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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

25
Nov14

Indignada

Fatia Mor

Eu sei que actualmente só há espaço de antena para o ex-primeiro ministro que foi preso. Mas há coisas bem mais importantes que deviam afligir as nossas mentes pacatas! E digo-vos mais, é motivo para se fazer uma petição! Daquelas bem grandes, com muitas assinaturas e endereçada quiçá às mais altas instâncias, não só Portuguesas, mas Europeias também!

Grande parte dos meus dias é passado com toda a tecnologia a reproduzir incessantemente, até extrair toda a paciência ao santo mais pio, o Ruca (Caillou ou Caio internacionalmente, que o careca tem variações no seu nome). Pois então, até aqui tudo bem. O puto é um bocado irritante, tem a mania que é esperto mas rapidamente cede por um rabo de saias (a sua amiga Sara), pela mana Rosita ou pelo seu felino Riscas. Só o facto de eu saber os nomes, como podem antever, é sinal de que algo preocupante vai aqui!

Mas o problema até nem é o Ruca, ou a Rosita, mas sim, os seus pais. Sim, meus amigos, os pais do Ruca deveriam ser alvo de investigação por parte do juíz Carlos Alexandre, porque sinceramente há ali qualquer coisa que não é normal.

Anda sempre tudo tão preocupado com as imagens veiculadas pelos media e como estas afectam a autoestima das mulheres e ninguém se preocupa minimamente como é que aqueles pais afectam a autoestima, autoconfiança e auto-outras-coisas dos pais normais, que são forçados - sim, forçados -  a levar com eles!!

A calma incomum daquela dupla parental ao lidar com um puto impertinente é sem dúvida de deixar louco qualquer pai que tenha que lidar com uma criança na mesma faixa etária. Para não esquecer que a senhora mãe do Ruca, particularmente, é capaz de limpar a casa com uma criança de 2 anos atrás e ainda parar para encontrar um grilo que lhe entrou pela casa dentro pela mão do filho mais velho. Ou ainda, perder tempo a ensinar posições de ioga ao Ruca. Ou fazer-lhe lanches especiais, ir com os miúdos ao parque enquanto mantém a (mesma) roupa imaculadamente limpa, a casa arrumada e a paciência intacta! Já o pai, para além de trabalhar (presumivelmente), faz tarefas tipicamente masculinas como carpintaria, num esforço de fornecer casa e alimento aos passarinhos ali da rua. 

Haja misericórdia para nós, pais imperfeitos, incapazes de chegar aos pés da Santa Mãe do Ruca ou do São Pai do Ruca.

 

Ao menos, tiveram a decência de não os desenhar tipo top-model, senão, era o fim da picada...

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