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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

11
Set17

Respostas na ponta da língua

Fatia Mor

[após a Fatia#1 ter despejado "acidentalmente" metade do gel de duche da Uriage no banho]

 

FatiaMor: Minha filha, deves achar que o dinheiro nasce nas árvores!!

Fatia#1: Oh mãe. Eu já fui com a avó ao monte, apanhar maçãs, e não havia dinheiro nenhum nas árvores. Óóóóbvio que EU sei que o dinheiro não nasce nas árvores.

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Vou ficar com cabelos brancos num instante, é o que vos digo.

11
Set17

Trocadinha da Silva

Fatia Mor

Todos os anos, após as férias, é a mesma coisa.

Troco-me toda nos horários.

Possivelmente, fruto da inconstância de horários do mês de Agosto, chego à cama e nada de sono.

Dou voltas até às duas e meia da manhã, altura em que o meu corpo me dá tréguas e a minha mente finalmente desliga.

O problema? Acordar! Qual bela adormecida, sem as minhas oito horas de sono não funciono e fico mais para lá do que para cá.

O curioso é que não me acontece isto durante as férias nem passo tempos a deitar-me a esta hora. E acordar tarde, então, nem pensar!

Parece apenas ser uma reacção à entrada na rotina. Talvez até uma repulsão aos horários e à necessidade de dormir para funcionar.

Se calhar, é isso! Um boicote geral do meu corpo para que eu não me sinta em condições e tente prolongar as férias.

Ou cansaço.

 

É que férias, assim a sério, foram há 6 anos...

 

Resta saber se sou a única vítima deste efeito. Há mais alguém por aí? 

09
Set17

Um cheirinho das nossas férias

Fatia Mor

As férias foram uma aventura. 

Se sair de casa com três crianças pequenas pode parecer um desafio dos Jogos Sem Fronteiras (quem se lembra?), por outro lado, não queremos deixar de diversificar as experiências deles e fazemos um esforço por isso (mesmo que seja por pouco tempo).

 

Este ano optámos por um agroturismo.

Bem, optámos talvez seja dourar a pílula. Basicamente, foi onde conseguimos vaga para esta família numerosa, de maneira a acomodar-nos em dois quartos, com ligação entre eles, o que tornou a nossa estadia muito mais confortável! Ainda assim, a ideia era passar uns dias fora, com a família, passear por locais desconhecidos e num local que fosse calmo e rural. Pois bem, a Herdade da Serrinha foi tudo isso!

 

Situada em Santiago do Escoural, relativamente perto de Montemor-o-Novo, a Herdade da Serrinha é um monte alentejano, recuperado para agroturismo há uns anos, mas que só agora está a ganhar algum fôlego. 

IMG_5944.jpg

A traça é tradicional, a decoração é típica e se estamos à procura de algo inovador, só vamos encontrar o calor de uma casa familiar.

Aliás, a piscina - magnífica - contrasta com todo o trabalho agrícola que rodeia a casa principal. 

IMG_6021.jpg

 

IMG_5996.jpg

 E enquanto estamos na piscina podemos encontrar umas companhias diferentes!

IMG_5941.jpg

O Fatia#3 não deu por nada, nem achou grande piada à piscina. Mas as fatias meninas ADORARAM! 
Ainda hoje falam do "natel" (como diria a Fatia#2) como sendo a melhor coisa das férias. 

Esperamos, para o ano, poder fazer algo semelhante. Veremos onde nos leva o próximo verão.

 

Nota: Infelizmente, não me pagaram as férias. Pelo contrário, fui eu que paguei tudo... 

 

08
Set17

Isto custa!

Fatia Mor

Ser mãe (ou pai) custa. 

Custa muito. 

 

Sei que parece um chavão e que não estou a acrescentar absolutamente nada de novo a esta vida, mas preciso de desabafar para externalizar estes fantasmas.

 

Não me compreendam mal. Eu adoro ser mãe e jamais me arrependi da decisão de ter três filhos. Apesar de nem todos terem sido planeados, conscientemente aceitei-os a todos e sinto-me feliz com essa decisão. 

Contudo, a felicidade não é uma recta, muito menos de declive positivo, o tempo todo. A própria felicidade (estado) acarreta momentos negativos pontuais, de maior ou menor duração.

É nesses momentos que custa. 

 

São as rotinas infindáveis, tão necessárias ao bem-estar geral, e cuja quebra pagamos com facturas caras.

 

São as birras, constantes, de parte a parte, porque nós os pais também as fazemos, mesmo que não seja a espernear ou a gritar, como eles.

 

É o repetir a mesma coisa, ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche, ao jantar, na hora do banho, na hora de deitar, à entrada do carro, à saída do carro, ao pegar no copo de água, enfim, acho que já perceberam...

 

É o sentir que nada do que dizemos é realmente ouvido ou lhes faz sentido. E, por mais que tentemos, não conseguirmos explicar de outra forma. 

 

É o sentir que há mais nada vida do que ser mãe ou pai, mas ter alguma dificuldade em perceber onde é que isso está!

 

É o sentir que falhámos redondamente com eles, seja porque perdemos a paciência, porque não lhes demos atenção, ou escondemos o que estávamos a comer para não ter que partilhar. 

 

É o tentar ser um poço de virtudes - porque acreditamos na educação pelo exemplo - e depois perceber que eles copiam toda e qualquer incoerência nossa, ao invés de mimicarem os comportamentos que desejamos.

 

É a insegurança de não saber se estamos a fazer um bom trabalho nesta coisa de criar cidadãos equilibrados, saudáveis e preocupados com o outro, como nós gostaríamos de ser e como achamos que o mundo precisa.

 

Isto custa, muito. 

06
Set17

Fim das férias

Fatia Mor

Férias. A doce formulação dessa palavra fica agora relegada para o próximo ano. 

 

Houve uma paragem forçada por estas bandas que serviu para ver que passo bem sem este canto. A vida continua a existir para lá destas linhas e é bom sentir isso na pele, mesmo que eu permaneça da cor do fundo desta página.

Foram dias de família, dedicada aos meus pequenos, foram viagens, alegrias e cansaço. Muito cansaço. 

 

A promessa de que um dia todos estes processos serão mais simples, dá-me alento! Para já, dá-me apenas dores nas costas! 

Agora, é um recomeço. Para mim, é nesta altura que se fazem os balanços do que fazer de novo. Sinto que, desde pequena, transito entre anos lectivos e não entre anos civis, e a profissão não me permite abandonar essa sensação. 

 

Portanto, hoje é dia de:

1. organizar a caixa de email e prometer a mim mesma que não volta a ficar com mais 100 emails por arquivar.

2. fazer uma lista de "to do" e colocá-la em cima da secretária para me orientar para o resto da semana.

3. preparar os objectivos para este ano profissional.

4. enviar para o arquivo todas as caixas que enchi ao longo do ano passado.

5. tomar 35467 cafés com todos os colegas com que me cruzo e repetir mil vezes as mesmas questões e as mesmas respostas.

 

E só de escrever isto tudo, fiquei cansada.

Ainda bem que amanhã, por cá, é feriado!

 

Feliz ano novo a todos.

 

 

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).