vagas!

Fatia Mor

Depois de um dia de trabalho, em que tentamos remar contra a corrente, chegamos a casa na ânsia de descansar o corpo e a mente.

O dia pode ter corrido bem ou menos bem (sim, sou das que vê o copo meio cheio), mas em qualquer das situações, tudo o que não apetece é entrar numa casa onde imperam os gritos, a desarrumação, as birras, os choros!

Ao contrário das famílias perfeitas que a TV nos vende, em que todos jantam de forma alegre e divertida, pratos coloridos, com sopa ao lado, e ainda iluminados por uma réstia de luz do sol, a verdade é que a realidade está longe desse patamar idílico.

A realidade é um pouco mais crua, um pouco mais dura e um pouco mais escura.

Há os banhos para dar, há crianças para entreter, há horários e necessidades diferentes para atender. A sensação que eu tenho é que estou dentro de um filme que corre em loop, em que todos os dias são iguais, em que não noto diferenças ou melhorias como me dizem que vai acontecer.

E eu sei que vão acontecer. Ainda ontem a Fatia#1 nasceu, distraí-me, pisquei os olhos, e ela vai a passos largos a caminho dos cinco anos. O problema é que nunca mais lá chegamos! 

E neste ínterim diário o que eles têm de mim é uma mãe operacional! A verdade é que, desde que entro em casa, torno-me numa máquina de execução de tarefas que têm que ser feitas ou mantidas, até à hora de os enfiar na cama.

E depois, temos diálogos destes...

 

Fatia#1: Oh mãe, porque é que tu não brincas?

FatiaMor: Porque já sou crescida filha... Mas porque é que dizes que "não brinco"?

Fatia#1: Por que não brincas comigo às escondidas.

FatiaMor: Mas às vezes brinco. Outras sabes que a mamã não pode ou até não quer, por estar cansada.

Fatia#1: Pois, mas não brincas as vezes que eu quero.

 

Portanto, hoje aqui me confesso, sou mãe nas horas vagas. Porque ser mãe, para mim, é ir além das tarefas operacionais de manter uma família. É ter tempo. É brincar. É criar momentos de boas memórias, com significado, longe de televisões e bolachas processadas. É perder tempo a amassar bolachas para comer ao lanche ou fazer plasticina até ter o chão manchado de cores. 

Sou mãe nas horas vagas... E infelizmente, não são muitas!

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