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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

02
Fev16

A alternativa

Fatia Mor

Acordo, num sábado qualquer pelas 9 e pouca da manhã, mas deixo-me ficar na cama, na penumbra, enquanto oiço o sono pesado de quem me acompanha. Faço por me espreguiçar sem o acordar, enquanto olho para as paredes do quarto e idealizo novas formas de decoração. Faço os planos e equaciono as compras. Certamente o azul marinho ficará melhor do que o verde que agora tenho. Tenho que pensar nisso mais a sério. 

Neste meio dormir, em que o sol já começa a entrar pelas frestas da janela do nosso apartamento para dois, vejo que são quase onze horas e decido tomar um banho demorado. Deixo a água acordar-me e o barulho do chuveiro de hidromassagem acordar o outro elemento que ainda se demora entre lençóis. Acabamos por nos despachar longamente pela manhã; acabo por vestir as minhas skinny jeans novas com um camiseiro de seda e escolho um lenço Hermès, oferecido na última viagem que fizemos a Paris, para completar o conjunto meio clássico, emparelhado com um par de stilettos pretos, bem altos.

Decidimos, dado o avançado da hora, ir a brunch na esplanada do melhor hotel da cidade, fazendo jus ao sol primaveril que nos brinda a pele. O desportivo não tem capota, mas abrimos os vidros, para sentir o vento morno que nos beija os cabelos delicadamente...

Depois de nos deliciarmos com os menus disponíveis, decidimos beber um café com os amigos numa esplanada. Há imenso tempo que não estamos todos juntos. Rimos demoradamente das mesmas histórias que nos animam, protagonizadas à vez, e que fazem parte de um passado mais ou menos distante. Rapidamente o tópico salta para o trabalho - nos homens - e para a família - nas mulheres. A conversa sobre as crianças faz-me balançar e pensar se haveria hipótese de trocar o mês que passaremos em Bali no próximo Outono, por um bebé que chora de duas em duas horas.

Despedimo-nos com a certeza de que temos que fazer isto mais vezes. São quase horas de jantar, passamos por casa para apanhar um casaco e vamos jantar a um restaurante novo que acabou de abrir e cuja mesa só se consegue com cunha e marcação. Para nós não foi difícil. Somos recebidos pelo chef que nos sugere um menu de degustação, sugestão que aceitamos de imediato. O final da refeição é brindado com um Sauternes que nos relembra a temporada passada nas vinhas. 

Saímos e voltamos para casa. A vontade é de dormitar no sofá enquanto vemos um filme que alugamos no videoclube da box do serviço que temos. Ir ao cinema era alternativa, mas temos bilhetes para uma antestreia daqui a uns dias e apetece-nos estar na tranquilidade do lar. Perdemo-nos em considerações sobre os planos de imagem, falamos da exposição que visitaremos no dia a seguir e eu relembro que na semana que vem tenho curso de fotografia - hobby adorado que exploro de momento.

Adormecemos tranquilamente, nos braços um do outro... 

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