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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

20
Mar17

Lei de Lavoisier

Fatia Mor

Ontem, para onde quer que eu olhasse, havia declarações ao melhor pai do mundo. Que por acaso, não é título que eu renda ao meu, digo-o sem pudor, leviandade ou sofrimento.

 

Hoje, todos rendemos graças à primavera que se faz anunciar, já com chuva e temperaturas mais baixas a partir de amanhã. Mas hoje há flores, cores pastéis e arco-íris para onde quer que eu olhe.

 

Dou uma vista de olhos pelos títulos dos jornais e as mesmas notícias, por todo o lado, da mesma forma, de acordo com a agência de onde forma emitidas.

 

As ideias parecem gastas. As imagens replicadas. A imaginação tirou férias. As tendências parecem cíclicas e pré-concebidas.

Dentro desta repetição temática que nos assola, também eu me enquadro, quando leio outros blogs sobre famílias, maternidade ou crianças. 

Tenho dias em que, ao ler os textos, me parece tudo mais do mesmo e escrito como se fosse a primeira maravilha do mundo contemporâneo. Quantas vezes, rejeitei rascunhos, eliminei entradas agendadas por simplesmente achar que eram ideias idênticas às que tinha acabado de ler? Ou quantas vezes deixei para trás o que tinha em mente, por achar que não acrescentava nada... 

 

Nestas alturas penso sempre na lei de conservação da massa de Lavoisier. 

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

 

Parece que a ideia que Lavoisier concebeu, por observação, para um sistema físico ou químico, em que nunca há perda ou ganho de massa, se pode aplicar perfeitamente ao mundo social que nos rodeia.

 

A verdade é que as boas ideias nunca são novas. Nem tão pouco são originais. São apenas variações daquilo que já foram boas ideias, com uma nova roupagem, com uma nova interpretação. Quer queiramos, quer não, a roda já foi inventada há muito tempo, e tudo o que daí deriva apenas segue a tendência circular. 

 

Por muito que me custe, nunca vou fazer nada de novo. Nada do que escreva, será original. Será apenas uma redundância, vivida por mim, semelhante ao que outros, na mesma situação que eu, viveram. E nem sequer a apropriação da experiência será diferenciada! Haverá sempre quem diga o que eu penso e o que eu sinto, de forma superior a mim.

É a conservação da massa em acção. 

 

Por isso, venham de lá os Hello Spring, que é como diz, Olá Primavera, que eu penso cá para mim, Adeus ó Inverno, que já vais tarde...

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