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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

09
Fev18

Carnaval, a quanto obrigas!

Fatia Mor

Acho que não é segredo nenhum que eu não gosto do Carnaval.

Dispensando moralidades relacionadas com o aparecimento da data festiva, a minha aversão situa-se mais no campo das memórias de infância e do domínio do sentido de perda de identidade.

Comecemos pela última!

 

A ideia de me mascarar de algo que não sou, dando oportunidade de viver uma segunda existência mesmo que por breves instantes, não me atrai. Sou cá agarradinha aos meus predicados e custa-me abdicar deles. Não gosto de fantasias neste sentido. E se, ainda assim, possa achar alguma beleza num baile de máscaras veneziano, não me apanham a esconder a cara atrás de uma máscara.

 

Depois, há as memórias de infância. Recordo sempre o desfile de carnaval como sendo algo deprimente.

Em tempos que fatos de carnaval implicavam um investimento largamente superior e/ou alguém que se dedicasse a costurar o fato por completo, o desfile de carnaval era sempre algo que me deixava apreensiva. 

Primeiro, era o frio. Aquela sensação de ter que passar algum frio para envergar com orgulho a máscara, deixa-me um pouco infeliz. Depois era a máscara. Como eu adorava as damas antigas que se pavoneavam na escola, com a sua bolsinha em cetim pendurada no pulso e os sapatinhos de meio tacão que davam uma beleza singular ao balão do vestido. Era o cetim azul ou rosa, a renda branca, uma articulação ímpar no meio de todas as outras máscaras possíveis: bailarinas, bonecas de trapos, bruxas, índias e pouco mais!

Finalmente, eram os rapazes com os seus ovos, bombinhas de mau cheiro, bombinhas dos estalidos, balões de água. Onde quer que fôssemos, os percursos eram verdadeiros campos de guerra, em que o mais astuto e capaz de determinar caminhos alternativos pela cidade ganhava a possibilidade de chegar a casa enxuto e limpo!

 

Portanto, enquanto pude ignorar esta data, fi-lo com extrema alegria. 

E depois, chegam os filhos e começa tudo outra vez.

Em breve, falaremos das máscaras que vão andar lá por casa!

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