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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

29
Jun17

O medo de voar

Fatia Mor

Passei vários anos da minha vida em que viajar de avião significava, apenas, apanhar mais um meio de transporte público.

Fazia voos de maior ou menos distância com a mesma tranquilidade em que entrava para um carro e achava um piadão a tudo o que dizia respeito ao avião. O melhor momento era a descolagem. A força daquele aparelho, em grande velocidade, a levantar-se do chão e a encostar-nos às cadeiras era, no mínimo, emocionante.

Um dia tudo mudou. 

Um voo que correu menos bem, devido à turbulência que se fazia sentir, um "poço" de ar que nos fez cair durante uns segundos mais longos que o habitual e o medo instalou-se.

Primeiro, fez-se anunciar numa angústia leve quando entrava no avião. Depois, começou a tomar conta dos meus pensamentos nos momentos antes de começar a viagem. Logo a seguir, começou a contaminar os momentos antes de entrar no avião e, um dia, não consegui embarcar. Passei a noite numa angústia fóbica desmedida, a chorar, a hiperventilar, e desisti!

Passaram-se quase seis anos desde esse dia e tenho mantido mil e uma desculpas para não voltar a voar, entre gravidezes, crianças pequenas e falta de tempo ou dinheiro.

Mas não posso protelar isto por muito tempo. Hoje vi na NiT o que poderá ser o primeiro esforço. 

easyJet lança curso online para quem tem medo de voar

 

Aparentemente, há um curso de 2h30 que promete conseguir dar-nos estratégias para lidar e enfrentar este medo.

 

Não conheço o grau de sucesso do curso mas talvez não custe tentar. Ao menos, é mais em conta que o curso da TAP. 

Adorava voltar a sentir prazer em voar, sem estar constantemente a pensar que o avião se pode despenhar, que podemos morrer e nas sensações que uma situação dessas pode trazer. No fundo, o avião é para mim uma fobia de morte. Tenho medo de morrer a voar, ainda que saiba que a probabilidade de isso acontecer é inferior à probabilidade de morrer num acidente de viação, por exemplo.

 

Vamos ver. Nos próximos anos há uma viagem que garantidamente terei que fazer de avião e esperava não ter que passar por figuras muito tristes quando esse dia chegar!

29
Jun17

Aceitam-se sugestões

Fatia Mor

Todos os dias lemos a história, à noite. Ultimamente, e porque a Fatia#2 está a crescer e quer fazer valer os seus gostos e interesses, lemos dois livros.

 

Ora, apesar de ainda ter um número considerável de livros infantis em casa, não chega para ler histórias novas - ou pelo menos, não repetidas - todos os dias. Com rapidez damos a volta ao espólio e acresce, ainda, as preferências da petizada por uma história ou outra.

 

Elas estão numa idade em que as histórias já não podem ser demasiado simplistas, correndo o risco de não ter interesse, mas ainda não têm paciência e resistência para histórias infanto-juvenis, muito longas e com muitas personagens.

 

Daí a minha questão: alguém conhece alguma colecção de interesse para crianças de 5 anos?

28
Jun17

Uma mulher com M maiúsculo

Fatia Mor

Há uma pressão gigantesca para uma dinâmica de pós-parto irrealista.

Faz-me sempre lembrar o episódio da Família Moderna em que a Gloria dá à luz o seu filho mais novo e a Claire vai espreitar-lhe a barriga, que logicamente, não existe! Está novamente magra, como sempre foi!

Pois bem, isso não acontece na vida real - com as devidas excepções -  e querermos embarcar nessa generalidade é um erro de vista grosseiro.

 

A Carolina Deslandes foi mais longe. Para desmistificar o que é o pós-parto, para calar bocas e boatos, mostrou-se ao mundo como é hoje! 

E esta é a Carolina. A Carolina mãe, a Carolina mulher, a Carolina coragem.

Confesso que seria incapaz de me expor assim mas não pude esconder o imenso orgulho nesta mulher, que se mostra ao mundo num dos momentos mais frágeis na vida de qualquer pessoa. 

 

Obrigada Carolina. Obrigada por nos fazeres sentir que afinal somos todos da Terra, que aqui não há seres perfeitos e que tudo tem o seu tempo.

 

Podem ler o texto aqui.

28
Jun17

Ora vamos cá descortinar estas coisas escatológicas

Fatia Mor

Ontem não vi o concerto. 

Apesar de apoiar a 100% a iniciativa, confesso que não suporto ver concertos na televisão. Para mim, não tem graça. 

Portanto, qual não é o meu espanto quando começo a ver na comunicação social e redes sociais que Salvador Sobral diz, em pleno momento musical, que "acha que podia fazer qualquer coisa que vocês aplaudem; vou dar um peido para ver o que acontece".

 

Irreverência? Brincadeira? Arrogância?

 

Para mim, arrogância. Lamento, mas o rapazito mostra aptência para vedeta do tipo "sou mas não o quero ser e desprezo quem de mim gosta".

 

Podia ser uma piada? Podia. Mas confesso que não a entendi! E inclusive dei-me ao trabalho de ir ver o video, só para garantir que não existia deturpação do que estava a ser contado.

 

Eu sei que a escatologia tanto pode ser um tratado sobre excrementos ou teorias sobre o fim do mundo. Começo a achar que o que começou com uma abordagem na primeira classificação poderá, eventualmente, mostrar que esta carreira poderá estar mais perto do fim do que do início.

 

Mas isso sou eu, que gosto de teorias paranóicas do fim do mundo... Sem peidos, se faz favor!

 

Acrescento ao post original:

Nunca pensei que este post gerasse tanta "conversa" nos comentários. A verdade é que raramente me manifesto sobre estas coisas para não correr o risco de ser injusta, mas neste caso a acção era - para mim - demasiado desrespeitosa. Contudo, devo acrescentar que acho o Salvador uma das maiores vozes da actualidade e de um talento incrível. Este acção não lhe retira a genialidade, retira-lhe sim o brilho que poderia ter tido a sua actuação.

Percebo que esteja farto de cantar a música Amar pelos dois, acredito que não saiba lidar com este reconhecimento todo, aceito que tenha falta de maturidade. Mas o sucesso é algo que é necessário gerir. E um artista procura-o. Se não o quiser, é simples, desaparece... Desejo-lhe os maiores sucessos e espero continuar a ouvi-lo cantar. Mas estas disposições irónico-humoristicas nem sempre caem bem.

27
Jun17

Interrogações minhas

Fatia Mor

Pessoas, informem-me.

 

Como é que aquela malta, que vemos nas revistas e nas televisões, andam sempre com um apresentável?

 

Se visto uma blusa de um material mais fino e nobre, não há vinco que não me chegue.

Se coloco maquilhagem, não há espirro que não me assista.

Se ponho um salto alto, não há dores de pé que não me encontrem, nem pedra pontiaguda na calçada que eu não pise e ainda buraco onde não enfie o salto.

 

Ser crescido e bem apresentado dá um trabalho que nem vos conto!

 

 

 

 

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).