Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

23
Nov14

Amizades especiais

Fatia Mor

Quando eramos crianças ensinavam-nos que os amigos se faziam na rua. Era preciso sair de casa, estar com as outras crianças, perguntar-lhes o nome a medo, procurar aspectos em comum, enfim, era necessário a presença física do outro para que pudéssemos partilhar o mundo.

Mas o mundo evoluiu. E com essa evolução, mudou também a forma de nos relacionarmos com o outro. 

Por todo o lado vemos apelos para que as pessoas deixem de ser tão virtuais e passem a ser mais reais. Mas raramente vemos o outro lado do espelho, onde residem as bondades e os extremos mais felizes destas ligações, que de tão únicas, se tornam tão especiais.

Tenho um grupo de amigas que (quase) nunca vejo. Algumas nunca conheci pessoalmente. Mas são minhas amigas. Partilhámos um momento em comum, único e tão especial, que nos uniu para lá de todas as diferenças. O facto de sermos mais virtuais do que reais, permitiu que cada uma fosse realmente aquilo que é (ao contrário do que normalmente pensamos das realidades alternativas). Os preconceitos não existem neste mundo à parte. Aquele canto só nosso, que podia perfeitamente ser à beira-mar plantado, mostra-nos todos os dias vidas tão semelhantes e ao mesmo tempo, tão diferentes da nossa. Se nos uníssemos profissionalmente, talvez fossemos das redes de networking mais perfeitas, tão grande é a nossa variabilidade! Crenças, costumes, gostos e opiniões, somos todas tão diferentes que nos complementamos. E se calhar, se nos víssemos na rua, como era antigamente, jamais conseguiriamos este nível de intimidade. 

A elas devo muitas gargalhadas, alegrias e desabafos que por vezes, nem às paredes confessaria. Na verdade já são como um prolongamento da família; são como irmãs que nunca tive ou como as amigas de infância que o tempo levou para não mais saber por onde param e que de repente reencontramos, num acaso do destino e é como se tudo se mantivesse tal e qual como há anos atrás. 

A elas devo muitas lágrimas enxugadas, macaquinhos do sótão arrasados, e minhoquices eliminadas. São o santuário da sanidade mental, de serões sozinha, de noites mal dormidas, ou de horas mortas ao longo do dia. 

Por isso, obrigada minhas amigas. Sabem quem são! Fiquem sempre por aí...

 

 

3 comentários

Comentar post

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre a FatiaMor

foto do autor

Fatias antigas

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).