Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

09
Nov15

As questões da política por uma Fatia...

Fatia Mor

Não percebo absolutamente nada de política.

Não por incapacidade. Simplesmente porque não me interessa, minimamente. 

Sou uma pessoa socialmente interessada. E preocupo-me sempre com o futuro do meu país, mas a minha visão é mais colectivista do que individualista. Nesse continuum entre valores autocentrados e construções pró-sociais, as minhas idiossincrasias estão na ponta do contributo para um bem maior. 

Com isto dito não sou de esquerda, nem de direita. Tendo a votar informada, olhando com algum sentido crítico para os programas eleitorais dos candidatos. E voto em consciência. 

O meu contributo político termina aí. 

Admiro todos aqueles que sabem falar, cabalisticamente ou de forma concreta, sobre os interesses e formas de actuação política daqueles que se encontram no poder, ou sobre os que tal querem alcançar. Há os arautos da desgraça, positivistas de profissão e negativistas de sentimento; há os optimistas; os directos e pouco interessados; há os emotivos e centrados nos sentimentos e estados emocionais dos povos - que mais me parecem colegas de profissão a falar; há os profundamente economistas, que referem sempre que tudo funcionaria bem desde que não fossem as pessoas (são sempre as pessoas que estragam os números e os modelos matemáticos); há os dedutivos; e também há os indutivos em lógicas que ninguém alcança (mas todos acenamos que sim com a cabeça); há até os do desenrasca - os do vamos para lá e logo se vê...

Adoro os que remetem para a história para justificar tudo: para o comportamento cíclico dos momentos de crise e de renascimento das cinzas. Dos que vão buscar os ideais da liberdade, que sustentam tudo na passagem pela ditadura, pela implementação da república, dos períodos monárquicos, de quando formos grandes, até chegarmos ao velho do Restelo que previu isto tudo, qual Nostradamus.

Sinto alguma amargura pelos comentadores políticos, que no cerne da sua imparcialidade, funcionam como autênticos treinadores de bancada. Falam, discutem, sobrepõem-se. Amargo particularmente quando oiço o mesmo argumento, atirado vezes sem conta entre os dois lados do campo, dito de formas diferentes para parecer que falamos sempre de novos desenvolvimentos.

Estou portanto, deslumbrada com o momento em que vivemos. Para onde me vire, por onde leia, e por onde procure informação, vejo visões diferentes. Vejo abordagens diferentes. Vejo recuperações diferentes.

Onde antes não havia dinheiro, agora há um mundo de possibilidades. 

Onde (anos ou meses) antes nunca haveria entendimento, há agora concessões ideológicas cuja estabilidade e durabilidade devem ser de uma pastilha elástica a segurar dois bocados de madeira.

Onde antes haviam princípios, há agora formas e necessidades de ajustamentos.

Onde antes havia definição, há agora linhas ténues, de difícil compreensão.

 

Não sei onde vamos parar. Não sei se isso é bom ou mau. As primeiras naus que saíram daqui também não sabiam bem ao que iam. 

Talvez isto seja o espírito impulsionador e inovador dos Portugueses, que nos irá trazer novamente a grande nação que fomos (ai esta nossa dimensão saudosista ou sadomasoquista, não sei bem destrinçar). Ou talvez seja o nosso afundar em mais uma espiral negativa. Ou talvez, e acho que ainda ninguém se lembrou disto, o Costa-Sousa-Martins sejam o nosso D. Sebastião... O vértice da esperança, que na verdade, nunca chega! Não sei. E para ser franca não me interessa. 

 

A verdade, a bem dizer, é que ao longo dos meus anos de vida, nunca vi ninguém fazer diferente ou melhor. Todos erram; a dada altura, todos fraquejam, todos dobram. Quando isso mudar, talvez eu olhe com outros olhos para a política. Para já... deixo-me ficar quieta a ver o jogo de ténis que repetidamente passam na televisão. Ai! desculpem! os debates políticos que passam na televisão.

 

5 comentários

Comentar post

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre a FatiaMor

foto do autor

Fatias antigas

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).