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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

15
Nov17

Então e os suecos?

Fatia Mor

E as suecas, claro, para não ser acusada de discriminação!

Posso dizer que me surpreendi. Por norma, há sempre uma ideia estereotipada dos povos. A minha, relativamente aos povos nórdicos, é que são altos, elegantes, mas frios, muito pouco acolhedores e muito eficientes.

Vamos começar por este último adjectivo. Encontrei eficiência. Também encontrei um sistema mais justo e mais protector, mais meritocrata - especialmente na área em que eu trabalho. Ainda assim, não se pode dizer que trabalhem muito. Acho que vivem muito mais a família; aliás, parece-me que todo o trabalho é organizado para promover o maior aproveitamento do tempo fora de lá, ao contrário do que vemos em Portugal. 

Em relação a serem frios e pouco acolhedores, tenho que confessar que foi um cair de um mito. A palavra certa talvez seja reservados, atributo esse que me parece ser justificável pelo clima ma-ra-vi-lho-so que eles têm. Invernos longos, rigorosos, dias com pouca luz, e muito pouco convidativos a passar tempo fora de casa. 

Claro que fomos lá no inverno e, se tivéssemos ido na primavera, tenho a certeza que encontraríamos muito mais pessoas na rua. Parece que são conhecidos pelas suas festas de boas vindas ao verão! Mas, nestes dias, assim que caía a noite (e olhem que caía cedo!!) notava-se que as pessoas dispersavam, provavelmente para ir para casa.

No entanto, fomos muito bem recebidas! Envolveram-nos nas suas actividades, mostraram-se disponíveis para ajudar q.b. e fizeram questão de nos acompanhar de perto! 

E vamos ao último mito. Sim, mito. São altos, é verdade, mas não tão altos quanto eu fantasiava. E elegantes... pronto, vou assumir que teve muito a ver com a zona para onde fomos, localizada mais a norte, numa zona mais rural, menos sofisticada. 

Apesar de serem maníacos com a saúde - observável com o proliferar de produtos biológicos, indicações da pegada ecológica, preocupação com os produtos que ingerem, etc - o sedentarismo também chegou lá. E se há uns espécimes que trabalham a lenha na floresta, também há muita malta, especialmente a jovem, que claramente não levanta o rabo da cadeira há uns tempos! O excesso de peso impera, especialmente entre as mulheres, que estão longe daquela ideia sueca de loiras de pernas de 1,80m, com maçãs do rosto rosadas. 

Eles são uns autênticos lenhadores, com barbas fartas e longas. Está na moda e eles elevam aquilo a um expoente desconhecido ao povo português. Há prateleiras dedicadas ao cuidado da barba, com óleos, shampoos, enfim, uma panóplia de cuidados masculinos. 

E pronto. Gostei dos suecos com conta, peso e medida!

Fica a reportar um atropelamento por uma sueca que andava aceleradíssima na rua e que, simplesmente, não se desviava. De ninguém. Atropelou-nos que foi uma beleza! E isso parece ser uma cena típica sueca!

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