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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

12
Nov14

Data de validade: 4 da manhã

Fatia Mor

Para mim, todo o esforço pedagógico tem uma data de validade. Pode ser num dia em que tudo corre mal, pode ser numa determinada hora do dia ou provocado por um tipo de acontecimento específico. Ora, para mim, a validade da pedagogia, da paciência e da compreensão extingue-se pelas 4 da manhã de qualquer dia...

Fatia#1 acorda pelas 4 da manhã, a queixar-se que tem cocó. Efectivamente tem, já saído do seu local de origem e a fazer-nos movimentar bem depressa quando a essa hora tudo nos faz andar devagar. Como um agente especial de qualquer agência técnica, avalio a situação, defino as linhas orientadoras para a tarefa a levar a cabo e faço o relatório pós-acção: danos controlados mas infelizmente houve uma baixa! Um par de cuecas da Minnie entregaram a alma ao criador! Mas o pior estava ainda para vir... Fatiazinha acordada para a vida, optou que queria ir dormir para a cama dos papás. Com o Fatiamén fora de casa, essa opção torna-se mais simples, mas Fatia#1 não estava para facilitar!

Começou com a água. "Mamã, quero aguinha, se faz favor"... Um doce... Depois com a exigência de todos os reféns do seu sono "Quero o Baldo", "Quero a Kitty", "Quero as estrelas", "Quero as chuchas"... Ahhhh... As chuchas. Para quem conhece a Fatia#1 sabe que ela nunca usou chucha, em bebé nuncas as quis, rejeitava-as, agoniava-se, e pronto, assim foi, nunca as usou! Agora que a Fatia#2 nasceu, a chucha passou a ser um elemento de eleição.

Depois de todos os reféns, o próximo seria eu! "Não quero dormir", "Não quero a mana", "Quero a mana no colinho", "Não quer ir à escola"... E mais um conjunto de exigências que foram feitas naquele curto espaço de tempo.

Ora, cá em casa, temos como política não negociar com terroristas e raptores deste gabarito, que em menos nada ocupava quase a totalidade de uma cama com 1,60m de largo. Encostada a um canto, fazia por manter-me acordada, a fazer que estava a dormir. Até que, com mestria, aquele ser de 91cm, quis fazer-me de refém! Pés em cima da mãe, baba por todo o lado, lençóis e cobertores caídos... A pedagogia chegou ao fim! Um sacudir do pó, umas elevações de voz e muito choro depois, Fatia#1 estava a dormir profundamente, ao ponto de roncar e acordar a mana! Vá talvez não tanto, e talvez não por isso, mas depois desta fantasia nocturna, eram 6h da manhã - horas de dar de mamar novamente!

Mãe sofre... Fatia Mor sofre mais um pouco! 

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